Logotipo do LAC Modelo Conceitual de Referência.
Visão integradora da Fundação do LAC

Modelo Conceitual de Referência do LAC

O LAC — Livro Ajustável de Conhecimento — é apresentado neste modelo como um sistema sociotécnico de conhecimento orientado por Jornadas. O Modelo Conceitual de Referência integra e representa a camada constitutiva da Fundação, servindo de referência para explicar, operar, navegar, aplicar, evoluir, governar e sustentar o sistema.

Definição consolidada: o LAC — Livro Ajustável de Conhecimento — é um sistema sociotécnico de conhecimento, aprendizagem e apoio à decisão, constituído por uma Fundação que declara sua identidade, delimita suas fronteiras, formula sua teoria, estabelece seus princípios e orienta seu método. O sistema é organizado por Jornadas, operacionalizado por uma Máquina de Conhecimento e acessado por um Sistema de Navegação do Conhecimento. Integra capacidades informacionais, transacionais, editoriais, navegacionais, adaptativas, investigativas, de gestão da transformação, qualidade e governança. Organiza conteúdos e percursos por níveis de abstração, estruturas, dimensões e níveis de conhecimento, ajustando leitura e construção aos papéis, públicos, contextos e finalidades para transformar perguntas, experiências e demandas externas, internas ou híbridas em objetos de conhecimento, representações, entregas, mudanças verificáveis no próprio sistema, produtos, resultados, benefícios, evidências e aprendizagem incorporada. O LAC aprende tanto sobre os objetos que organiza quanto sobre seu próprio funcionamento, utilizando Jornadas internas para promover evolução institucional consciente, rastreável e governada.
Camada constitutiva

A Fundação constitui; o Modelo Conceitual integra

A Fundação reúne os documentos que declaram a identidade, as fronteiras, a teoria, os princípios, o método, a representação, o posicionamento, a materialização digital e a evolução do LAC. Este Modelo Conceitual integra essas definições em uma visão sistêmica de referência.

Relação fundamental

A Fundação do LAC é a camada constitutiva. O Modelo Conceitual de Referência é um de seus documentos e exerce a função de integrar, representar e relacionar a constituição do LAC com Arquitetura, Operação, Governança, Qualidade, Pesquisa, Projetos, Domínios e Sustentabilidade, incluindo a Arquitetura das Linguagens como ponte entre representação do conhecimento e implementação.

01–05 · Constituição

Base constitutiva

Constituição, Delimitação, Teoria, Princípios Fundamentais e Método de Construção do Conhecimento definem o que é o LAC, por que existe, em que limites atua e como transforma conhecimento.

06–07 · Integração e representação

Visão sistêmica e visual

O Modelo Conceitual de Referência integra a Fundação e o sistema; o Knowgrama da Teoria representa visualmente a hipótese, os conceitos e o mecanismo de transformação.

08–10 · Contexto e evolução

Posicionamento e continuidade

O Posicionamento Científico, o Papel do meulivro.info e o Roteiro de Evolução situam o LAC, distinguem sistema e materialização digital e orientam seu amadurecimento.

Fundação do LAC
│
├── 01. Constituição do LAC
├── 02. Delimitação do LAC
├── 03. Teoria do LAC
├── 04. Princípios Fundamentais
├── 05. Método de Construção do Conhecimento
├── 06. Modelo Conceitual de Referência
├── 07. Knowgrama da Teoria do LAC
├── 08. Posicionamento Científico
├── 09. Papel do meulivro.info
└── 10. Roteiro de Evolução
        │
        └── orienta Fundamentos, Arquitetura, Operação,
            Governança, Qualidade, Pesquisa, Projetos e Domínios
Representação conceitual principal

Knowgrama Mestre do LAC

Síntese visual do Modelo Conceitual de Referência do LAC. O diagrama integra identidade, propósito, capacidades, Jornada, Máquina de Conhecimento, Sistema de Navegação, representações, sustentação, riscos, aplicações e evolução.

Knowgrama Mestre do LAC, representação visual do Modelo Conceitual de Referência
O knowgrama apresenta o LAC como sistema sociotécnico de conhecimento orientado por Jornadas, operacionalizado pela Máquina de Conhecimento, acessado pelo Sistema de Navegação do Conhecimento e sustentado por governança, qualidade, segurança, vocabulário e linhagem do conhecimento.
Ampliar knowgrama
Escopo

Modelo de referência a quê?

O modelo não é apenas uma descrição visual do site nem um catálogo de páginas. Como documento integrante da Fundação, ele estabelece a linguagem comum, integra os documentos constitutivos e explicita os invariantes que orientam decisões sobre o LAC.

Objeto da referência

O LAC como sistema

Este é o modelo conceitual de referência para a transformação de demandas cognitivas em conhecimento estruturado, aplicável por meio do LAC.

Função

Base de coerência

Integra Constituição, Delimitação, Teoria, Princípios e Método e serve de referência para arquitetura, Jornadas, páginas, pesquisa, engenharia do conhecimento, gestão da transformação, projetos, qualidade, governança, produtos, serviços, segurança, sustentabilidade e evolução do sistema LAC.

O que ele define

  • integra a identidade, a finalidade e as fronteiras declaradas pela Fundação;
  • elementos conceituais e relações essenciais;
  • comportamentos e ciclos de funcionamento;
  • critérios para aplicação, evolução e governança.

O que ele não substitui

  • Constituição, Delimitação, Teoria, Princípios e Método em seus documentos próprios;
  • arquitetura detalhada de software;
  • processos operacionais específicos;
  • plano de negócio e plano de implantação;
  • políticas completas de segurança e conformidade.
Identidade sistêmica

Onde o LAC está posicionado como sistema

A classificação deve separar identidade principal, natureza, organização, capacidades e mecanismos de sustentação.

