Arquitetura • Organização • Navegação • Jornadas

Organização do LAC

Integração entre Modelo Conceitual de Referência, Fundação, áreas, capacidades, arquitetura cognitiva, Arquitetura das Linguagens, navegação do conhecimento, papéis, públicos, nicho, Jornadas, organização do trabalho, Máquina de Conhecimento, pesquisa, projetos, objetos, entregas, qualidade, evidências, governança, sustentabilidade e aprendizagem incorporada.

Identidade sistêmicaSistema sociotécnico de conhecimento orientado por jornadas.
Estrutura dinâmicaJornadas ativam capacidades, processos, decisões e transações.
Máquina de ConhecimentoTransforma demandas cognitivas em objetos, representações e entregas.
Navegação e sustentaçãoArquitetura cognitiva, navegação, qualidade, governança, segurança, negócio e continuidade.
Fundação e linguagensBase constitutiva que liga representação do conhecimento, modelo conceitual e implementação.

1. Visão geral

A organização do LAC não corresponde apenas à sua árvore de pastas. Ela representa o modo como áreas permanentes, capacidades, papéis, regras e objetos são articulados para responder a uma pergunta, necessidade ou demanda.

Definição: a organização do LAC é o arranjo integrado de áreas, capacidades, arquitetura cognitiva, navegação, papéis, públicos, processos, objetos, evidências e regras, ativado transversalmente por Jornadas.
Organização estática

O que permanece disponível

Pastas, áreas, papéis, ferramentas, estruturas, critérios, dados e recursos.

Organização dinâmica

O que entra em movimento

Jornadas, processos, atividades, decisões, validações, entregas e realimentações.

2. Modelo Conceitual de Referência

O Modelo Conceitual de Referência é a base que define o que o LAC é, por que existe, como funciona, como aprende e como permanece viável. Ele antecede e orienta a organização física e operacional.

Definição consolidada: o LAC é um sistema sociotécnico de conhecimento, aprendizagem e apoio à decisão, organizado por Jornadas, operacionalizado por uma Máquina de Conhecimento e acessado por um Sistema de Navegação do Conhecimento. Sua arquitetura cognitiva utiliza níveis de abstração, estruturas, dimensões e níveis de conhecimento para ajustar leitura e construção a papéis, públicos, contextos e finalidades.
MotivacionalPor que existe e que valor busca gerar.
EstruturalDo que é composto e como se relaciona.
ComportamentalComo funciona e é utilizado.
EvolutivaComo aprende, muda e versiona.
SustentaçãoComo permanece viável, seguro e governável.
Knowgrama Mestre do LAC com Jornada, Máquina de Conhecimento, arquitetura cognitiva, navegação do conhecimento, papéis, públicos, nicho, qualidade e evidências de realização
Knowgrama Mestre do LAC — síntese da identidade, Jornada, Máquina de Conhecimento, arquitetura cognitiva, navegação, papéis, públicos, nicho, qualidade, evidências e sustentação.

3. Fundação do LAC

A Fundação é a camada constitutiva do LAC. Ela declara identidade, propósito, fronteiras, teoria, princípios, método, linguagem comum, posicionamento e roteiro de evolução. Por isso, antecede e orienta arquitetura, projetos, pesquisa, governança, qualidade e produção editorial.

Função constitutiva: a Fundação não é apenas mais uma área da estrutura. Ela estabelece as condições conceituais que tornam as demais áreas coerentes entre si e reconhecíveis como partes do mesmo sistema.

Constituição

Declara o que o LAC é, sua identidade sistêmica e sua razão de existência.

Delimitação

Define fronteiras, escopo, responsabilidades e o que não pertence ao LAC.

Teoria

Organiza pressupostos epistemológicos, princípios e conceitos fundamentais.

Método

Explica como conhecimento é construído, validado, representado e evoluído.

Linguagem

Estabiliza signos, termos, relações, semântica, sintaxe, pragmática e protocolos.

Modelo de Referência

Integra identidade, estrutura, comportamento, evolução e sustentação do sistema.

Constituição
Delimitação
Teoria
Princípios
Método
Modelo de Referência

4. Posicionamento sistêmico do LAC

A organização precisa distinguir a identidade principal do LAC de suas capacidades complementares.

Identidade principal

Sistema de Conhecimento

Cria, organiza, relaciona, aplica, preserva e faz evoluir conhecimento.

