Projeto P&D-001 — Knowgrama
Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento dedicado a investigar a natureza, a função e os critérios de uso do Knowgrama no LAC, tratado provisoriamente como uma projeção multidimensional selecionada de um objeto de conhecimento, orientada por finalidade e situada em contexto.
Ficha de vinculação ao Programa de Pesquisa LAC
A P&D-001 é uma unidade temporária de execução do Programa de Pesquisa LAC. Sua vinculação científica principal é com a linha Representação do conhecimento, na qual o Knowgrama é investigado ao lado de outras formas de representação.
Programa
Programa de Pesquisa LAC
Define o problema central, as linhas, o método, a governança e a agenda científica do conjunto.
privado/pesquisa/programa_de_pesquisa_lac.html
Linha principal
Representação do conhecimento
Knowgramas, grafos, mapas, taxonomias, ontologias, narrativas, matrizes e modelos.
Projeto P&D
P&D-001 — Knowgrama
Investiga um recorte da agenda científica e desenvolve, experimenta e avalia o Knowgrama no contexto do LAC.
projeto/pesquisa/ped_001_knowgrama/
Localização física e semântica
projeto/pesquisa/.
Os experimentos podem ocorrer no lab/; conhecimentos consolidados podem alimentar
conhecimento/; decisões de incorporação passam por governanca/.
Problema / oportunidade
O LAC trabalha com objetos de conhecimento que apresentam múltiplas dimensões, relações, perspectivas, contextos e níveis de abstração. Representações convencionais podem destacar partes importantes, mas não necessariamente oferecer uma projeção integrada, selecionada e orientada por uma finalidade.
Desafio
Preservar visão do todo sem pretender representar tudo.
Necessidade
Selecionar dimensões e relações relevantes conforme finalidade e contexto.
Oportunidade
Investigar uma representação capaz de apoiar conhecer, aprender, comunicar e realizar.
Problema resolvido
O problema resolvido descreve a realidade desejada e não pressupõe que o Knowgrama seja, desde já, a solução definitiva.
Questão principal de pesquisa
Questões derivadas
- O que caracteriza um Knowgrama?
- O que significa “projeção” neste contexto?
- O que constitui uma dimensão e como ela é selecionada?
- Como finalidade, contexto, usuário e recorte interferem na representação?
- O que distingue Knowgrama de mapa mental, mapa conceitual, grafo, infográfico, modelo e diagrama?
- Quando utilizar — e quando não utilizar — um Knowgrama?
- Um objeto de conhecimento pode ser decomposto em containers semânticos e posteriormente recomposto sem perda da visão do todo?
- Como representar e verificar a transformação de um estado inicial de conhecimento K₀ em um estado transformado K₁, orientado por um motivador e por uma finalidade?
Hipóteses
H1 — Natureza
Um Knowgrama é uma projeção multidimensional selecionada de um objeto de conhecimento, orientada por uma finalidade e situada em um contexto.
H2 — Função
Quando a seleção de dimensões e relações é adequada à finalidade, o Knowgrama pode favorecer compreensão, aprendizagem, comunicação, investigação e realização.
H3 — Multiplicidade
Um mesmo objeto pode originar diferentes Knowgramas, pois finalidade, contexto, usuário, recorte e dimensões selecionadas podem variar.
H4 — Decomposição e recomposição
Um objeto de conhecimento pode ser decomposto em containers semânticos para exploração e transformação e posteriormente recomposto, preservando as relações necessárias à compreensão do todo e sua orientação à finalidade.
H5 — Transformação do conhecimento
A interação com um Knowgrama ou com uma família de Knowgramas pode favorecer a passagem de um estado inicial de conhecimento K₀ para um estado transformado K₁, orientado por um problema, necessidade, desejo, sonho, hipótese ou outro motivador e verificável em relação à finalidade e ao problema resolvido.
Modelo conceitual provisório
Formulação candidata — transformação por decomposição e recomposição
Método da investigação
1. Construção conceitual
Definição mínima, propriedades, componentes, relações e critérios de diferenciação.
2. Desenvolvimento experimental
Produção de Knowgramas de objetos, finalidades e contextos distintos.
3. Comparação
Confronto com outras formas de representação.
4. Aplicação
Uso em situações de compreensão, aprendizagem, comunicação, decisão e realização.