LAC
│
├── Camada constitutiva
│   └── Fundação do LAC
│       ├── Constituição
│       ├── Delimitação
│       ├── Teoria
│       ├── Princípios Fundamentais
│       ├── Método de Construção do Conhecimento
│       ├── Modelo Conceitual de Referência
│       ├── Knowgrama da Teoria
│       ├── Posicionamento Científico
│       ├── Papel do meulivro.info
│       └── Roteiro de Evolução
│
├── Identidade principal
│   └── Sistema de Conhecimento
│
├── Natureza
│   └── Sistema Sociotécnico
│
├── Organização
│   └── Sistema orientado por Jornadas
│
├── Capacidades de transformação
│   ├── Sistema de Engenharia do Conhecimento
│   ├── Gestão de Portfólio, Programas e Projetos
│   ├── Pesquisa e Desenvolvimento
│   └── Desenvolvimento, Implantação e Transição
│
├── Capacidades comportamentais
│   ├── Sistema de Aprendizagem
│   ├── Sistema Adaptativo
│   ├── Sistema de Apoio à Decisão
│   └── Sistema de Pesquisa e Inovação
│
├── Capacidades operacionais
│   ├── Sistema Informacional
│   ├── Sistema Transacional
│   ├── Sistema de Processos e Fluxos de Trabalho
│   ├── Sistema Editorial e de Gestão de Conteúdo
│   ├── Sistema de Navegação do Conhecimento
│   │   ├── Navegação Física
│   │   └── Navegação Conectiva
│   │       ├── Navegação Semântica
│   │       ├── Navegação Contextual
│   │       ├── Navegação Operacional
│   │       └── Navegação Cognitiva
│   └── Sistema de Memória
│
└── Capacidades de continuidade
    ├── Sistema de Governança
    ├── Sistema de Qualidade
    ├── Sistema de Segurança e Confiança
    └── Sistema de Sustentabilidade
Primário

Sistema de Conhecimento

Transforma informação, experiência e demanda em conhecimento estruturado, contextualizado, utilizável e evolutivo.

Natureza

Sistema Sociotécnico

Depende da integração entre pessoas, papéis, processos, tecnologias, normas, valores, conteúdos e decisões.

Organização

Orientado por Jornadas

A Jornada é a unidade organizadora que conecta demanda, transformação, entrega, uso, evidência e aprendizagem.

Sistema Informacional

Registra, armazena, indexa, recupera e apresenta dados, documentos, metadados e conteúdos.

Acesso e orientação

Sistema de Navegação do Conhecimento

Permite localizar, compreender e percorrer páginas, objetos de conhecimento, Jornadas, domínios, representações, fontes e entregas. Integra navegação física, baseada na localização estrutural dos artefatos, e navegação conectiva, que reúne dimensões semânticas, contextuais, operacionais e cognitivas.

Sistema Transacional

Controla ciclos de solicitação, processamento, validação, decisão, resposta e registro do resultado.

Apoio à Decisão

Organiza contexto, alternativas, critérios, riscos, evidências e justificativas, mantendo explícita a responsabilidade decisória.

Sistema de Aprendizagem

Converte uso, feedback, erros, resultados e evidências em revisão e conhecimento incorporado.

Sistema Adaptativo

Ajusta conteúdo, representação, linguagem, profundidade e percurso conforme papel, público, domínio, contexto, conhecimento prévio, risco e finalidade. Utiliza níveis de abstração para reduzir carga cognitiva tanto na leitura quanto na construção.

Engenharia do Conhecimento

Aplica elicitação, modelagem, representação, verificação, rastreabilidade e manutenção do conhecimento.

Pesquisa e Inovação

Organiza questões, hipóteses, experimentos, evidências, resultados e decisões de incorporação.

Gestão da Transformação

Observa o estado do LAC, identifica necessidades externas e internas, registra e prioriza demandas, instancia Jornadas, coordena portfólios, programas, projetos, iniciativas e dependências, acompanha entregas e promove sua integração, aceitação, implantação, transição para manutenção e aprendizagem institucional.

Sistema de Qualidade

Define critérios, verifica conformidade e aptidão para uso, registra evidências e não conformidades, orienta correções, retestes e melhoria contínua.

Perspectivas complementares

As cinco visões do modelo

Uma única representação estática não explica um sistema vivo. O modelo deve ser lido por perspectivas que se complementam.

1

Motivacional

Por que existe, que valor busca gerar e quais princípios orientam escolhas e comportamentos.

2

Estrutural

O que existe: elementos, componentes, conceitos, papéis, objetos e relações.

3

Comportamental

Como funciona e se usa: eventos, fluxos, interações, decisões, tarefas e entregas.

4

Evolutiva

Como aprende e muda: versões, experimentos, evidências, feedback e incorporação.

5

Sustentação

Como permanece viável, rentável, seguro, íntegro, governável e institucionalmente contínuo.

Ajustabilidade cognitiva e social

Níveis de abstração, estruturas, dimensões, conhecimento e públicos

O LAC não apresenta nem exige todo o conhecimento de uma só vez. Ele regula complexidade, profundidade, percurso e responsabilidade conforme a situação, o papel exercido e a finalidade da interação.

Princípio da redução da carga cognitiva

O LAC utiliza níveis de abstração para revelar progressivamente o que é necessário em cada momento. Esse princípio vale tanto para o modo de leitura quanto para o modo de construção e atende visitantes, aprendizes, colaboradores, autores, curadores, mentores, pesquisadores, gestores e demais participantes.

Níveis de abstração

Controlam quanto detalhe é apresentado. Permitem passar da visão geral para conceitos, relações, processos, procedimentos, atividades, tarefas e evidências sem expor toda a complexidade simultaneamente.

Estruturas de conhecimento

Organizam os elementos e suas relações em arquiteturas, hierarquias, redes, jornadas, processos, objetos, páginas, mapas, grafos, modelos e demais formas estruturantes.

Dimensões do conhecimento

Permitem observar um mesmo objeto por perspectivas complementares, como conceitual, estrutural, comportamental, contextual, temporal, operacional, social, tecnológica, ética e econômica.

Níveis de conhecimento

Expressam graus de familiaridade, compreensão, domínio e responsabilidade: contato inicial, orientação, aprendizagem, aplicação, autoria, revisão, curadoria, mentoria e governança.

Dois modos complementares

Modo de leitura e modo de construção

Os mesmos mecanismos de abstração e organização apoiam quem consulta o LAC e quem participa de sua produção, validação, manutenção ou evolução.

Compreender e utilizar

Modo de leitura

Apresenta pontos de entrada, sínteses, percursos guiados, glossário, níveis progressivos de detalhe e conexões relevantes. O participante pode começar pelo essencial e aprofundar conforme sua pergunta, conhecimento prévio e finalidade.

  • reduz desorientação e excesso de informação;
  • explicita pré-requisitos e próximos passos;
  • oferece múltiplas representações do mesmo conhecimento;
  • adapta linguagem e profundidade ao público.
Produzir e evoluir

Modo de construção

Decompõe o trabalho em níveis manejáveis, orientando da demanda à entrega. O participante constrói por camadas: propósito, estrutura, relações, conteúdo, representação, qualidade, evidências, publicação e manutenção.

