1. Localização no LAC
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LAC → Base semântica → Organização do Conhecimento → Vocabulário e Linguagem
Esta página pertence à base semântica do LAC e atua transversalmente em Fundamentos, Governança, Arquitetura, Projeto, Domínios, Aprendizagem, Sistema, Visitante, Aprendiz e Autor.
Nota histórica: OLA e LAK permanecem como nomes de etapas anteriores do projeto. A identidade pública e conceitual vigente é LAC — Livro Ajustável de Conhecimento.
2. Finalidade × Análise
Finalidade
Explicitar o vocabulário próprio do LAC e sua linguagem de uso, para organizar, padronizar e tornar compreensíveis os termos, frases, estruturas e padrões explicativos usados no sistema.
Análise
O vocabulário nomeia os elementos do LAC. A linguagem orienta como esses elementos são combinados para explicar, estruturar, navegar, ensinar, decidir e evoluir o conhecimento.
O vocabulário fornece as palavras do LAC; a linguagem define como essas palavras são usadas para construir sentido, orientação e estrutura.
3. Problema resolvido
Sem vocabulário e sem linguagem própria, o LAC pode perder coerência: os mesmos conceitos podem receber nomes diferentes, e os mesmos termos podem ser usados com sentidos diferentes.
Problema
Termos dispersos, nomes inconsistentes, explicações sem padrão, páginas difíceis de localizar e perda de coerência entre áreas.
Solução
Criar uma página conceitual para organizar vocabulário, linguagem, categorias, camadas, critérios e relação com áreas de conhecimento.
Resultado
Um eixo semântico para orientar páginas, mapas, trilhas, motores, domínios, governança, aprendizagem e comunicação institucional.
4. O que é o vocabulário do LAC
O vocabulário do LAC é o conjunto de termos, conceitos e expressões usados para dar identidade, organização, navegação e evolução ao sistema.
Ele não é apenas um glossário. É uma camada semântica transversal que permite reconhecer, nomear, classificar, relacionar e reutilizar o conhecimento dentro do LAC.
Nesta versão, o vocabulário passa a explicitar que sistema é o vocábulo central do LAC. Os demais termos — como dimensão, camada, eixo, nível, ecossistema, ambiente, projeto, design, método, abordagem e pesquisa — funcionam como vocábulos de apoio para leitura, modelagem, organização, construção, operação e evolução do sistema.
Em termos simples: o vocabulário do LAC é o conjunto de palavras fundamentais que permite ao sistema pensar, explicar, organizar e evoluir seu próprio conhecimento.
5. Vocabulário e linguagem do LAC
No LAC, é importante distinguir vocabulário e linguagem. Eles são complementares, mas não são a mesma coisa.
| Elemento | O que é | Função no LAC |
|---|---|---|
| Vocabulário do LAC | Conjunto de termos, conceitos e expressões padronizados. | Nomear e organizar o conhecimento. |
| Linguagem do LAC | Forma como o LAC usa esses termos para explicar, estruturar, orientar e comunicar. | Produzir sentido, navegação, aprendizagem, decisão e ação. |
O vocabulário fornece os termos; a linguagem define o modo de usar esses termos para construir páginas, mapas, trilhas, explicações e decisões.
Exemplo simples
Vocabulário
entrada, análise, conceito, relação, estrutura, mapa, trilha, domínio, fundamento, governança, patrimônio de conhecimento, conhecimento vivo.
Linguagem
Entrada → Análise → Conceitos → Relações → Estrutura → Artefatos → Evolução.
