LAC
Metodologia de Pesquisa do LAC Privado · Pesquisa reservada · Método de investigação
Área privada Pesquisa reservada
Metodologia reservada de investigação

Metodologia de Pesquisa do LAC

Método para formular, organizar, observar, testar, revisar e validar hipóteses do LAC antes de sua transformação em conhecimento institucional ou publicação pública.

Pesquisa reservada Hipóteses Estudos de caso Evidências Validação Rastreabilidade Publicação controlada

1. Localização e regra de acesso

Caminho físico

meulivro / privado / pesquisa_reservada / metodologia_pesquisa_lac.html

Caminho semântico

LAC → Pesquisa reservada → Metodologia → Formulação, validação e publicação

Regra de segurança: este documento pertence à área privada, não deve ser enviado ao provedor, indexado na busca pública ou ligado por páginas públicas.

2. Finalidade

A metodologia organiza o percurso entre uma intuição inicial e uma formulação de conhecimento suficientemente consistente para ser incorporada ao Programa de Pesquisa, à arquitetura, ao livro, ao site ou a outros produtos do LAC.

Evitar conclusões antecipadas

Distinguir hipótese, evidência, interpretação, decisão e conhecimento consolidado.

Preservar rastreabilidade

Registrar origem, contexto, perguntas, mudanças, resultados e justificativas.

Apoiar evolução

Permitir revisão sem perda da memória do processo de investigação.

3. Princípios metodológicos

  1. Problema antes da solução

    A pesquisa começa pela situação, lacuna, pergunta ou tensão que exige investigação.

  2. Hipótese como formulação provisória

    A hipótese orienta a pesquisa, mas não deve ser tratada como verdade estabelecida.

  3. Evidência antes da consolidação

    Uma afirmação só muda de estado quando encontra suporte em observações, casos, artefatos ou resultados.

  4. Casos reais como laboratório

    Experiências do cotidiano, protótipos, páginas, produtos e jornadas funcionam como objetos de observação.

  5. Múltiplas representações

    Texto, knowgrama, painel, matriz, modelo, diagrama e protótipo oferecem perspectivas complementares.

  6. Revisão contínua

    A pesquisa pode reformular perguntas, hipóteses, categorias e critérios ao longo do percurso.

  7. Separação entre privado e público

    Conteúdo em elaboração permanece reservado até atender aos critérios de publicação.

4. Natureza metodológica

A metodologia do LAC é aplicada, exploratória, evolutiva e baseada em casos. Ela combina investigação conceitual, engenharia de sistemas, engenharia do conhecimento, análise de artefatos, prototipação e observação do uso.

Dimensão científica

  • problemas e questões de pesquisa;
  • hipóteses e proposições;
  • evidências e critérios de validação;
  • resultados e limites;
  • revisão das formulações.

Dimensão de engenharia

  • requisitos e critérios de aceitação;
  • modelagem de sistemas e processos;
  • prototipação e implementação;
  • testes e rastreabilidade;
  • governança e manutenção.

5. Ciclo de pesquisa do LAC

1. Situação Experiência, problema, observação, lacuna ou necessidade.
2. Pergunta Formulação do que precisa ser compreendido ou testado.
3. Hipótese Explicação ou proposição provisória.
4. Operacionalização Variáveis, conceitos, casos, indicadores e critérios.
5. Investigação Observação, modelagem, prototipação, comparação e teste.
6. Validação Análise das evidências, limites e explicações alternativas.
7. Consolidação Revisão, decisão, integração e eventual publicação.

6. Etapas detalhadas

Etapa Pergunta orientadora Atividades Artefatos Critério de saída
Delimitação Qual fenômeno está sendo investigado? Descrever contexto, fronteiras, atores e motivação. Nota de pesquisa, cenário, problema. Objeto e escopo identificados.
Formulação O que se pretende explicar, compreender ou testar? Construir questão central, questões derivadas e hipótese. Hipótese, proposições, mapa conceitual. Formulação clara e investigável.
Operacionalização Como observar a hipótese? Definir conceitos, dimensões, indicadores, casos e critérios. Matriz de operacionalização. Elementos observáveis definidos.
Coleta Que evidências serão reunidas? Registrar documentos, interações, protótipos, páginas, feedbacks e resultados. Diário, evidências, registros e versões. Conjunto mínimo de evidências obtido.
Análise O que as evidências mostram? Comparar, classificar, relacionar, interpretar e testar explicações. Quadros analíticos, painéis e relatórios. Resultados e limites explicitados.
Validação A hipótese permanece sustentável? Aplicar critérios, procurar contradições e explicações alternativas. Matriz de validação. Hipótese confirmada parcialmente, reformulada ou rejeitada.
Consolidação O que pode ser integrado ao LAC? Revisar, relacionar, decidir estado e preparar publicação. Concept paper, fundamento, arquitetura ou decisão. Conhecimento classificado e governado.

7. Questões de pesquisa

Cada hipótese deve ser acompanhada por uma questão central e um conjunto limitado de questões derivadas.

Questão central

Deve explicitar o fenômeno principal, o contexto e o resultado a investigar.

Questões derivadas

Decompõem o problema em componentes, relações, condições, limites e efeitos.

Uma questão de pesquisa não deve ser apenas ampla ou reflexiva; ela precisa orientar observações, comparações, decisões ou produção de evidências.

8. Estudos de caso

O estudo de caso é a unidade prática principal da metodologia. Cada caso permite observar como conceitos, jornadas, artefatos, pessoas e tecnologias operam em contexto real.

caso_de_pesquisa/
├── contexto.html
├── problema.html
├── questoes.html
├── hipotese.html
├── protocolo.html
├── evidencias/
├── analise.html
├── validacao.html
├── resultados.html
└── decisoes.html

Casos técnicos

Protótipo eletrônico, Arduino, páginas, busca, painéis e arquitetura.