Natureza

Sistema Sociotécnico

Integra pessoas, tecnologia, processos, regras, valores, conteúdos e decisões.

Organização

Orientado por Jornadas

A Jornada conecta demanda, transformação, entrega, uso, evidência e aprendizagem.

Engenharia do Conhecimento

Elicita, modela, representa, verifica, rastreia e mantém conhecimento.

Apoio à Decisão

Organiza contexto, alternativas, critérios, riscos, evidências e justificativas.

Aprendizagem e adaptação

Realimenta objetos, processos, vocabulário, páginas, decisões e versões.

Informacional e transacional

Registra conteúdos e controla ciclos de solicitação, processamento, validação e resposta.

Editorial e memória

Publica artefatos e preserva origem, contexto, decisões, versões e evidências.

Pesquisa e inovação

Organiza questões, hipóteses, experimentos, evidências e resultados.

Navegação do Conhecimento

Integra localização física e conexões semânticas, contextuais, operacionais e cognitivas.

Qualidade

Define critérios, verifica conformidade e aptidão para uso, registra testes, evidências e melhoria.

Arquitetura cognitiva

Reduz carga cognitiva por níveis de abstração, estruturas, dimensões e níveis de conhecimento.

5. Princípio organizador

A jornada é a unidade organizadora dinâmica do LAC. Ela não é apenas uma etapa ou uma pasta. É o percurso que ativa e conecta capacidades conforme a necessidade.

Princípio: as áreas da raiz representam capacidades permanentes; as Jornadas representam a ativação temporária e coordenada dessas capacidades; e o Sistema de Navegação do Conhecimento orienta onde encontrar, como relacionar e em que sequência compreender e utilizar seus elementos.

Demanda

Ativa uma jornada e dá sentido ao percurso.

Jornada

Seleciona, conecta e ordena capacidades.

Aprendizagem

Realimenta o domínio, o framework e o próprio LAC.

6. Áreas e capacidades

Cada área da raiz representa uma capacidade funcional do ecossistema.

ÁreaCapacidade principalEntradasSaídas
fundaçãoConstituir identidade, teoria, princípios, método e referênciaMissão, fronteiras, pressupostos, decisões constitutivasConstituição, delimitação, modelo de referência, linguagem e roteiro de evolução
linguagensIntegrar representação, comunicação e implementaçãoConceitos, signos, modelos, documentos e protocolosTextos, modelos formais, knowgramas, código, interfaces e interoperabilidade
fundamentosEstabelecer conceitos e princípiosPerguntas conceituais, referênciasDefinições, princípios, fundamentos
domíniosOrganizar campos de conhecimentoConceitos, práticas, problemasConhecimento integrado do domínio
pesquisaInvestigar e produzir evidênciasQuestões, hipóteses, dadosResultados, proposições, evidências
projetoOrganizar iniciativas concretasDemandas, objetivos, requisitosPlanos, entregas, resultados
arquiteturaEstruturar componentes e integraçõesRequisitos e modelosArquiteturas, relações, interfaces
navegaçãoLocalizar, conectar e orientar percursos de conhecimentoPáginas, objetos, relações, papéis e finalidadesMenus, índices, mapas, vínculos semânticos e roteiros cognitivos
governançaControlar decisões e responsabilidadesRegras, critérios, riscosDecisões, estados, rastreabilidade
ferramentasApoiar atividades específicasTarefas e métodosResultados operacionais
autorConceber, produzir e revisarDemandas, fontes, métodosObjetos e entregas
editorialPreparar artefatos publicáveisObjetos homologadosPáginas, capítulos, livros, relatórios
aprendizUsar, interpretar e aprenderEntregas e jornadasCompreensão, aplicação, feedback
documentaçãoRegistrar construção e estadoDecisões, versões, processosManuais, especificações, histórico
dadosFornecer e registrar dados operacionaisUso, eventos, mediçõesÍndices, registros, evidências
assetsDisponibilizar recursos compartilhadosImagens, estilos, scriptsRecursos reutilizáveis
privadoRestringir acesso e proteger elaboraçãoHipóteses, rascunhos, conteúdos reservadosAmbiente controlado
legadoPreservar memória e evoluçãoVersões anteriores e decisões históricasContexto histórico e rastreabilidade
qualidadePlanejar, executar e registrar testesJornadas, critérios, riscos, entregasPlanos, checklists, relatórios e cobertura
segurançaProteger pessoas, dados, conteúdos e operaçãoRiscos, acessos, ativos e requisitosControles, incidentes, continuidade e conformidade
negócioGerar e sustentar valor econômicoPúblicos, necessidades, custos e oportunidadesServiços, receitas, preços, parcerias e rentabilidade
ambientesSeparar construção, teste e publicaçãoVersões, componentes e entregasDesenvolvimento, homologação e produção
pesquisa/P&DOrganizar projetos de pesquisa e desenvolvimentoProblemas, hipóteses, requisitos e experimentosProtótipos, evidências, resultados e inovação
domínios ampliadosContextualizar o conhecimento aplicadoProblemas e práticas de cada campoLiteratura, arte e entretenimento, turismo, direito marítimo, saúde e outros