Padrões da linguagem do LAC
| Padrão de linguagem | Exemplo de uso | Função |
|---|---|---|
| Linguagem de entrada | Pergunta, texto, problema, necessidade, arquivo, imagem. | Receber e delimitar o ponto de partida. |
| Linguagem de análise | Identificar conceitos, relações, contexto, estrutura e lacunas. | Interpretar a entrada e preparar sua organização. |
| Linguagem de estruturação | Mapa, índice, organização, domínio, subdomínio, página âncora. | Transformar conteúdo em arquitetura navegável. |
| Linguagem de aprendizagem | Trilha, objeto de aprendizagem, progressão, lacuna, compreensão progressiva. | Orientar o percurso do aprendiz. |
| Linguagem de governança | Regra, critério, padrão, conformidade, validação, decisão registrada. | Controlar coerência, manutenção e evolução. |
| Linguagem de evolução | Revisar, versionar, preservar, amadurecer, atualizar, integrar. | Fazer o conhecimento e o próprio sistema evoluírem. |
| Linguagem institucional | Patrimônio vivo, sistema de conhecimento, infraestrutura de conhecimento. | Comunicar a identidade e o valor do LAC. |
Relação entre vocabulário, linguagem, método, governança e arquitetura
Esta seção pode futuramente gerar uma página própria:
fundamentos/linguagem_lac.html. Por enquanto, ela permanece
nesta página porque vocabulário e linguagem ainda estão sendo consolidados
juntos como fundamentos semânticos do LAC.
6. Sistema como vocábulo central do LAC
No LAC, o vocábulo sistema é o termo integrador. Ele permite compreender o LAC não como uma coleção de páginas isoladas, mas como um todo organizado, relacional, operacional e evolutivo.
Sistema é o vocábulo central porque integra elementos, relações, estruturas, processos, regras, atores, artefatos, domínios, dimensões, camadas, eixos e evolução.
| Vocábulo de apoio | Como apoia o conceito de sistema | Pergunta que ajuda a responder |
|---|---|---|
| Entidade | Identifica elementos relevantes do sistema: página, domínio, ator, regra, conceito, artefato. | O que existe no sistema? |
| Relação | Conecta entidades, conceitos, páginas, áreas e artefatos. | Como os elementos se conectam? |
| Estrutura | Organiza o conjunto para permitir leitura, navegação, manutenção e evolução. | Como o sistema está organizado? |
| Processo | Define transformações recorrentes no sistema. | Como o sistema opera e transforma entradas? |
| Governança | Controla coerência, critérios, regras, validação e evolução. | Como o sistema mantém consistência? |
| Arquitetura | Define a organização estrutural e funcional do sistema. | Como o sistema é composto e funciona? |
| Evolução | Mostra que o LAC aprende, corrige, reorganiza e amadurece. | Como o sistema muda sem perder coerência? |
Pergunta de governança recomendada: antes de decidir onde colocar uma página, perguntar primeiro que papel esse elemento cumpre no sistema LAC.
7. Dimensão, camada, eixo e nível
Dimensão, camada, eixo e nível são vocábulos de leitura e modelagem do sistema. Eles ajudam a analisar o LAC sem confundir análise conceitual com armazenamento físico de arquivos.
| Vocábulo | Natureza principal | Pergunta central | Exemplo no LAC |
|---|---|---|---|
| Dimensão | Analítica | Por qual aspecto estou analisando? | Cognitiva, mental, conceitual, lógica, semântica, representacional, computacional e física; outras dimensões só devem ser adotadas após decisão de governança. |
| Camada | Arquitetural / composicional | Em que nível de composição, dependência ou organização isso está? | Camada de interface, conteúdo, navegação, semântica, governança. |
| Eixo | Direcional / relacional | Em que direção isso se organiza, progride ou se transforma? | Eixo de abstração M0 → M3; eixo de atuação visitante → aprendiz → autor; eixo de evolução criação → revisão → validação. |
| Nível | Grau de abstração, profundidade, maturidade ou detalhamento | Em que grau de leitura, detalhe ou maturidade estamos? | M0, M1, M2, M3; introdutório, intermediário, avançado; instância, modelo, padrão, princípio. |
Regra semântica: dimensão analisa, camada compõe, eixo orienta e nível gradua. Esses termos podem se relacionar, mas não devem ser usados como sinônimos.