  • reduz a complexidade da autoria e da engenharia do conhecimento;
  • separa decisões conceituais, editoriais, técnicas e operacionais;
  • permite revisão e validação progressivas;
  • mantém rastreabilidade entre partes e todo.
Entrada no LAC
│
├── Visão geral
│   └── propósito, síntese e contexto
│
├── Orientação
│   └── domínio, público, papel, pergunta e percurso
│
├── Compreensão
│   └── conceitos, estruturas, dimensões e relações
│
├── Aplicação
│   └── Jornada, método, atividade, tarefa e entrega
│
├── Construção
│   └── autoria, modelagem, representação e publicação
│
├── Validação
│   └── revisão, qualidade, evidências e aceitação
│
└── Evolução
    └── curadoria, mentoria, governança e aprendizagem incorporada
Participação, atendimento e estratégia

Personas, públicos e nicho de mercado

Esses conceitos não são equivalentes. Eles descrevem, respectivamente, o papel exercido no sistema, os grupos atendidos e o recorte estratégico prioritário para criação e entrega de valor.

Papel na Jornada

Personas e papéis

Visitante, aprendiz, colaborador, autor, curador, mentor e outros papéis representam modos de participação e níveis de responsabilidade. Uma mesma pessoa pode assumir papéis diferentes em Jornadas distintas.

Quem é atendido

Públicos

São grupos de pessoas, equipes, organizações ou comunidades com necessidades, repertórios, contextos e finalidades comuns. O conteúdo e o percurso devem ser ajustados às características relevantes de cada público.

Prioridade estratégica

Nicho de mercado

É o recorte inicial ou prioritário de público, problema, domínio e proposta de valor no qual o LAC busca demonstrar utilidade, validar serviços, aprender com o uso e construir sustentabilidade econômica.

Relação entre os conceitos

O público informa para quem o LAC gera valor; a persona ou papel informa como alguém participa de uma Jornada; o nível de conhecimento informa quanto domínio e responsabilidade possui; o nível de abstração regula quanto detalhe precisa receber ou produzir; e o nicho de mercado define onde concentrar inicialmente aplicação, comunicação, validação e sustentabilidade.

Visão motivacional

Propósito, direção e princípios humanos

A dimensão humana não é um adorno. Ela condiciona a qualidade das perguntas, das investigações, das decisões e da aprendizagem.

Missão

Transformar conhecimento disperso, experiência e aprendizagem contínua em patrimônio vivo, estruturado, evolutivo e utilizável.

Visão

Tornar-se um sistema vivo de referência para transformar perguntas, experiências e demandas em compreensão, aprendizagem e ação responsável.

Vencer o medo

Reconhecer o medo sem permitir que o receio de errar, perguntar, mudar ou ser criticado impeça investigação, aprendizagem e inovação.

Administrar a coragem

Agir com prudência, preparação, evidências e responsabilidade. Coragem no LAC não é impulsividade; é ação consciente diante da incerteza.

Curiosidade

Formular perguntas e explorar o desconhecido.

Humildade intelectual

Reconhecer limites e revisar hipóteses.

Integridade

Preservar fontes, contexto, evidências e autoria.

Cooperação

Construir conhecimento com perspectivas diversas.

Visão estrutural

Elementos constituintes do LAC

Esses elementos são estáveis o suficiente para orientar a arquitetura, mas podem receber refinamentos conforme o sistema evolui.

Unidade organizadora

Jornada

Organiza o percurso completo entre uma demanda e a aprendizagem resultante de seu uso.

Domínios

Contextos de realidade e aplicação que conferem significado, vocabulário, restrições e critérios específicos.

Objetos de conhecimento

Unidades estruturadas que preservam conceitos, relações, contexto, fontes, evidências e possibilidades de uso.

Representações

Formas de tornar o conhecimento perceptível e utilizável: texto, tabela, grafo, mapa, modelo, página, imagem ou painel.

Ponte entre significado e execução

Arquitetura das Linguagens

Integra linguagem natural, matemática, computacional, visual e linguagens especializadas para transformar conhecimento representado em estruturas compreensíveis por pessoas e processáveis por sistemas.

Estrutura de acesso

Navegação do conhecimento

Estrutura de orientação e conexão que permite percorrer o LAC tanto pela localização física de seus artefatos quanto pelas relações entre conceitos, páginas, Jornadas, domínios, fontes, evidências e entregas.

Knowgramas

Representações visuais relacionais que evidenciam entidades, conceitos, predicados, fluxos e sínteses.

Entregas

Resultados utilizáveis, verificáveis e associados a uma demanda, a critérios de aceitação e a um público.

Vocabulário

Base terminológica que reduz ambiguidades e estabiliza significados compartilhados no LAC.

Bibliografia e fontes

Fundamentação externa que dá origem, contraste, sustentação e rastreabilidade às afirmações.

Papéis

Visitante, aprendiz, colaborador, autor, editor, curador, mentor, pesquisador, gestor, proprietário e outros participantes com responsabilidades explícitas e variáveis conforme a Jornada. O Gestor do LAC observa o sistema, registra e prioriza demandas internas, coordena dependências e acompanha a transformação até sua integração e manutenção.

Governança

Decisões, políticas, prioridades, responsabilidades, autoridade, versões e controle institucional da evolução.

Evidências e memória

Registros que permitem verificar origem, uso, resultado, aprendizado e transformação do conhecimento.

Projeto

Estrutura temporária que organiza objetivos, escopo, recursos, responsabilidades, riscos, marcos, Jornadas e entregas para produzir uma transformação delimitada.

Qualidade

Capacidade transversal e permanente que acompanha construção, publicação, operação, manutenção e evolução do LAC.

Portfólio e programa

O portfólio seleciona iniciativas alinhadas à estratégia; o programa coordena projetos e atividades relacionados para realizar benefícios integrados.

Regulação da complexidade

Níveis de abstração

Organizam a revelação progressiva do conhecimento, da visão geral aos detalhes operacionais e às evidências, reduzindo carga cognitiva na leitura e na construção.

Estruturas e dimensões

As estruturas organizam elementos e relações; as dimensões oferecem perspectivas complementares para analisar, representar, aplicar e governar um mesmo objeto de conhecimento.

Níveis de conhecimento

Expressam graus de contato, compreensão, aplicação, autoria, validação, curadoria e responsabilidade, apoiando percursos adequados aos papéis e públicos.

Da representação à implementação

Arquitetura das Linguagens do LAC

A Arquitetura das Linguagens ocupa a posição de mediação entre o conhecimento representado e sua implementação editorial, visual, computacional e operacional. Ela explicita como significado humano, formalização, visualização, dados, instruções e vocabulários de domínio permanecem relacionados.