5. Observação
Registro de lacunas, excessos, relações percebidas, decisões, ações e resultados.
6. Revisão
Revisão das hipóteses, do modelo e da teoria mínima a partir das evidências.
7. Decomposição e recomposição
Experimentar containers semânticos, aprofundamento e recomposição, observando se o usuário preserva a visão do todo e percebe a transformação K₀ → K₁.
Casos experimentais iniciais
Caso A — P&D do LAC
Representação de finalidade, processo, objetos, papéis, decisões e relações de P&D.
Caso B — Procedimental
Preparação e abertura do caranguejo: apoio a uma realização concreta.
Caso C — Jornada
Oranmore → Belfast → Oranmore: contexto, sequência, localização, moeda e decisões.
Caso D — Técnico
Sistemas, software e tecnologias: conceitos, componentes, camadas e relações.
Caso E — Metacognitivo
A teoria mínima do próprio Knowgrama representada por um Knowgrama.
Caso F — Família de Knowgramas / SPA
Experimentar decomposição em containers semânticos, aprofundamento em Knowgramas-filhos e recomposição com preservação da visão do todo.
Critérios provisórios de avaliação
Coerência
As partes e relações fazem sentido conjuntamente?
Relevância
As dimensões escolhidas contribuem para a finalidade?
Suficiência
Há informação suficiente para atingir a finalidade?
Economia
Foi evitada informação desnecessária?
Visão do todo
O recorte mantém referências suficientes ao objeto maior?
Legibilidade
A representação pode ser percebida e interpretada?
Relacionalidade
As relações relevantes estão explícitas ou inferíveis?
Ajustabilidade
Pode mudar conforme usuário, contexto ou finalidade?
Realização
Contribui para decidir, executar, produzir ou transformar algo?
Recomposição
Após o aprofundamento nas partes, é possível reconstruir a compreensão do todo e de suas relações?
Transformação
Há evidência de passagem de K₀ para K₁ coerente com a finalidade e com o problema resolvido?
Contribuições do livro Design de Interfaces de IA para a Teoria e Arquitetura do Knowgrama
Esta seção registra, como fonte em análise no P&D-001, contribuições conceituais e de design extraídas da apresentação e do sumário do livro Design de Interfaces de IA, de Louise Macfadyen. As ideias são tratadas como referências, hipóteses de trabalho e requisitos candidatos. Sua incorporação ao LAC depende de investigação, experimentação, validação e decisão de governança.
1. Contribuições por capítulo
Capítulo 1 — LLMs, sistemas e Entrada → Computação → Saída
Contribui para um modelo funcional da interação Humano–LAC–IA, distinguindo entrada, processamento e saída. No P&D-001, essa estrutura pode funcionar como submodelo da produção e do uso do Knowgrama, sem substituir o modelo conceitual mais amplo do LAC.
Capítulo 2 — Capacidade, descoberta e orquestração
Introduz capacidades, intenção, descoberta, seleção de modelos, agentes e ferramentas, permissões, uso e medição. No LAC, esses conceitos podem alimentar a arquitetura do Motor de Inferência e a escolha do próximo recurso, agente, ferramenta ou ação.
Capítulo 3 — Design de entradas de IA
Reforça a modelagem de contexto implícito, intenção explícita, prompt, manipulação direta e modalidades como texto, imagem e voz. Para o Knowgrama, sugere que a entrada registre não apenas conteúdo, mas também finalidade, contexto, usuário e recorte.
Capítulo 4 — Processamento e geração
Oferece elementos para representar preparação da entrada, roteamento, geração, inferência, latência, estados, erros e recuperação. Esses conceitos podem apoiar a arquitetura de execução do LAC e tornar o processo de construção do Knowgrama mais observável.
Capítulo 5 — Design da saída
É especialmente relevante para a teoria do Knowgrama ao enfatizar clareza, verificabilidade, fundamentação, ações subsequentes, ajustabilidade e interação multiturno. A ideia de que a saída não é, por si só, a resposta reforça no LAC a distinção entre conteúdo gerado por IA e conhecimento estruturado, contextualizado e validado.
Capítulo 6 — IA agêntica
Contribui com padrões de reflexão, uso de ferramentas, planejamento, colaboração multiagente, ReAct, comunicação de progresso e pontos de verificação. Para o LAC, esses padrões são candidatos a aprofundar o modelo de cooperação Humano–LAC–IA e os mecanismos de supervisão.
