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Ficha de receita • Produto • M0

Beijinho

Ficha de receita do produto Beijinho para a fábrica de Dices. Esta página organiza ingredientes, preparo, ponto da massa, enrolamento, acabamento, rendimento, embalagem, validade, custo, padrão visual, controles de qualidade e regras de alteração.

Caminho físico: receitas/beijinho.html Caminho lógico: OLA → Receitas → Doces → Beijinho Caminho semântico: Receita → ingredientes → processo → produto acabado → controle

1. Identificação da receita

Produto Beijinho
Família Doces enrolados / doces de festa
Versão da receita v1.0 — versão inicial
Status Receita-base em documentação
Processos relacionados Preparo de massas, resfriamento, enrolamento, embalagem, armazenamento e controle de validade.
Observação Quantidades, validade e rendimento devem ser validados na prática da fábrica antes de produção regular.

2. Problema resolvido

A fábrica precisa produzir Beijinho com sabor, ponto, tamanho, aparência, rendimento e custo padronizados. Sem uma ficha explícita, cada lote pode variar, dificultando o cálculo de custo, a repetição do produto, o treinamento, a embalagem e a venda.

Antes

A receita fica dependente da memória de quem prepara e da experiência prática do operador.

Transformação

A receita é documentada como ficha técnica conectada aos processos e controles da fábrica.

Depois

O Beijinho pode ser produzido, custeado, embalado, armazenado e vendido com maior consistência.

3. Regra de uso da receita

Regra: esta receita só deve ser usada como versão oficial de produção após validação de rendimento, ponto da massa, custo, padrão visual, validade e aprovação conforme a regra de alteração de receitas da governança.

4. Ingredientes da receita-base

A tabela abaixo é uma base inicial para documentação. As quantidades podem ser ajustadas conforme teste, rendimento desejado e padrão comercial da fábrica.

Ingrediente Quantidade base Função na receita Observação de controle
Leite condensado 1 lata ou caixa padrão Base doce, corpo e textura. Registrar marca, peso líquido e lote.
Coco ralado Quantidade conforme padrão de textura Sabor, textura e identidade do produto. Controlar umidade, granulação e validade.
Manteiga ou margarina Pequena porção Brilho, untuosidade e auxílio no ponto. Registrar tipo usado e impacto no sabor.
Açúcar cristal ou coco para cobertura Conforme acabamento Acabamento visual e textura externa. Padronizar cobertura por família de produto.
Cravo-da-índia, se aplicável 1 unidade por doce, opcional Decoração tradicional e aroma. Definir se será usado no padrão comercial.
Forminhas ou embalagem Conforme rendimento Apresentação e proteção. Entrar no cálculo de custo e embalagem.
Para produção regular: substituir “lata/caixa padrão” por peso líquido em gramas e registrar a unidade de compra para cálculo de custo.

5. Fluxo da receita

1 Separar insumos

Conferir ingredientes, validade, lote, utensílios e ficha da receita.

2 Preparar massa

Misturar e cozinhar até atingir o ponto definido.

3 Resfriar

Transferir para recipiente adequado e resfriar com identificação.

4 Enrolar

Porcionar, enrolar, cobrir e decorar conforme padrão visual.

5 Embalar

Embalar, rotular, registrar validade e armazenar.

6. Modo de preparo

6.1 Preparação inicial
  • Higienizar bancada, panela, espátula, recipientes, balança e utensílios.
  • Conferir validade, lote e condição dos ingredientes.
  • Separar recipiente untado ou adequado para receber a massa pronta.
  • Registrar início do lote, operador e versão da receita.
6.2 Mistura e cozimento
  • Adicionar leite condensado, coco ralado e manteiga/margarina na panela.
  • Misturar antes de aquecer para homogeneizar os ingredientes.
  • Cozinhar em fogo controlado, mexendo continuamente para evitar queimar no fundo.
  • Observar mudança de textura, brilho e desprendimento da massa.
6.3 Retirada do fogo
  • Retirar quando a massa atingir o ponto de enrolar definido.
  • Transferir para recipiente limpo e identificado.
  • Evitar raspar partes queimadas ou aderidas ao fundo, se houver.
  • Registrar qualquer desvio de cor, cheiro, textura ou rendimento.

7. Ponto da massa

O ponto correto é essencial para o enrolamento, o rendimento e a aparência final.

Ponto esperado

  • Massa firme o suficiente para enrolar.
  • Textura homogênea.
  • Brilho moderado.
  • Desprendimento do fundo da panela.
  • Sem cheiro de queimado.

Ponto abaixo

  • Massa mole demais.
  • Dificuldade para enrolar.
  • Produto pode deformar.
  • Maior risco de grudar ou perder formato.

Ponto acima

  • Massa dura ou ressecada.
  • Possível alteração de cor.
  • Rachaduras no enrolamento.
  • Sabor e textura prejudicados.