7. Arquitetura cognitiva

A arquitetura cognitiva organiza como o conhecimento é apresentado e construído, reduzindo carga cognitiva e ajustando profundidade, linguagem, percurso e responsabilidade ao contexto.

Níveis de abstração

Permitem passar da visão geral ao detalhe operacional sem sobrecarregar leitura ou construção.

Estruturas de conhecimento

Organizam conceitos, relações, processos, regras, evidências, decisões e artefatos.

Dimensões do conhecimento

Consideram perspectivas motivacionais, estruturais, comportamentais, evolutivas e de sustentação.

Níveis de conhecimento

Diferenciam contato, compreensão, aplicação, autoria, validação, curadoria e mentoria.

Modo de leitura

Seleciona o que revelar conforme papel, público, conhecimento prévio, risco e finalidade.

Modo de construção

Orienta quanto detalhar, documentar, validar, rastrear e publicar em cada etapa.

Visão geral
Orientação
Compreensão
Aplicação
Construção
Validação e evolução

8. Arquitetura das Linguagens

A Arquitetura das Linguagens integra as formas pelas quais o conhecimento é expresso, formalizado, visualizado, processado e implementado. Ela ocupa a posição de mediação entre a representação do conhecimento e sua materialização técnica, editorial e computacional.

Encadeamento conceitual: conhecimento → representação do conhecimento → Arquitetura das Linguagens → Modelo Conceitual → Objetos de Conhecimento → Jornadas → implementação → uso e aprendizagem.
Natural

Linguagem natural

Português, inglês, fala, escrita, leitura, palavras, frases, períodos, textos e narrativas.

Formal

Linguagem matemática

Aritmética, álgebra, lógica, estatística, fórmulas, relações e modelos formais.

Executável

Linguagem computacional

HTML, CSS, JavaScript, Python, SQL, Cypher, JSON, XML, APIs e protocolos.

Perceptiva

Linguagem visual

Knowgramas, diagramas, grafos, mapas conceituais, fluxogramas, imagens e interfaces.

Contextual

Linguagens especializadas

UML, BPMN, linguagem jurídica, médica, científica, musical e outras linguagens de domínio.

Materialização

Documento

Materializa uma representação e pode ser armazenado, transmitido, visualizado e interpretado em diferentes contextos.

Protocolos

HTTP, HTTPS e APIs definem regras de comunicação entre páginas, serviços, aplicações e componentes. Não substituem as linguagens; viabilizam o intercâmbio.

Contexto de visualização

O significado central deve permanecer, mas a interpretação pode variar conforme navegador, dispositivo, interface, público, momento e percurso.

10. Papéis, públicos e nicho

Os papéis não são etapas. Eles atuam em diferentes momentos da Jornada. O modelo também distingue os públicos atendidos e o nicho estratégico inicial de aplicação e validação.

Visitante

Descobre o LAC, reconhece uma necessidade e pode iniciar uma jornada.

Aprendiz

Interpreta, aplica, questiona e gera evidências de uso.

Autor

Concebe, modela, constrói, registra e publica conhecimento.

Colaborador

Contribui com partes, fontes, experiências e validações.

Especialista

Analisa a consistência técnica ou temática.

Curador

Preserva coerência, qualidade, atualização e integridade.

Mentor

Orienta evolução de pessoas, métodos e jornadas.

Homologador

Confirma que a entrega atende aos critérios de aceitação.

Governança

Define responsabilidades, decisões, versões e critérios.

Pesquisador

Formula questões, hipóteses, experimentos, interpreta evidências e produz resultados.

Gestor de projeto

Organiza escopo, cronograma, recursos, riscos, entregas e partes interessadas.