Posição no Modelo Conceitual de Referência

Representação do conhecimento → Arquitetura das Linguagens → Implementação. A representação define como o conhecimento se torna perceptível; a Arquitetura das Linguagens seleciona e integra os sistemas de expressão adequados; a implementação materializa essas representações em páginas, knowgramas, dados, grafos, protocolos, aplicações e operações do LAC.

Conhecimentoconceitos, experiências, perguntas e relações
Representaçãoforma perceptível e utilizável
Arquitetura das Linguagensintegra expressão, formalização, visualização e processamento
Implementaçãopáginas, dados, grafos, APIs, interfaces e operações
Uso e aprendizagemcomunicação, navegação, decisão e evolução
Significado humano

Linguagem natural

Formula perguntas, conceitos, explicações, narrativas, interpretações e argumentos compreensíveis entre pessoas.

Formalização

Linguagem matemática

Expressa quantidades, relações, regras, modelos, inferências e critérios com maior precisão formal.

Processamento e interoperabilidade

Linguagem computacional

Materializa estruturas, dados, instruções e comunicações por HTML, CSS, JavaScript, JSON, SQL, Cypher, HTTP, APIs e outras tecnologias.

Percepção de relações

Linguagem visual

Organiza espacialmente entidades, predicados, hierarquias, fluxos e redes por knowgramas, diagramas, grafos e interfaces.

Contexto de domínio

Linguagens especializadas

Preservam terminologias, notações, regras e práticas próprias de áreas como Direito, Medicina, Engenharia, Música, UML e BPMN.

Integração

Tradução entre representações

Um mesmo objeto de conhecimento pode ser expresso como texto, modelo, knowgrama, página HTML, estrutura JSON, grafo ou consulta computacional, mantendo identidade e rastreabilidade.

Objeto ou experiência da realidade
        ↓ é compreendido como
Conhecimento
        ↓ é tornado perceptível por
Representações do conhecimento
        ↓ são organizadas e relacionadas pela
Arquitetura das Linguagens
        ├── Linguagem Natural
        ├── Linguagem Matemática
        ├── Linguagem Computacional
        ├── Linguagem Visual
        └── Linguagens Especializadas
        ↓ orienta a
Implementação editorial, visual, computacional e operacional
        ↓ produz
Páginas, knowgramas, dados, grafos, interfaces, protocolos e serviços
        ↓ possibilitam
Navegação, comunicação, aprendizagem, decisão e evolução
Visão comportamental

Como o LAC funciona e é utilizado

O comportamento é ativado por uma pergunta, necessidade, problema, experiência ou oportunidade de origem externa, interna ou híbrida. Demandas internas podem surgir da gestão, governança, qualidade, autoria, curadoria, pesquisa, arquitetura, operação, manutenção ou da observação do próprio LAC. A Jornada coordena a transformação.

Demandaexterna, interna ou híbrida
Qualificaçãocontexto, domínio, público e finalidade
Jornadaobjetivo, percurso, papéis e critérios
Transformaçãoinvestigação, modelagem e síntese
Entregarepresentação utilizável e verificável
Usoaplicação, decisão ou aprendizagem
Evidênciaresultado, feedback e observação
Incorporaçãorevisão do patrimônio de conhecimento

Ativação

Um evento ou condição torna necessária uma Jornada. A demanda é registrada, qualificada por origem — externa, interna ou híbrida —, delimitada e vinculada a um domínio, área ou elemento do próprio sistema.

Orquestração

Papéis, processos, métodos, ferramentas e representações são combinados conforme a natureza e o risco da demanda.

Navegação e orientação

O participante localiza sua posição na estrutura do LAC, identifica percursos possíveis e acessa conexões contextuais entre páginas, conceitos, Jornadas, fontes, evidências e entregas.

Decisão

Alternativas e evidências são organizadas. A autoridade, os critérios e a justificativa da decisão devem permanecer explícitos.

Transação

Cada solicitação deve ter retorno observável: registro, processamento, validação, resposta e atualização de estado.

Feedback

O uso da entrega produz observações que podem confirmar, corrigir, ampliar ou rejeitar o conhecimento candidato.

Encerramento

A Jornada termina quando os critérios são atendidos, a entrega é verificada e aceita, implantada e validada em produção quando aplicável, transferida para manutenção e as aprendizagens relevantes são registradas.

Gramática operacional da Jornada

Modelo Operacional do Trabalho do LAC

Este modelo detalha como a Jornada é realizada pela Máquina de Conhecimento. Ele conecta propósito, realização, recorrência, trabalho, execução técnica, entrega, evidência e aprendizagem em uma arquitetura comum para pessoas, sistemas, agentes de IA e equipamentos.

Princípio central

Do propósito à execução: a Jornada orienta, a Transação realiza um resultado observável, a Rotina organiza recorrências, a Atividade reúne trabalho orientado a objetivo, a Tarefa define o passo executável, a Execução mobiliza um executor e a Operação realiza a ação técnica que produz resultado.

Knowgrama do modelo operacional do trabalho do LAC, relacionando Jornada, Transação, Rotina, Atividade, Tarefa, Execução, Operação, Entrega, Evidência e Aprendizagem
Representação da decomposição do trabalho no LAC, desde a finalidade da Jornada até as operações executadas por pessoas, sistemas, agentes de IA ou equipamentos. A entrega produz evidências e aprendizagem que realimentam o sistema.
Demanda ou propósito
        ↓ ativa
Jornada
        ↓ contém e coordena
Transações
        ↓ podem ser organizadas como
Rotinas recorrentes
        ↓ mobilizam e agrupam
Atividades
        ↓ são decompostas em
Tarefas
        ↓ são realizadas por
Execuções
        ↓ utilizam
Operações técnicas
        ↓ produzem
Entregas
        ↓ geram
Evidências e aprendizagem
        ↺ realimentam Jornadas, rotinas e patrimônio de conhecimento
Unidade organizadora

Jornada

Percurso completo orientado por propósito e valor. Conecta demanda, transformação, entrega, uso, evidência e aprendizagem.

Unidade de realização

Transação

Ciclo delimitado com entrada, processamento, resposta, atualização de estado e resultado observável.

Unidade de recorrência

Rotina

Organização temporal de transações, atividades ou tarefas recorrentes, associada a frequência, evento disparador e responsável. Pode ser operacional, editorial, técnica, administrativa, de qualidade, de governança, de implantação, de auditoria ou de manutenção.

Unidade de trabalho

Atividade

Conjunto organizado de tarefas orientado a um objetivo e responsável por produzir uma entrega intermediária ou final.

Unidade executável

Tarefa

Ação específica, atribuível e verificável que representa um passo necessário para realizar uma atividade.