2. Relação com a Teoria do Knowgrama
3. Relação com K₀ → K₁ e containers semânticos
As contribuições do livro podem ser acopladas à formulação já em investigação neste projeto. Entradas, contexto, intenção e interação com IA podem atuar durante a exploração dos containers semânticos; geração, crítica, verificação e ajuste podem apoiar a transformação de K₀ em K₁; e a apresentação da saída deve favorecer a recomposição do todo e a verificação do problema resolvido.
4. Requisitos candidatos para o Knowgrama
Clareza
Tornar perceptíveis os elementos, relações, finalidade e estado da representação.
Verificabilidade
Permitir verificar afirmações relevantes por evidências, fontes ou critérios explícitos.
Fundamentação
Distinguir conteúdo gerado, interpretação, evidência e conhecimento consolidado.
Ajustabilidade
Adaptar-se ao usuário, contexto, finalidade, profundidade e estado da jornada.
Continuidade
Conduzir a novos questionamentos, aprofundamentos, decisões ou ações subsequentes.
Controle compartilhado
Permitir orientar, interromper, revisar, corrigir e aprovar etapas relevantes da cooperação com IA.
5. Requisitos candidatos para a arquitetura Humano–LAC–IA
- explicitar intenção, finalidade e contexto da interação;
- registrar permissões e limites de autonomia;
- selecionar modelo, agente ou ferramenta conforme a capacidade necessária;
- tornar estados de processamento e progresso observáveis quando relevantes;
- prever tratamento de erros, recuperação e revisão;
- introduzir pontos de verificação humana em ações de maior impacto;
- permitir reflexão, crítica e revisão antes da consolidação do artefato;
- manter rastreabilidade entre entrada, processamento, fontes, representação e decisão.
6. Impacto potencial nos critérios de avaliação
A obra reforça critérios já presentes nesta P&D — especialmente legibilidade, ajustabilidade, recomposição, transformação e realização — e sugere investigar explicitamente outros critérios: verificabilidade, fundamentação, controle do usuário, recuperabilidade e transparência do processo.
7. Desdobramentos no LAC
P&D-001 — Knowgrama
Investigar a relação entre saída de IA, representação, transformação K₀→K₁, verificabilidade, ajustabilidade e validação.
Arquitetura
Derivar modelo da interface Humano–LAC–IA, orquestração, estados, agentes, ferramentas e pontos de controle.
Governança
Definir permissões, supervisão, rastreabilidade, responsabilidade e critérios de incorporação.
Aprendizagem e UX
Experimentar orientação de entradas, apresentação das saídas, feedback, progressividade e ações subsequentes.
Fluxo de P&D da investigação
Se confirmar provisoriamente
Resultado torna-se candidato a proposta de evolução do LAC.
Se revisar, rejeitar ou continuar
Hipótese, método ou recorte retornam ao ciclo de investigação.
Artefatos da P&D-001
assets/.
Estrutura física inicial
Novas subpastas devem surgir por necessidade real, evitando criar estrutura vazia antes do aparecimento dos artefatos.
Estado do Projeto P&D-001
EM INVESTIGAÇÃO — versão 0.3
Já disponível
- problema inicial;
- problema resolvido;
- questão principal;
- hipóteses provisórias;
- modelo conceitual;
- método inicial;
- casos candidatos;
- critérios de avaliação;
- hipóteses H4 e H5 sobre decomposição/recomposição e transformação do conhecimento;
- formulação candidata com containers semânticos e estados K₀/K₁;
- contribuições do livro Design de Interfaces de IA para a teoria e a arquitetura do Knowgrama;
- hipótese candidata H6 sobre mediação da IA e requisitos candidatos para interação Humano–LAC–IA.
Próximas evidências necessárias
- executar experimentos registrados;
- comparar com representações alternativas;
- buscar contraexemplos;
- observar compreensão e realização;
- revisar a teoria mínima;
- definir critérios de aceitação;
- executar experimento de decomposição/recomposição;
- avaliar SPA como mecanismo de navegação contextual sem incorporá-la à definição essencial do Knowgrama;
- experimentar verificabilidade, fundamentação, controle do usuário, recuperabilidade e transparência do processo em Knowgramas assistidos por IA;
- comparar a hipótese H6 com casos concretos de produção e revisão de Knowgramas com IA.