Controle do uso de dimensão
Para evitar inflação conceitual, uma nova dimensão só deve ser criada quando representar um eixo analítico estável, recorrente e transversal. Quando o termo estiver restrito a uma área, é preferível chamá-lo de eixo de análise, critério, aspecto, camada, processo ou entidade.
8. Dimensões de análise e realização do conhecimento
No LAC, cognitiva, mental, conceitual, lógica, semântica, representacional, computacional e física pertencem a uma mesma classe de termos analíticos: são perspectivas complementares usadas para observar como o conhecimento é formado, organizado, significado, representado, processado e materializado.
O cognitivo descreve processos; o mental descreve conteúdos e estruturas da mente; as demais dimensões descrevem formas de organizar, validar, significar, representar, executar e materializar o conhecimento.
| Dimensão | Pergunta central | Definição no LAC | Exemplos |
|---|---|---|---|
| Cognitiva | Que operações permitem perceber, compreender, lembrar, raciocinar e aprender? | Processos pelos quais uma pessoa ou agente seleciona, transforma, integra e utiliza conhecimento. | Percepção, atenção, memória, associação, inferência, decisão, aprendizagem e metacognição. |
| Mental | Que conteúdos e estruturas estão constituídos na mente? | Estados, imagens, lembranças, associações, esquemas e modelos mentais mobilizados pelos processos cognitivos. | Imagem mental, lembrança, hipótese, expectativa, modelo mental. |
| Conceitual | Quais conceitos, categorias, classes e propriedades organizam o objeto? | Estrutura abstrata que identifica entidades, conceitos, propriedades e relações relevantes. | Pessoa, Autor, Jornada, Objeto de Conhecimento, categoria e classe. |
| Lógica | Quais regras tornam relações e conclusões coerentes? | Estrutura de proposições, restrições, condições e inferências que permite verificar consistência e derivar conclusões. | Se–então, condição, implicação, dedução, regra de classificação, restrição. |
| Semântica | O que os termos, relações e representações significam neste contexto? | Sentido atribuído aos elementos e às relações, considerando linguagem, contexto, finalidade e interpretação. | Definição de Jornada, significado de uma aresta, sentido de uma página. |
| Representacional | Em que forma o conhecimento é expresso e comunicado? | Forma simbólica, visual, textual ou formal escolhida para tornar o conhecimento perceptível e compartilhável. | Texto, tabela, knowgrama, UML, HTML, JSON, grafo. |
| Computacional | Como a representação é processada, executada ou transformada por sistemas digitais? | Algoritmos, estruturas de dados, regras executáveis, serviços e mecanismos que operam sobre as representações. | JavaScript, D3.js, busca, API, consulta em grafo, mecanismo de inferência. |
| Física | Onde e por qual suporte material o conhecimento é registrado, transmitido ou acessado? | Materialização do artefato e da infraestrutura que o armazena, transporta e apresenta. | Arquivo, servidor, disco, rede, tela, impressão e dispositivo. |
Relação entre cognitivo e mental
Cognitivo
É predominantemente processual: perceber, prestar atenção, recordar, associar, compreender, inferir, decidir e aprender.
Mental
É predominantemente estrutural e fenomenal: ideias, imagens, lembranças, esquemas, hipóteses, associações e modelos mentais.
Dimensão não é etapa obrigatória
As dimensões podem ser examinadas separadamente, mas atuam de forma interdependente. Elas não constituem necessariamente uma sequência linear nem uma pilha rígida de camadas.
Classe, categoria e conjunto
| Termo | Uso controlado no LAC |
|---|---|
| Classe de termos | Conjunto de termos que compartilham uma função semântica ou estrutural. Exemplo: dimensões de análise do conhecimento. |
| Categoria | Agrupamento criado para organizar termos, conceitos ou objetos segundo um critério declarado. |
| Classe conceitual | Conjunto de entidades que satisfazem uma definição e compartilham propriedades ou relações. |
| Classe gramatical | Categoria linguística de palavras, como substantivo, verbo e adjetivo. Não é o sentido principal de classe nesta página. |
| Classe computacional | Estrutura de programação que define atributos e comportamentos de objetos. Deve ser explicitamente identificada quando usada. |
Regra terminológica: usar dimensão quando houver uma perspectiva transversal de análise; usar camada quando houver composição ou dependência arquitetural; usar classe quando houver membros definidos por propriedades comuns; e usar categoria quando o objetivo principal for agrupamento e organização.