Avaliador de qualidade

Planeja testes, verifica critérios e registra não conformidades e evidências.

Públicos

Pessoas, grupos, equipes, organizações e comunidades com necessidades, repertórios, contextos e finalidades comuns.

Nicho de mercado

Recorte prioritário de público, problema, domínio e proposta de valor para validação e sustentabilidade.

11. Jornada transversal

A jornada percorre apenas as capacidades necessárias para atender a uma demanda.

1
Pergunta ou necessidade
Reconhecimento da demanda cognitiva.
2
Contextualização no domínio
Vocabulário, práticas, problemas e referências.
3
Fundamentação
Conceitos e princípios que sustentam o trabalho.
4
Pesquisa e/ou projeto
Investigação científica e organização da iniciativa concreta.
5
Arquitetura e framework
Estruturação dos componentes e do modo de trabalho.
6
Processos, papéis e ferramentas
Execução das atividades de transformação.
7
Objeto de conhecimento
Concepção, design, construção e documentação.
8
Validação e homologação
Verificação de critérios conceituais, técnicos e de uso.
9
Editorial e entrega
Preparação, publicação e disponibilização.
10
Uso, dados e evidências
Interpretação, aplicação, feedback e medição.
11
Aprendizagem incorporada
Atualização do domínio, do framework, do projeto e do LAC.

12. Organização do trabalho

A Jornada organiza direção, sentido e finalidade. Para ser executada por pessoas, sistemas, agentes de IA e equipamentos, ela é decomposta em unidades de trabalho progressivamente mais específicas.

Hierarquia operacional: Jornada → Transação → Rotina → Atividade → Tarefa → Execução → Operação.
J
Jornada
Coordena o percurso completo entre demanda, transformação, entrega, uso e aprendizagem.
T
Transação
Unidade de compromisso que transforma uma entrada em saída verificável, com estado e responsabilidade.
R
Rotina
Conjunto recorrente de ações ou transações disparado por tempo, evento ou condição.
A
Atividade
Conjunto coerente de trabalho orientado a uma finalidade intermediária.
T
Tarefa
Unidade atribuível e controlável, com entrada, ação, responsável e resultado esperado.
E
Execução
Realização concreta de uma tarefa em determinado contexto, tempo, agente e recurso.
O
Operação
Ação técnica elementar realizada por pessoa, software, serviço, máquina ou dispositivo.

13. Máquina de Conhecimento

A Máquina de Conhecimento é o subsistema transformador do LAC. Ela não substitui a Jornada: a Jornada organiza o percurso; a Máquina executa e coordena a transformação cognitiva.

Demanda cognitiva
Qualificação e contexto
Investigação e modelagem
Objeto de conhecimento
Representação e entrega
Uso, evidência e aprendizagem

Componentes humanos

Papéis, competências, colaboração, validação, autoria, curadoria e decisão responsável.

Componentes metodológicos

Métodos, técnicas, procedimentos, atividades, tarefas, critérios e padrões.

Componentes tecnológicos

HTML, SPA, IA, grafos, Memgraph, ferramentas editoriais, dados e automações.

Componentes de confiança

Governança, segurança, privacidade, qualidade, conformidade e rastreabilidade.

14. Camadas transversais

Alguns elementos não são etapas da jornada; eles sustentam, condicionam ou registram todo o percurso.

Fundamentos

Sustentam escolhas conceituais e metodológicas.

Arquitetura

Organiza componentes, interfaces, dependências e integração.

Governança

Acompanha regras, decisões, responsabilidades, estados e versões.

Documentação

Registra processos, decisões, instruções e rastreabilidade.

Dados

Alimentam análise, operação, evidência e aprendizagem.

Segurança e privacidade

Controlam acesso, exposição, maturidade e confidencialidade.

Ecossistema

Conecta pessoas, tecnologias, domínios, organizações e canais.

Legado

Preserva a história e permite compreender a evolução.

Qualidade

Planeja testes, critérios, checklists, evidências, relatórios e cobertura das jornadas.

Sustentabilidade

Integra continuidade cognitiva, organizacional, tecnológica, econômica e institucional.

Linhagem do Conhecimento

Registra origem, fundamentação, interpretação, aplicações, evidências, versões e evolução dos conceitos.

Ambientes operacionais

Separam desenvolvimento, teste, homologação, publicação e produção.