Casos cognitivos

Perguntas, aprendizagem, jornadas, representação e geração de conhecimento.

Casos editoriais

Livro físico, capítulos, knowgramas, site e produtos derivados.

9. Evidências

Tipo de evidência Exemplo Força Cuidado
Documental Páginas, versões, decisões, requisitos e relatórios. Alta para rastreabilidade. Pode registrar intenção, não resultado.
Observacional Uso real do site, protótipo, rotina ou jornada. Alta para comportamento em contexto. Exige registro sistemático.
Artefatual Knowgrama, painel, página, modelo, protótipo ou livro. Alta para demonstrar produção. Não prova sozinho valor ou compreensão.
Comparativa Estado anterior e posterior à intervenção. Alta para avaliar transformação. Precisa de critérios equivalentes.
Feedback Retorno de visitante, colaborador, especialista ou leitor. Média a alta para valor de uso. Pode ser subjetivo e contextual.
Reflexiva Diário de pesquisa e análise do autor. Alta para processo e decisões. Exige explicitação de vieses.

10. Validação

Coerência interna

Os conceitos, relações e conclusões são compatíveis entre si?

Aderência ao caso

A formulação explica adequadamente o que foi observado?

Rastreabilidade

É possível ligar problema, hipótese, evidências, resultados e decisão?

Reutilização

O conhecimento produzido pode ser usado em outros contextos?

Valor de uso

Houve melhoria de compreensão, decisão, aprendizagem ou execução?

Limites

As condições em que a hipótese não se aplica estão explícitas?

11. Matriz de rastreabilidade

Origem Questão Hipótese Indicador Evidência Resultado Decisão
Situação observada O que investigar? O que se espera explicar? Como observar? O que foi registrado? O que foi encontrado? Confirmar, revisar, rejeitar ou publicar.
A rastreabilidade é obrigatória para toda hipótese que pretenda sair da área reservada e tornar-se conteúdo institucional ou público.

12. Instrumentos de pesquisa

Diário de pesquisa

Registra observações, decisões, dúvidas, alterações e próximos passos.

Matriz de hipótese

Relaciona questões, proposições, indicadores, evidências e resultados.

Painel de pesquisa

Apresenta estado, casos, pendências, evidências e riscos.

Knowgrama

Sintetiza conceitos, relações e fluxo do fenômeno investigado.

Protótipo

Permite testar comportamento, interação, viabilidade e compreensão.

Relatório de validação

Registra resultados, limites, contradições e decisão final.

13. Ética, privacidade e segurança

  • Dados pessoais, familiares, de saúde e relacionamentos permanecem na área privada.
  • Uma publicação deve remover ou anonimizar informações desnecessárias.
  • Feedbacks de terceiros devem ser usados com contexto e cuidado.
  • Inferências devem ser diferenciadas de fatos observados.
  • Limitações, incertezas e conflitos de interpretação devem ser registrados.
  • Conteúdo privado não deve aparecer em índices, mapas ou links públicos.

14. Critérios de saída para publicação

Critério Pergunta de controle Estado
Clareza Problema, hipótese e conceitos estão definidos? Revisar até atender
Evidência Há evidências suficientes para sustentar a formulação? Revisar até atender
Rastreabilidade Origem, decisões, versões e relações estão registradas? Revisar até atender
Privacidade Dados privados foram removidos ou protegidos? Obrigatório
Coerência O conteúdo está alinhado ao Programa de Pesquisa e à arquitetura do LAC? Revisar até atender
Valor A publicação oferece compreensão, método, evidência ou aplicação útil? Apto quando demonstrado
O conteúdo reservado não é simplesmente movido para a área pública. Ele deve ser revisado e transformado em um novo artefato publicável, adequado ao público e ao estado do conhecimento.

15. Governança da pesquisa reservada

privado/
└── pesquisa_reservada/
    ├── index_pesquisa_reservada.html
    ├── metodologia_pesquisa_lac.html
    ├── hipoteses/
    ├── questoes/
    ├── casos/
    ├── evidencias/
    ├── analises/
    ├── validacoes/
    ├── resultados_parciais/
    ├── decisoes/
    └── assets/

Cada hipótese deve possuir responsável, estado, data de revisão, casos associados, evidências reunidas e decisão de continuidade.

16. Aplicação à hipótese da Máquina de Conhecimento

Questão central

Como projetar e validar um subsistema capaz de transformar entradas dispersas em conhecimento estruturado, navegável, reutilizável e evolutivo?

Casos iniciais

Protótipo eletrônico, livro físico, painéis, evolução OLA–LAC, dados e conhecimento, jornadas e experiência geral do LAC.

Evidências esperadas

Páginas, modelos, knowgramas, painéis, rastreabilidade, feedback e comparação entre estados.

Decisão futura

Confirmar parcialmente, reformular ou rejeitar proposições e produzir versão publicável.

17. Entregas metodológicas

  • protocolo de pesquisa por hipótese;
  • modelo de questão e proposições;
  • matriz de operacionalização;
  • estrutura de estudo de caso;
  • catálogo de evidências;
  • matriz de validação;
  • registro de decisão científica;
  • checklist de publicação;
  • painel de acompanhamento da pesquisa reservada.

18. Páginas relacionadas

Referências institucionais

  • Programa de Pesquisa do LAC — versão pública
  • Arquitetura da Máquina de Conhecimento
  • Painéis de Conhecimento
  • Laboratório Vivo do LAC
  • Política de publicação e privacidade
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