9. Ecossistema, ambiente, contexto, projeto, design, método, abordagem e pesquisa
Esses vocábulos ajudam a situar, construir, conduzir, investigar e evoluir o sistema LAC. Eles não substituem o conceito de sistema; eles explicam o entorno, a construção e o modo de atuação sobre o sistema.
| Vocábulo | Papel no LAC | Pergunta central |
|---|---|---|
| Ecossistema | Contexto ampliado de atores, tecnologias, conhecimentos, práticas, instituições e sistemas com os quais o LAC interage. | Com que mundo o sistema se relaciona? |
| Ambiente | Condições físicas, digitais, cognitivas, sociais e operacionais nas quais o LAC é usado, desenvolvido ou aprendido. | Onde e em que condições o sistema opera? |
| Contexto | Situação específica que dá sentido à entrada, à análise, à página, ao domínio ou ao uso. | Qual situação dá significado ao que está sendo analisado? |
| Projeto | Esforço organizado para conceber, construir, revisar, publicar, manter e evoluir o LAC. | Como o sistema está sendo produzido ao longo do tempo? |
| Design | Atividade de conceber páginas, estruturas, experiências, fluxos, interfaces, artefatos e caminhos de aprendizagem. | Como a solução deve ser concebida para fazer sentido, ser usada e gerar valor? |
| Método | Caminho estruturado e recorrente para transformar entrada em análise, modelo, página, mapa, trilha ou artefato. | Qual caminho seguimos para produzir conhecimento? |
| Abordagem | Orientação geral, lente ou postura adotada para tratar um problema, domínio, aprendizagem ou artefato. | Com que orientação tratamos este tema? |
| Pesquisa | Investigação sistemática para formular perguntas, analisar conceitos, comparar alternativas, construir artefatos e validar aprendizados. | Como investigamos, justificamos e melhoramos o sistema? |
Formulação canônica: sistema é o vocábulo integrador; ecossistema, ambiente e contexto situam o sistema; projeto, design, modelo, método, metodologia, modelo de uso, modelo de desenvolvimento, abordagem, processo, pipeline, procedimento, regra e pesquisa orientam sua construção, operação, investigação e evolução.
10. Modelo, método, metodologia, processo, procedimento e uso
No LAC, modelo, método, processo, procedimento, modelo de uso, modelo de desenvolvimento, modelo relacional de uso e evolução e metodologia de desenvolvimento de sistemas de conhecimento precisam ser diferenciados para evitar ambiguidades na arquitetura, na governança e na comunicação do sistema.
Modelo abstrai e estrutura; representação expressa o modelo; método conduz uma ação; metodologia define a abordagem geral; processo encadeia atividades; pipeline detalha uma sequência recorrente; procedimento detalha a execução; modelo de uso explicita como o LAC é aplicado; modelo de desenvolvimento explicita como o LAC é construído; e o modelo relacional de uso e evolução explicita como o uso alimenta a governança e a evolução.