Ato de realizar

Execução

Ocorrência concreta de uma tarefa em determinado contexto, tempo, estado e executor.

Ação técnica

Operação

Passo técnico elementar realizado durante a execução, como ler, validar, calcular, registrar, gerar, salvar ou atualizar.

Resultado e memória

Entrega, evidência e aprendizagem

A execução gera resultados utilizáveis; o uso e a verificação produzem evidências; a aprendizagem validada é incorporada ao LAC.

Relações e limites

Como interpretar a hierarquia

A sequência representa uma decomposição predominante, não uma rigidez mecânica. Rotina e transação descrevem dimensões complementares: a transação enfatiza realização e mudança de estado; a rotina enfatiza recorrência e organização temporal.

Elemento Pergunta principal Critério de conclusão Exemplo no LAC
JornadaQue propósito e valor devem ser realizados?Entrega aceita, uso observado e aprendizagem registrada.Jornada de publicação de uma página de conhecimento.
TransaçãoQue solicitação deve receber processamento e retorno?Estado atualizado e resultado observável.Submeter uma nova versão para revisão e publicação.
RotinaO que precisa ocorrer novamente, quando e por quem?Ocorrência prevista executada e registrada.Rotina semanal de revisão de qualidade.
AtividadeQue conjunto de trabalho produz uma entrega?Objetivo da atividade atendido.Elaborar o conteúdo da página.
TarefaQual passo específico deve ser executado?Resultado pontual verificável.Inserir o knowgrama na seção correta.
ExecuçãoQuem ou o que realizou a tarefa, quando e em qual contexto?Ocorrência concluída, falha ou interrompida com estado registrado.Autor executa a revisão no navegador.
OperaçãoQual ação técnica foi realizada?Alteração, leitura, cálculo ou registro técnico efetuado.Abrir arquivo, validar link e salvar HTML.
Execução sociotécnica

Quem pode executar

As tarefas podem ser executadas por uma pessoa, sistema, serviço, agente de IA, equipamento ou composição desses executores. O modelo mantém explícitos responsabilidade, autoridade, contexto, entrada, saída e evidência.

Rastreabilidade

O que deve ser registrado

Para cada execução relevante, o LAC deve poder registrar Jornada, transação, rotina associada, atividade, tarefa, executor, data, estado, entradas, operações, saída, critérios, evidências e decisão de aceitação.

Integração com a Máquina de Conhecimento

A Máquina de Conhecimento orquestra este modelo: seleciona métodos e ferramentas, distribui tarefas entre executores, acompanha estados, produz entregas, preserva evidências e converte resultados de uso em aprendizagem incorporada. Assim, o modelo operacional do trabalho constitui a ponte entre a Jornada conceitual e a realização concreta do LAC.

Organização da transformação

Como mudanças, projetos e entregas são coordenados

O LAC é um sistema permanente. Programas, projetos e iniciativas são estruturas de coordenação usadas para realizar mudanças delimitadas, mobilizando Jornadas e capacidades permanentes.

Sistema permanente

LAC

Patrimônio vivo de conhecimento, aprendizagem e apoio à decisão que permanece em operação e evolução contínua.

Empreendimento de evolução

Projeto de construção do LAC

Organiza a especificação, o desenvolvimento, a implantação e a evolução planejada do próprio sistema.

Transformações delimitadas

Projetos realizados no LAC

Incluem projetos de desenvolvimento, projetos aplicados a domínios e projetos de Pesquisa e Desenvolvimento.

Estratégia e Governança
        ↓ selecionam e priorizam
Portfólio
        ↓ organiza
Programas, Projetos e Iniciativas
        ↓ recebem e qualificam
Demandas
        ↓ mobilizam
Jornadas e Máquina de Conhecimento
        ↓ produzem
Entregas e Produtos
        ↓ são verificados por
Qualidade
        ↓ são aceitos por
Responsável competente ou Governança
        ↓ entram em
Transição, Operação e Uso
        ↓ produzem
Resultados, Benefícios e Evidências
        ↓ geram
Aprendizagem e novas demandas

Portfólio

Conjunto coordenado de programas, projetos e iniciativas selecionados e priorizados para realizar objetivos estratégicos do LAC.

Programa

Estrutura de coordenação de projetos, atividades e capacidades relacionadas, cuja gestão integrada busca benefícios comuns.

Projeto

Estrutura temporária orientada a objetivos, escopo, entregas, recursos, riscos, responsabilidades e critérios de encerramento.

Iniciativa

Proposta ou ação organizada que pode ser tratada diretamente, originar uma demanda estruturada ou evoluir para projeto.

Demanda

Pergunta, problema, necessidade, oportunidade ou solicitação que ativa análise, Jornada e eventual trabalho de transformação.

Jornada e projeto

A Jornada organiza a transformação do conhecimento; o projeto coordena temporariamente objetivos, recursos, prazos, riscos e entregas. Uma Jornada pode existir sem projeto, e um projeto pode mobilizar várias Jornadas.

Resultados da transformação

Entrega, produto, resultado, benefício e aprendizagem

Esses conceitos devem permanecer distintos para que o LAC consiga verificar o que foi produzido e observar o valor gerado após o uso.

Entrega

Resultado concreto submetido a critérios de qualidade, verificação e aceitação.

Produto

Bem, serviço, sistema, componente ou capacidade disponibilizada a partir de uma ou mais entregas.

Resultado

Efeito imediato observado depois da implantação, publicação ou uso do produto.

Benefício

Valor ou mudança positiva percebida ao longo do tempo por pessoas, grupos, organizações ou pelo próprio LAC.

Qualidade verifica

Compara o resultado observado com requisitos e critérios, registra evidências, riscos, não conformidades e recomendações.

Responsável aceita

A aceitação é decisão do autor, patrocinador, curador, proprietário ou instância de governança competente; não é decisão automática da qualidade.

Proprietário mantém

Após a transição, um papel responsável deve manter, revisar, atualizar, substituir ou retirar a entrega durante sua vida operacional.

Desenvolvimentoconstrução e integração
Entregaresultado submetido a controle
Verificaçãoqualidade e evidências
Aceitaçãodecisão responsável
Transiçãopublicação, implantação e documentação
Operaçãouso, manutenção e suporte
Evidênciaresultado e benefício observado
Evoluçãoaprendizagem e nova demanda

Projeto e pesquisa

A pesquisa não é uma etapa obrigatória de todo projeto. Quando existe uma questão investigativa, a relação é bidirecional: a pesquisa produz questões, hipóteses, experimentos e resultados; o projeto transforma resultados em artefatos e entregas; e o uso das entregas revela novas lacunas e questões de pesquisa.