8. Enrolamento e acabamento

8.1 Resfriamento antes de enrolar
  • Deixar a massa esfriar até condição segura e adequada para manuseio.
  • Manter o recipiente identificado com produto, lote e horário.
  • Evitar exposição desnecessária ou contaminação durante o resfriamento.
8.2 Porcionamento
  • Definir peso ou tamanho padrão por unidade.
  • Fazer amostragem de peso durante o enrolamento.
  • Separar porções uniformes para reduzir variação visual.
8.3 Cobertura e decoração
  • Passar no coco ou açúcar conforme padrão do produto.
  • Colocar em forminha ou embalagem prevista.
  • Adicionar cravo apenas se estiver definido como parte do padrão visual.
  • Separar unidades rachadas, deformadas ou com cobertura irregular.

9. Rendimento e lote

Campo Valor a registrar Uso no OLA
Quantidade de massa produzida Peso total da massa pronta. Base para controle de rendimento e perdas.
Peso por unidade Peso alvo de cada Beijinho. Padronização, custo unitário e embalagem.
Quantidade de unidades Total de doces enrolados. Cálculo de custo, preço e planejamento.
Perdas ou sobras Quantidade não aproveitada, retrabalhada ou descartada. Controle de perdas e melhoria do processo.
Lote Código ou identificação do lote. Rastreabilidade, validade e qualidade.

10. Embalagem, armazenamento e validade

Embalagem

  • Usar forminha, caixa, bandeja ou embalagem definida para o produto.
  • Evitar embalagem com produto ainda quente ou úmido.
  • Garantir rótulo legível, lote e validade.
  • Registrar quantidade por embalagem.

Armazenamento e validade

  • Definir condição de armazenamento conforme teste e ficha técnica.
  • Registrar data de fabricação e validade.
  • Aplicar controle de validade antes da venda ou expedição.
  • Reter produto com embalagem danificada ou validade duvidosa.
Atenção: o prazo de validade deve ser validado tecnicamente pela fábrica conforme ingredientes, embalagem, temperatura e condições sanitárias.

11. Padrão visual do Beijinho

Referência conforme

Inserir foto do Beijinho aprovado.

Formato arredondado, cobertura uniforme e apresentação limpa.

Pequeno desvio

Inserir foto de variação aceitável.

Pequena variação manual sem comprometer embalagem ou venda.

Não conformidade

Inserir foto de rejeição visual.

Produto rachado, deformado, sem cobertura, queimado ou mal embalado.

Critério Padrão esperado Desvio crítico
Formato Arredondado e uniforme. Achatado, aberto, rachado ou deformado.
Cobertura Cobertura externa bem distribuída. Falhas grandes, excesso irregular ou ausência de cobertura.
Cor Clara, característica do produto, sem manchas de queimado. Escura, queimada, manchada ou com aparência inadequada.
Apresentação Forminha ou embalagem limpa, produto centralizado e íntegro. Produto sujo, grudado, quebrado, mal posicionado ou com embalagem danificada.

12. Controles de qualidade

Controle O que observar Momento Ação se houver desvio
Validade dos ingredientes Leite condensado, coco, manteiga/margarina, cobertura e embalagem. Antes do preparo. Reter ou substituir insumo.
Ponto da massa Firmeza, brilho, desprendimento e ausência de queimado. Durante o preparo. Ajustar processo ou reter lote.
Enrolamento Peso, formato, textura e uniformidade. Durante a conformação. Corrigir, retrabalhar ou separar unidades.
Padrão visual Cor, cobertura, acabamento, integridade e apresentação. Antes da embalagem. Liberar, corrigir, reter ou rejeitar.
Embalagem Limpeza, fechamento, rótulo, lote e validade. Após embalagem. Reembalar ou reter.

13. Custos e precificação

Esta receita deve alimentar o cálculo de custo e a precificação do produto. Para isso, é necessário registrar quantidades em unidades mensuráveis, rendimento real e custo de embalagem.

Dados para custo

  • Custo de cada ingrediente.
  • Quantidade usada por lote.
  • Rendimento real por lote.
  • Custo de forminha, embalagem, etiqueta e caixa.
  • Perdas, sobras e retrabalho.

Dados para preço

  • Custo unitário do Beijinho.
  • Margem desejada.
  • Canal de venda.
  • Preço de mercado.
  • Quantidade por embalagem ou pedido.

14. Conhecimento que o OLA deve reter

Esta receita deve funcionar como uma memória operacional e evolutiva do produto Beijinho. O OLA deve registrar não apenas o modo de preparo, mas também as decisões, testes, versões, desvios e aprendizados associados ao produto.

Conhecimento explícito

  • Ingredientes, quantidades e funções.
  • Modo de preparo e ponto da massa.
  • Rendimento, peso unitário e lote.
  • Padrão visual, embalagem, validade e armazenamento.
  • Custo unitário e preço sugerido.

Conhecimento evolutivo

  • Alterações de receita e seus impactos.
  • Problemas recorrentes de ponto, textura ou aparência.
  • Relação entre fornecedor, ingrediente e resultado final.
  • Variações de rendimento e custo.
  • Feedback de clientes e ajustes de produto.

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