| Termo | Definição no LAC | Evita confundir com |
|---|---|---|
| Modelo | Abstração estruturada e simplificada de uma estrutura, relação, funcionamento, objeto ou situação do LAC, construída para compreender, explicar, analisar, prever ou orientar uma ação. | Método, processo ou procedimento. |
| Método | Caminho estruturado e recorrente para analisar, organizar, produzir ou evoluir conhecimento. | Modelo, pois método não apenas representa; ele orienta uma ação. |
| Metodologia | Abordagem geral que articula princípios, conceitos, etapas, critérios e formas de aplicação de um método ou família de métodos. | Método isolado, processo operacional, pipeline ou regra de governança. |
| Pipeline | Sequência recorrente de transformação usada para executar parte de um processo ou procedimento operacional. | Metodologia geral ou processo completo. |
| Regra | Critério, limite, obrigação ou decisão registrada que orienta classificação, validação, publicação, manutenção ou evolução. | Metodologia, método ou processo. |
| Processo | Encadeamento operacional de atividades, entradas, transformações, saídas e controles. | Método abstrato ou procedimento detalhado. |
| Procedimento | Sequência mais detalhada de passos, instruções ou operações para executar uma tarefa. | Processo mais amplo, método ou modelo. |
| Modelo de uso | Abstração estruturada de uma forma recorrente de aplicar o LAC conforme ator, finalidade, jornada, caso de uso, funcionalidade e artefato produzido. | Modelo de desenvolvimento. |
| Modelo de desenvolvimento | Representação de como o LAC é concebido, implementado, mantido, refatorado, governado e evoluído como sistema. | Modelo de uso. |
| Modelo Relacional de Uso e Evolução do LAC | Representa como uma jornada de uso aciona casos de uso, funcionalidades e artefatos, produzindo registros que alimentam a governança e a evolução do sistema. | Processo completo de desenvolvimento do LAC. |
Três confusões que esta regra evita
Metodologia ≠ Método
A metodologia define a abordagem geral, princípios, etapas e critérios. O método é um caminho recorrente mais específico usado para agir dentro dessa abordagem.
Modelo ≠ Método
O modelo ajuda a compreender uma estrutura ou relação. O método orienta o caminho para agir, analisar, produzir ou evoluir algo no LAC.
Modelo de uso ≠ Modelo de desenvolvimento
O modelo de uso mostra como o LAC é aplicado por visitantes, aprendizes, autores ou curadores. O modelo de desenvolvimento mostra como o próprio sistema LAC é construído e mantido.
Modelo relacional ≠ Desenvolvimento completo
O modelo relacional de uso e evolução mostra a ligação entre uso, artefatos, registros, governança e evolução, mas não substitui o processo completo de desenvolvimento do LAC.
Cadeia canônica do Modelo Relacional de Uso e Evolução
Formulação canônica: o Modelo Relacional de Uso e Evolução do LAC representa como uma jornada de uso aciona casos de uso, funcionalidades e artefatos, produzindo registros que alimentam a governança e a evolução do sistema. Ele não deve ser tratado como sinônimo do processo completo de desenvolvimento do LAC.
11. Metodologia de desenvolvimento de sistemas de conhecimento
A metodologia de desenvolvimento de sistemas de conhecimento é um vocábulo metodológico central do LAC. Ela nomeia a abordagem usada para transformar entradas de conhecimento em sistemas organizados por conceitos, relações, modelos, artefatos, trilhas, governança e evolução.
A metodologia orienta a passagem de uma pergunta, texto, prática ou necessidade para um sistema de conhecimento aplicável, navegável, ensinável, governado e evolutivo.
| Termo | Definição no LAC | Onde se materializa |
|---|---|---|
| Metodologia de desenvolvimento de sistemas de conhecimento | Abordagem geral para transformar conhecimento disperso em sistema organizado, estruturado, aplicável, governado e evolutivo. | fundamentos/metodologia_desenvolvimento_sistemas_conhecimento.html |
| Sistema de conhecimento | Organização estruturada de conceitos, relações, modelos, artefatos, trilhas, regras, usos e evolução. | fundamentos/sistema_cognitivo_conhecimento_lac.html e aplicações em dominios/. |
| Processo operacional | Execução da metodologia em fluxos de entrada, crítica, consistência, processamento, saída e manutenção. | arquitetura/sistema_operacional_conhecimento_lac.html |
| Aplicação em domínio | Uso da metodologia em uma área concreta, produzindo índice, mapa, organização, artefatos e critérios de evolução. | dominios/gestao_negocio/doces_artesanais/, dominios/eletricidade/ etc. |
Cadeia metodológica canônica
Regra semântica: metodologia não deve ser usada como sinônimo de método, processo, pipeline ou regra. A metodologia fica em Fundamentos; a operação fica em Arquitetura; os critérios ficam em Governança; e as aplicações ficam em Domínios.