Visão evolutiva

Como o LAC aprende e muda

A evolução deve ser baseada em evidências e rastreável. Mudança sem memória produz perda de conhecimento.

Questãoalgo precisa ser compreendido
Hipóteseexplicação ou solução candidata
Experimentoteste ou aplicação controlada
Evidênciaregistro observável do resultado
Interpretaçãosignificado e limitações
Decisãoincorporar, revisar ou rejeitar
Versãoconhecimento atualizado e rastreável

Aprendizagem híbrida

No LAC, aprender pode significar aprendizagem humana, organizacional, computacional ou híbrida. O modelo não presume autonomia da máquina: deve registrar quem ou o que produziu a mudança, com quais evidências e sob qual responsabilidade.

Autogestão e evolução institucional

O LAC como objeto de suas próprias Jornadas

O LAC não transforma apenas demandas sobre a realidade. Ele também utiliza observações, auditorias, não conformidades, mudanças de contexto e evidências de uso para transformar conscientemente sua própria estrutura, operação, governança e materialização digital.

Proposição de autotransformação

O LAC é simultaneamente sujeito e objeto de aprendizagem. Produz conhecimento sobre objetos e domínios e, ao mesmo tempo, utiliza conhecimento sobre seu próprio funcionamento para iniciar Jornadas internas, revisar seus componentes e incorporar evolução institucional rastreável.

Origem da transformação

Tipos de demanda

Externa: nasce de participante, público, cliente ou contexto de aplicação. Interna: nasce da gestão, governança, qualidade, autoria, curadoria, pesquisa, arquitetura, operação ou manutenção. Híbrida: uma experiência externa revela a necessidade de mudança interna.

Modelo e ocorrência

Jornada padrão e instância

A Jornada padrão preserva um percurso reutilizável, com papéis, fases, critérios e evidências. Cada aplicação concreta é uma instância de Jornada, adaptada à demanda, ao risco, ao escopo e às entregas específicas.

Coordenação

Gestor do LAC

Papel responsável por observar o sistema, registrar e priorizar demandas internas, avaliar impactos, instanciar e acompanhar Jornadas, coordenar dependências e encaminhar verificação, aceitação, implantação e manutenção.

Rotina administrativa

Procedimento recorrente que identifica, registra, classifica, encaminha, acompanha e encerra mudanças. A rotina pode decidir que uma ocorrência simples seja tratada como tarefa corretiva ou que uma mudança relevante exija uma Jornada interna.

Auditoria e conformidade

Compara estado esperado e estado observado, identifica divergências e registra não conformidades. Auditorias podem verificar documentos canônicos, links, ambientes, versões, estrutura física, segurança, qualidade e paridade entre desenvolvimento e produção.

Aprendizagem institucional

Conhecimento produzido sobre o próprio LAC que altera arquitetura, governança, papéis, áreas, processos, rotinas, critérios, páginas, ambientes ou mecanismos de manutenção.

Observação, auditoria, uso ou mudança de contexto
        ↓ revela
Necessidade interna
        ↓ é registrada como
Demanda interna ou híbrida
        ↓ qualificada e priorizada pela
Gestão da Transformação
        ↓ instancia
Jornada interna
        ↓ coordenada por
Gestor do LAC + papéis responsáveis
        ↓ realizada por
Transações, rotinas, atividades, tarefas e operações
        ↓ produz
Mudança verificável no LAC
        ↓ passa por
Qualidade, governança e aceitação
        ↓ quando digital
Implantação e validação em produção
        ↓ é transferida para
Operação e manutenção
        ↓ gera
Evidências e aprendizagem institucional
        ↺ realimentam o Modelo, a Governança e novas Jornadas
Controle de ambientes

Desenvolvimento, implantação e produção

Uma entrega digital percorre estados distintos: em desenvolvimento, revisada, aceita, pronta para implantação, implantada, validada em produção e transferida para manutenção. A aceitação conceitual ou editorial não comprova, por si só, que a versão de produção está atualizada.

Recorrência e exceção

Rotina, auditoria e Jornada de regularização

A rotina de implantação mantém os ambientes sincronizados; a auditoria periódica verifica paridade e conformidade; divergências pequenas geram tarefas corretivas, enquanto diferenças relevantes ou acumuladas podem ativar uma Jornada interna de regularização.

Visão de sustentação

Viabilidade, rentabilidade, segurança e continuidade

Sustentabilidade é mais ampla do que receita. Ela envolve conservar conhecimento, operação, tecnologia, confiança, capacidade econômica e legitimidade institucional.

Fundação

Sustentabilidade constitutiva

Preservação da identidade, das fronteiras, da teoria, dos princípios, do método e dos critérios superiores que orientam a evolução do LAC.

Sustentabilidade cognitiva

Coerência, rastreabilidade, atualização, reutilização e preservação do significado.

Sustentabilidade organizacional

Papéis, rotinas, responsabilidades, governança, continuidade operacional e sucessão.

Sustentabilidade tecnológica

Portabilidade, interoperabilidade, manutenção, preservação digital, acessibilidade e redução de dependências.

Rentabilidade

Sustentabilidade econômica

Custos, fontes de receita, catálogo de serviços, precificação, geração de valor, reservas e rentabilidade responsável.

Sustentabilidade institucional

Reputação, parcerias, comunidade, publicações, legitimidade, continuidade e inserção social.

Mecanismo econômico

Modelo de negócio

É um componente da sustentabilidade econômica: define públicos, proposta de valor, produtos, serviços, canais, receitas, custos, recursos, atividades e parceiros.

Confiança

Segurança, integridade, privacidade e conformidade

A confiança atravessa todas as jornadas e não deve ser adicionada apenas ao final do desenvolvimento.

Integridade

Prevenir alterações indevidas e preservar autoria, contexto, versão e evidência.

Segurança

Proteger pessoas, ativos, acesso, disponibilidade, infraestrutura e continuidade.

Privacidade

Tratar dados pessoais de forma necessária, proporcional, transparente e controlada.

Conformidade

Observar legislação, direitos autorais, licenças, ética, políticas e requisitos aplicáveis.

Contexto de aplicação

Quando, onde, por quem, por quê e para quem

O modelo deve ser adaptado ao contexto sem perder seus princípios e relações essenciais.