15. Evidências de realização

A organização do LAC precisa ser verificável. Cada capacidade e relação conceitual deve poder ser associada a páginas, knowgramas, projetos, testes, experimentos, decisões, entregas ou registros de uso.

Páginas e knowgramas

Materializam conceitos, relações, sínteses, percursos e representações.

Projetos e entregas

Transformam demandas em artefatos, produtos, resultados e benefícios.

Testes e qualidade

Registram critérios, conformidade, não conformidades, correções e retestes.

Experimentos

Relacionam questões, hipóteses, métodos, resultados e interpretações.

Decisões e versões

Preservam responsabilidade, justificativa, estado, mudança e linhagem.

Uso e aprendizagem

Demonstram aplicação, feedback, evidências observadas e aprendizagem incorporada.

Integridade: links devem apontar apenas para artefatos existentes ou com endereço confirmado. Itens ainda não publicados devem ser declarados como planejados ou em evolução.

16. Pesquisa, P&D, programa, linha, projeto e framework

Programa de Pesquisa

Dá direção científica e organiza a investigação continuada do LAC.

Linha de Pesquisa

Delimita um campo contínuo de questões e fenômenos investigáveis.

Projeto

Organiza uma iniciativa concreta com objetivo, escopo, atividades e entregas.

Framework

Estrutura o modo de conceber, projetar, construir, validar e evoluir uma classe de objetos.

Projeto P&D

Integra pesquisa e desenvolvimento para construir, experimentar e validar uma solução ou capacidade do LAC.

Experimento

Testa uma hipótese, método, protótipo, representação ou comportamento e gera evidências.

O domínio fornece conceitos e problemas; o programa orienta a investigação; a linha delimita o campo; o projeto de pesquisa e desenvolvimento organiza a iniciativa; os experimentos produzem evidências; o framework organiza o trabalho; e os resultados retornam ao domínio e ao próprio LAC.

17. Sustentação, qualidade e operação

A organização do LAC precisa explicar não apenas como o conhecimento é produzido, mas como o sistema permanece utilizável, confiável, seguro e economicamente sustentável.

Sustentabilidade cognitiva

Coerência, atualização, reutilização, preservação do significado e linhagem.

Sustentabilidade organizacional

Papéis, rotinas, continuidade, sucessão, documentação e governança.

Sustentabilidade tecnológica

Portabilidade, interoperabilidade, manutenção, preservação digital e ambientes.

Sustentabilidade econômica

Modelo de negócio, catálogo de serviços, custos, preços, receitas e rentabilidade responsável.

Segurança e confiança

Integridade, disponibilidade, privacidade, conformidade, autoria e continuidade.

Qualidade

Catálogo de jornadas de teste, plano, checklist, relatório e matriz de cobertura.

18. Modelo integrado

O modelo visual combina capacidades permanentes, jornada dinâmica e realimentação evolutiva.

ECOSSISTEMA DO LAC ÁREAS E CAPACIDADES PERMANENTESFundamentos • Domínios • Pesquisa • Projeto • Arquitetura • Navegação • Governança • Qualidade • Autor • Editorial • Aprendiz JORNADA TRANSVERSAL Demandaou perguntaDomínio efundamentosPesquisae projetoArquiteturae frameworkProcessos econstruçãoValidação ehomologaçãoEntregae uso USO • DADOS • EVIDÊNCIAS • APRENDIZAGEM INCORPORADAAtualizam domínio, fundamentos, framework, projeto, pesquisa e o próprio LAC CAMADAS TRANSVERSAISArquitetura cognitiva • Navegação • Governança • Qualidade • Documentação • Dados • Segurança • Linhagem • Legado
Capacidades permanentesJornada dinâmicaSustentação e aprendizagemPapéis distribuídos

19. Relação com a estrutura física

A árvore de pastas registra onde os artefatos ficam. A organização explica por que essas áreas existem e como são ativadas.

LAC/ ├── fundamentos/ → princípios e conceitos ├── dominios/ → campos de conhecimento ├── pesquisa/ → investigação e evidências ├── projeto/ → iniciativas concretas ├── arquitetura/ → componentes e integrações ├── governanca/ → decisões, regras e controle ├── qualidade/ → testes, critérios e evidências ├── seguranca/ → proteção, acesso e continuidade ├── negocio/ → valor, serviços e sustentabilidade econômica ├── ambientes/ → desenvolvimento, homologação e produção ├── ferramentas/ → instrumentos operacionais ├── visitante/ → descoberta e entrada ├── aprendiz/ → uso e aprendizagem ├── autor/ → concepção e produção ├── editorial/ → preparação da entrega ├── documentacao/ → registro e rastreabilidade ├── dados/ → dados operacionais e evidências ├── assets/ → recursos compartilhados ├── privado/ → acesso controlado └── legado/ → memória histórica
As pastas não devem ser lidas como uma fila hierárquica. Elas representam capacidades diferentes, articuladas pela jornada.