12. Controle conceitual dos vocábulos do LAC
Como o LAC usa muitos termos de modelagem, é necessário controlar o crescimento do vocabulário. Nem todo termo novo deve virar dimensão, área, domínio, camada, eixo ou página.
| Tipo de vocábulo | Função | Exemplos |
|---|---|---|
| Integrador | Organiza o todo. | Sistema. |
| Contextual | Situa o sistema no mundo, no ambiente e na situação de uso. | Ecossistema, ambiente, contexto. |
| Construtivo / evolutivo | Conduz criação, operação, pesquisa, manutenção e melhoria. | Projeto, design, modelo, método, metodologia, modelo de uso, modelo de desenvolvimento, abordagem, processo, pipeline, procedimento, regra, pesquisa, evolução. |
| Analítico / modelador | Apoia leitura, modelagem e interpretação do sistema. | Dimensão, camada, eixo, nível, entidade, relação, estrutura. |
| Organizacional | Define agrupamentos e localização. | Área, domínio, subdomínio, mapa, índice, organização, página. |
| Governante | Regula coerência, decisão, padrão e qualidade. | Governança, regra, critério, padrão, conformidade, validação. |
| Metalinguístico / terminológico | Define os termos usados para descrever, classificar e modelar o próprio LAC. | Termo, conceito, definição, categoria, classe, tipo, dimensão, camada, eixo, nível, visão e representação. |
| Pedagógico / cognitivo | Orienta aprendizagem, explicação e construção de compreensão. | Trilha, objeto de aprendizagem, lacuna, progressão, problema resolvido. |
Regra de controle: antes de criar ou promover um vocábulo, verificar se ele é integrador, contextual, construtivo/evolutivo, analítico/modelador, organizacional, governante ou pedagógico/cognitivo. Isso evita sobreposição entre dimensão, camada, eixo, área, domínio, metodologia, processo, pipeline, regra e sistema.
12.1. Classificação ontológica controlada do vocabulário
Esta seção alinha o Vocabulário do LAC à Ontologia do LAC v1.1. Cada termo recebe uma classificação primária para deixar explícito se funciona como classe ontológica, relação, propriedade, papel, estado, termo analítico, termo arquitetural ou termo operacional.
Regra de governança: toda classe, propriedade, papel, estado ou relação canônica da Ontologia do LAC deve possuir termo correspondente no Vocabulário controlado; nem todo termo do Vocabulário, porém, precisa pertencer ao núcleo da Ontologia.
Classe ontológica
Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC.
Relação
Expressa uma conexão semântica entre entidades ou classes.
Propriedade
Caracteriza uma entidade sem constituir, por si só, uma classe fundamental.
Papel
Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto.
Estado
Condição temporalmente situada de uma entidade ou conhecimento.
Termo analítico
Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem.
Termo arquitetural
Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC.
Termo operacional
Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução.
Núcleo ontológico canônico do vocabulário
| Termo canônico | Classificação primária | Definição controlada |
|---|---|---|
| Entidade | Classe ontológica | Tudo aquilo que pode ser distinguido no universo do LAC. |
| Tipo | Classe ontológica | Categoria usada para classificar a natureza de uma entidade. |
| Instância | Classe ontológica | Ocorrência concreta de um tipo. |
| Propriedade | Propriedade | Característica atribuída a uma entidade. |
| Papel | Papel | Função contextual desempenhada por uma Pessoa ou agente. |
| Estado | Estado | Condição de uma entidade em determinado instante. |
| Evento | Classe ontológica | Ocorrência identificável que pode provocar mudança de estado. |
| Processo | Classe ontológica | Transformação organizada ao longo do tempo. |
| Contexto | Classe ontológica | Conjunto de condições que situa e orienta interpretação e uso. |
| Perspectiva | Termo analítico | Ponto de vista segundo o qual algo é observado, interpretado ou modelado. |
| Conhecimento | Classe ontológica | Conteúdo interpretado, estruturado e utilizável em determinado contexto. |
| Modelo | Classe ontológica | Abstração estruturada usada para compreender, explicar, analisar, prever ou orientar ação. |
| Representação | Classe ontológica | Forma textual, visual, simbólica, matemática ou computacional pela qual um modelo ou conhecimento é expresso. |
| Artefato | Classe ontológica | Materialização concreta de uma representação. |
| Evidência | Classe ontológica | Elemento usado para sustentar, revisar ou contestar uma afirmação, modelo ou decisão. |
| Decisão | Classe ontológica | Escolha realizada por um agente a partir de conhecimento, critérios, evidências e contexto. |
Matriz de classificação dos termos controlados existentes
A classificação abaixo expressa a função primária do termo. Quando um termo puder atuar em mais de uma camada, a classificação secundária deve ser indicada na seção específica, sem alterar sua função primária no vocabulário controlado.