PerguntaAplicação do modelo
O quê?Referência para transformar demandas cognitivas em conhecimento estruturado, aplicável e evolutivo.
Quando?Ao iniciar, planejar, executar, revisar ou governar uma Jornada; ao criar produtos, serviços, pesquisas, páginas ou sistemas de conhecimento.
Onde?No próprio LAC e em contextos de pesquisa, educação, gestão pública, empresas, terceiro setor, engenharia, saúde, cultura, turismo e outros domínios.
Por quem?Visitantes, aprendizes, colaboradores, autores, curadores, mentores, pesquisadores, professores, gestores, especialistas e equipes técnicas.
Por quê?Para manter coerência, rastreabilidade, clareza de papéis, qualidade das entregas, aprendizagem e responsabilidade nas decisões.
Para quem?Públicos formados por pessoas, grupos, organizações e comunidades que precisam compreender, decidir, aprender, agir ou preservar conhecimento. Em cada Jornada, os participantes assumem papéis como visitante, aprendiz, colaborador, autor, curador ou mentor.
Como?Por um Sistema de Navegação que orienta o acesso e os percursos, por Jornadas que organizam a transformação e por uma Máquina de Conhecimento que produz objetos, representações e entregas, observa resultados e incorpora aprendizagem.

Pesquisa

Programas, linhas, hipóteses, experimentos, evidências, resultados e produção científica.

Educação

Cursos, trilhas, aprendizagem por problemas, projetos, tutoria e avaliação da aprendizagem.

Organizações

Gestão pública, empresas, cooperativas, terceiro setor, inovação e transformação digital.

Engenharia

Engenharia do conhecimento, sistemas, software, arquitetura corporativa e documentação.

Produção editorial

Livros, páginas, relatórios, glossários, knowgramas, catálogos e publicações digitais.

Arquitetura da informação e navegação

Estruturas físicas, índices, mapas, percursos, relações semânticas e mecanismos de orientação e encontrabilidade.

Desenvolvimento do LAC

Arquitetura, governança, negócio, segurança, qualidade, pesquisa e evolução do próprio sistema.

Rastreabilidade do modelo

Evidências de realização

Esta seção relaciona os elementos previstos pelo modelo conceitual aos artefatos que já os materializam, aos que estão em evolução e aos que ainda precisam ser implementados ou validados.

Do conceito à realização verificável

Uma página relacionada pode apenas explicar um conceito. Uma evidência de realização demonstra que o conceito foi transformado em página, processo, componente, regra, registro, teste, Jornada, entrega ou prática observável. Sempre que a evidência estiver publicada, seu link deve permitir acesso e verificação direta.

Elemento do modelo Evidências ou artefatos verificáveis Situação Próxima ação
Jornada como unidade organizadora Implementado Validar a estrutura em Jornadas reais e registrar evidências de uso, aceitação e aprendizagem.
Máquina de Conhecimento O Projeto de P&D Máquina de Conhecimento deve ser acrescentado quando seu endereço definitivo estiver confirmado na estrutura pública ou privada. Em evolução Executar experimentos, medir resultados e registrar decisões de incorporação.
Navegação física Parcial Padronizar breadcrumbs, retorno, avanço e coerência entre índices, rotas e estrutura física.
Navegação semântica e contextual Parcial Definir relações tipadas, metadados mínimos e critérios de relevância contextual.
Navegação operacional Os vínculos individualizados entre demandas, projetos, Jornadas, entregas e evidências ainda precisam ser consolidados. Em evolução Formalizar identificadores, estados, vínculos e rastreabilidade entre os artefatos.
Navegação cognitiva O modal constitui uma evidência funcional porque organiza a sequência de compreensão e oferece acesso direto às seções. Parcial Definir pré-requisitos, perfis de público, percursos alternativos e testes de compreensão.
Níveis de abstração Parcial Padronizar os níveis e explicitar em cada página qual camada de leitura ou construção está sendo apresentada.
Estruturas, dimensões e níveis de conhecimento Em evolução Consolidar taxonomia, critérios de passagem entre níveis e metadados dos objetos de conhecimento.
Públicos, personas e nicho Em evolução Definir públicos prioritários, necessidades, proposta de valor, critérios de validação e nicho inicial.
Sistema de Qualidade Em evolução Aplicar os instrumentos às Jornadas, páginas e componentes e consolidar resultados.
Memória e linhagem Os registros padronizados de linhagem, versões e decisões ainda precisam ser integrados em uma visão única. Em evolução Padronizar registros de linhagem e vincular mudanças às respectivas fontes, decisões e evidências.
Sustentabilidade e continuidade Indicadores de viabilidade, plano de sucessão e evidências econômicas consolidadas permanecem como realização futura. A consolidar Definir indicadores, responsáveis, ciclos de revisão e evidências de viabilidade e continuidade.

Critério de atualização e integridade dos links

O estado de cada evidência deve ser revisto quando houver nova implementação, teste, validação, decisão de governança, substituição ou retirada. Os links devem apontar somente para artefatos existentes ou com endereço definido. Quando a evidência ainda não estiver publicada ou seu endereço não estiver confirmado, a situação deve ser declarada em texto, sem criação de link fictício.

Gestão de riscos

Riscos, mitigação e tratamento

Mitigar reduz probabilidade ou impacto. Tratar define ações concretas, responsáveis, prazos, evidências e condições de encerramento.

RiscoNívelMitigação preventivaTratamento quando ocorrer
Interpretações divergentes dos conceitosAltoVocabulário controlado, glossário contextual, exemplos e revisão por pares.Registrar divergência, decidir definição oficial, atualizar páginas e comunicar a mudança.
Excesso de abstraçãoAltoVincular cada conceito a casos, jornadas, entregas e evidências.Executar piloto, identificar lacunas de uso e simplificar ou detalhar o modelo.
Crescimento desordenadoAltoArquitetura, padrões, índices, critérios de aceitação e governança de mudanças.Inventariar, classificar, consolidar duplicações e registrar decisões de reorganização.
Evolução sem rastreabilidadeAltoControle de versões, decisões, fontes, evidências e histórico.Reconstruir origem possível, marcar incertezas e impedir incorporação sem evidência mínima.
Uso indevido ou decisão sem responsabilidadeAltoExplicitar limites, autoridade decisória, critérios e nível de confiança.Suspender uso crítico, revisar decisão, registrar incidente e corrigir controles.
Dependência excessiva de tecnologia ou fornecedorMédioPadrões abertos, portabilidade, cópias, documentação e alternativas operacionais.Migrar componentes prioritários, restaurar dados e executar plano de continuidade.
Insustentabilidade econômicaAltoModelo e plano de negócio, controle de custos, pilotos pagos e diversificação de receitas.Revisar proposta de valor, custos, portfólio, preços, prioridades e horizonte de caixa.
Violação de privacidade, autoria ou licençaAltoMinimização de dados, consentimento, atribuição, licenças e revisão de conformidade.Restringir acesso, remover ou corrigir material, notificar responsáveis e prevenir recorrência.
Obsolescência conceitual ou tecnológicaMédioRevisões periódicas, monitoramento de fontes e testes de compatibilidade.Classificar conteúdo obsoleto, migrar, substituir ou arquivar com justificativa.
Centralização do conhecimento em uma pessoaAltoDocumentação, papéis compartilhados, curadoria, formação e plano de sucessão.Priorizar transferência, registrar rotinas críticas e distribuir responsabilidades.
Resistência, medo ou coragem impulsivaMédioAmbiente seguro para perguntas, avaliação de riscos, pilotos e decisões graduais.Reavaliar contexto, reduzir exposição, buscar apoio e retomar com critérios claros.
Baixa acessibilidade ou compreensão pelo públicoMédioLinguagem clara, navegação física e conectiva, navegação guiada, glossário, múltiplas representações e testes com usuários.Reprojetar percurso, conteúdo, conexões e interface a partir das dificuldades observadas.
Desorientação ou ruptura de percursoMédioArquitetura física coerente, breadcrumbs, índices, pontos de entrada, páginas relacionadas, links contextuais e testes de encontrabilidade.Identificar o ponto de ruptura, corrigir rotas e relações, restaurar referências e registrar a melhoria de navegação.
Fundamentação