20. Visões da organização

A organização do LAC pode ser observada por perspectivas complementares. Confundir essas perspectivas leva a colocar páginas em pastas inadequadas ou a tratar localização física como se fosse significado.

VisãoPergunta respondidaExemplos
FísicaOnde está?Pasta, arquivo, URL, servidor, banco de dados, repositório e dispositivo.
LógicaQual função exerce?Índice, fundamento, arquitetura, projeto, entrega, evidência, painel ou procedimento.
SemânticaO que significa e com que se relaciona?Conceitos, predicados, domínios, vocabulário, contexto e relações.
CognitivaComo deve ser compreendido?Pré-requisitos, sequência, nível de abstração, profundidade e representação.
OperacionalO que deve ser feito?Jornada, atividade, tarefa, decisão, validação, publicação e manutenção.
Documento: é uma materialização persistente de uma representação do conhecimento. Pode ser guardado em arquivo, banco de dados, repositório ou servidor e visualizado em navegador, editor, leitor, aplicativo ou interface.

21. Critérios para criar ou posicionar uma nova página

Antes de criar, mover ou renomear uma página, devem ser respondidas questões que relacionem estrutura física, função, significado, uso e manutenção.

Objeto

Qual Objeto de Conhecimento a página representa?

Finalidade

Que problema resolve, pergunta responde ou decisão apoia?

Camada

É constitutiva, conceitual, arquitetural, operacional, de aplicação, sustentação ou evolução?

Área responsável

Qual capacidade permanente mantém o conteúdo?

Jornada

Em quais percursos a página é produzida, consultada ou atualizada?

Público e nível

Para quem é escrita e qual profundidade deve apresentar?

Representação

Texto, knowgrama, grafo, tabela, formulário, código ou combinação?

Navegação

De onde se chega, para onde conduz e que relações explicita?

Evidência

Como verificar existência, qualidade, uso e resultado?

Manutenção

Quem revisa, quando atualiza e como preserva versões e linhagem?

22. Governança, qualidade e homologação

A governança acompanha toda a jornada; a qualidade produz evidências de conformidade; e a homologação funciona como porta formal de aceitação.

Governança

Define critérios, responsáveis, decisões, versões, permissões, estados e rastreabilidade.

Homologação

Confirma adequação conceitual, metodológica, técnica, editorial e de uso.

Qualidade

Planeja e executa testes, registra evidências, não conformidades, cobertura e resultados.

Gestão de riscos

Identifica riscos cognitivos, tecnológicos, econômicos, operacionais, humanos e legais, com mitigação e tratamento.

Estados mínimos sugeridos

EntidadeEstados
Jornadaaberta, ativa, suspensa, concluída, cancelada
Objeto de conhecimentoproposto, em concepção, em construção, em validação, homologado, publicado, em revisão, arquivado
Entregaplanejada, produzida, validada, publicada, usada, avaliada
Demandaregistrada, analisada, aceita, priorizada, atendida, encerrada

24. Conclusão

O LAC é um sistema sociotécnico de conhecimento constituído por uma Fundação, estruturado em capacidades, organizado dinamicamente por Jornadas, mediado pela Arquitetura das Linguagens, operacionalizado pela Máquina de Conhecimento, acessado pelo Sistema de Navegação do Conhecimento e sustentado por arquitetura cognitiva, governança, qualidade, segurança, negócio, evidências e aprendizagem incorporada.

A espinha dorsal física é formada pelas áreas da raiz. A espinha dorsal dinâmica é a jornada. A circulação vital é o ciclo:

demanda → Jornada → representação → Arquitetura das Linguagens → Máquina de Conhecimento → objeto e entrega → navegação → uso → evidência → aprendizagem incorporada

A organização do LAC integra áreas, capacidades, arquitetura cognitiva, navegação, papéis, públicos, nicho, processos, objetos, evidências, regras e realimentação em um único sistema coerente.

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