| Termo | Classificação primária | Critério de leitura |
|---|---|---|
| LAC | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Patrimônio vivo | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Sistema sociotécnico | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Metáfora estruturante | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Sistema | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Objeto | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Lente | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Ecossistema | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Ambiente | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Projeto | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Método | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Metodologia | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Metodologia de desenvolvimento de sistemas de conhecimento | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Modelo | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Modelo de uso | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Modelo de desenvolvimento | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Modelo Relacional de Uso e Evolução do LAC | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Dimensão | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Camada | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Eixo | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Nível | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Entrada | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Análise | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Conceito | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Relação | Relação | Expressa uma conexão semântica entre entidades ou classes. |
| Estrutura | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Página | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Mapa | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Trilha | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Domínio | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Fundamento | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Governança | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Patrimônio de conhecimento | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Conhecimento vivo | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Linguagem do LAC | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Teoria Geral das Máquinas do LAC | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Máquina física | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina abstrata | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Autômato | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina computacional | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina informacional | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina comunicacional | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina cognitiva | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina organizacional | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina sociotécnica | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina de Conhecimento | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Máquina de Conhecimento do LAC | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Estado | Estado | Condição temporalmente situada de uma entidade ou conhecimento. |
| Estado do conhecimento | Estado | Condição temporalmente situada de uma entidade ou conhecimento. |
| Evento | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Transição | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Transformação | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Transformação do conhecimento | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Operação | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Controle | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Feedback | Relação | Expressa uma conexão semântica entre entidades ou classes. |
| Retroalimentação | Relação | Expressa uma conexão semântica entre entidades ou classes. |
| Saída | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Finalidade | Propriedade | Caracteriza uma entidade sem constituir, por si só, uma classe fundamental. |
| Ambiente da máquina | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Ciclo do conhecimento | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Representação do conhecimento | Termo arquitetural | Nomeia estruturas, componentes, suportes ou formas de organização do LAC. |
| Validação do conhecimento | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Conhecimento utilizável | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Aprendizagem da máquina | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Autotransformação do LAC | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Integridade evolutiva | Propriedade | Caracteriza uma entidade sem constituir, por si só, uma classe fundamental. |
| Jornada | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Pergunta ativadora | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Percurso | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Rota de leitura | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Rota rápida | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Rota de estudo | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Rota de aprofundamento | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Conclusão da jornada | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Próxima jornada | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Visitante | Papel | Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto. |
| Aprendiz | Papel | Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto. |
| Colaborador | Papel | Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto. |
| Autor | Papel | Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto. |
| Curador | Papel | Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto. |
| Mentor | Papel | Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto. |
| Memória de Relacionamentos | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Parceiro de evolução | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Contato | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Último contato | Propriedade | Caracteriza uma entidade sem constituir, por si só, uma classe fundamental. |
| Follow-up | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Aprendizado relacional | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Evolução | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Ciclo | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Próximo salto | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Marco | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Versão | Propriedade | Caracteriza uma entidade sem constituir, por si só, uma classe fundamental. |
| Memória operacional | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Situação | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Necessidade de conhecimento | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Pergunta | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Dado | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Informação | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Interpretação | Termo analítico | Funciona como lente, critério ou instrumento de análise e modelagem. |
| Conhecimento | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Demanda | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Artefato | Classe ontológica | Representa um tipo de coisa admitida no universo conceitual do LAC. |
| Entrega | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Uso | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Valor | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
| Aprendizagem | Termo operacional | Nomeia ações, métodos, jornadas, procedimentos, ciclos ou elementos de execução. |
Termos compostos ou especializados podem herdar a natureza de uma classe mais geral. Exemplo: Página, Trilha e Objeto de Aprendizagem são especializações operacionais/arquiteturais de Artefato; Autor, Aprendiz, Curador e Mentor são Papéis de Pessoa; e Knowgrama é uma Representação de Conhecimento que pode ser materializada em diferentes Artefatos.