Vocabulário, bibliografia e rastreabilidade

O glossário ajuda a leitura local. O vocabulário mantém definições oficiais. A bibliografia sustenta conceitos e permite verificar influências e limites.

Glossário contextual

Modal desta página com os principais termos usados aqui, sem interromper a leitura.

Linhagem do Conhecimento

Registra a trajetória de cada conceito no LAC, desde sua origem e fundamentação até sua interpretação, aplicações, evidências e evolução. A bibliografia é um dos elementos dessa linhagem.

Referências conceituais iniciais

  1. Ackoff, Russell L. — pensamento sistêmico, sistemas e organização do conhecimento.
  2. Checkland, Peter — sistemas de atividade humana e metodologia de sistemas flexíveis.
  3. Senge, Peter — organizações que aprendem e pensamento sistêmico.
  4. Simon, Herbert A. — decisão, racionalidade limitada e ciências do artificial.
  5. Nonaka, Ikujiro; Takeuchi, Hirotaka — criação e conversão do conhecimento organizacional.
  6. Morin, Edgar — pensamento complexo, contexto e relações entre partes e todo.
  7. Popper, Karl — conjecturas, refutações e caráter crítico do conhecimento.
  8. Kuhn, Thomas S. — paradigmas e transformação do conhecimento científico.
  9. Gruber, Thomas R. — ontologias e especificação compartilhada de conceitos.
  10. Fensel, Dieter — engenharia do conhecimento e representação semântica.
  11. OMG — UML e BPMN como referências de modelagem estrutural e comportamental.
  12. ISO/IEC/IEEE 42010 — descrição de arquitetura e pontos de vista.
  13. ISO 30401 — princípios para sistemas de gestão do conhecimento.
  14. ISO 9001 — gestão da qualidade, processos, evidências e melhoria.
  15. Legislação e orientações aplicáveis sobre privacidade, direitos autorais, licenças e acessibilidade.

Nota: esta lista é uma base inicial. A bibliografia completa deve registrar edição, ano, editora, páginas utilizadas e relação com cada conceito do LAC.

Aprofundamento conceitual

Páginas que detalham o modelo

Estas páginas permitem continuar a leitura por afinidade conceitual e operacional e aprofundam fundamentos, arquitetura, Jornadas, funcionamento, pesquisa, sustentabilidade e governança. A comprovação de que esses elementos foram materializados ou validados é registrada separadamente na seção Evidências de realização.

Depois da leitura

Próximos passos

A leitura só se completa quando o modelo é usado para analisar uma demanda real, orientar uma Jornada e produzir evidências de funcionamento.

Verificar o alinhamento com a FundaçãoConfirmar identidade, fronteiras, princípios, método e critérios constitutivos antes de aplicar o modelo a uma demanda.
Escolher uma demanda realSelecionar uma pergunta, problema, experiência ou oportunidade que justifique uma Jornada.
Identificar domínio, público, papel e finalidadeDefinir onde a demanda se situa, para quem será trabalhada, quais papéis participarão, que nível de conhecimento possuem e qual transformação se espera produzir.
Definir o nível de abstraçãoEscolher quanto detalhe será necessário em cada etapa, que estruturas e dimensões serão usadas e como a complexidade será revelada progressivamente.
Definir a forma de coordenaçãoDecidir se a demanda será tratada por uma Jornada simples, iniciativa, projeto ou programa e verificar seu alinhamento ao portfólio.
Planejar a Jornada e o projetoEstabelecer objetivos, escopo, papéis, atividades, critérios, riscos, objetos, representações, recursos, marcos e entregas esperadas.
Mobilizar a Máquina de ConhecimentoAplicar métodos, ferramentas, pessoas e tecnologias necessários à transformação da demanda.
Produzir, verificar e aceitar uma entregaGerar um resultado utilizável, aplicar os critérios de qualidade, registrar evidências e obter a decisão de aceitação do responsável competente.
Realizar a transição para operaçãoPublicar ou implantar, documentar, comunicar, atribuir proprietário e estabelecer manutenção, suporte e acompanhamento.
Observar uso e registrar evidênciasAcompanhar compreensão, aplicação, benefícios, falhas, riscos e feedback do público.
Incorporar a aprendizagemAtualizar objetos, vocabulário, páginas, processos, decisões e versões do LAC.
Revisar o próprio modeloVerificar se a experiência revelou lacunas, excessos, ambiguidades ou novos elementos de referência.

Síntese do modelo

O LAC recebe uma demanda, qualifica seu contexto e decide a forma de coordenação adequada. Uma Jornada organiza a transformação do conhecimento; quando necessário, portfólios, programas, projetos e iniciativas coordenam mudanças temporárias. A Máquina de Conhecimento produz objetos, representações, entregas e produtos. A qualidade verifica e evidencia; a governança ou o responsável competente aceita; a transição coloca o resultado em operação; o uso produz resultados, benefícios e novas evidências; e a aprendizagem incorporada orienta a evolução do sistema. Todo o ciclo é sustentado por governança, qualidade, segurança, memória, sustentabilidade e responsabilidade humana.

Do modelo à experiência concreta

Entre no LAC e percorra o conhecimento em construção

Este modelo descreve a arquitetura conceitual. No endereço público do LAC, os conceitos se materializam em páginas, Jornadas, knowgramas, domínios, projetos, pesquisas, ferramentas, evidências e entregas em evolução.

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