13. As três camadas do vocabulário do LAC
O vocabulário do LAC pode ser entendido em três camadas complementares: uma camada comum, uma camada técnica e uma camada controlada.
| Camada | Função | Uso no LAC |
|---|---|---|
| Vocabulário comum | Termos compreensíveis para qualquer pessoa. | Usado em páginas de entrada, visitante, apresentação e explicações introdutórias. |
| Vocabulário técnico | Termos de sistemas, conhecimento, aprendizagem, arquitetura e governança. | Usado em páginas analíticas, mapas, artigos, fundamentos e arquitetura. |
| Vocabulário controlado LAC | Termos padronizados para manter coerência no projeto. | Usado como referência para nomear páginas, pastas, seções, categorias, trilhas e artefatos. |
14. Visão em camadas no LAC
O vocabulário nasce como fundamento conceitual, mas atua como ponte entre diferentes áreas estruturais do LAC.
| Área do LAC | Papel do vocabulário |
|---|---|
| Fundamentos | Explica o que é vocabulário, linguagem, conceito, termo, classificação, ontologia e organização do conhecimento. |
| Governança | Regula o uso dos termos, define critérios, padrões, nomenclaturas e regras de coerência. |
| Arquitetura | Estrutura o vocabulário na forma do sistema, páginas, mapas, níveis, componentes e relações. |
| Domínios | Aplica vocabulários específicos, como saúde, eletrônica, pedagogia, software, náutica e outros. |
| Aprendizagem | Ensina o vocabulário progressivamente, conforme trilhas, objetos e lacunas de aprendizagem. |
| Sistema | Integra o vocabulário ao funcionamento do LAC como sistema de conhecimento ajustável. |
| Ecossistema | Contextualiza o vocabulário nas relações externas: pessoas, instituições, tecnologias, comunidades e usos sociais. |
| Projeto | Usa o vocabulário para planejar, acompanhar, versionar e evoluir o LAC como projeto. |
| Visitante | Traduz o vocabulário técnico para linguagem de entrada, descoberta e compreensão inicial. |
| Aprendiz | Personaliza o vocabulário conforme perfil, progresso, dificuldades e percurso individual. |
| Artigos | Desenvolve o vocabulário em textos explicativos, argumentativos, técnicos ou institucionais. |
| Autor | Experimenta, amadurece e testa novos termos antes de incorporá-los ao vocabulário controlado. |
| Legado | Preserva a evolução histórica dos termos, mudanças de nomenclatura e decisões anteriores. |
| Assets / Componentes | Materializa o vocabulário em menus, cards, chips, botões, breadcrumbs, modais e rótulos visuais. |
Fórmula sintética:
15. Categorias do vocabulário do LAC
As categorias abaixo organizam o vocabulário por função dentro do LAC. Elas servem como referência para identificar em qual campo semântico um termo deve ser situado. Nesta versão, o vocabulário passa a distinguir vocábulos integradores, contextuais, construtivos/evolutivos, analíticos/modeladores, organizacionais, governantes e pedagógicos/cognitivos.
1. Vocabulário de identidade do LAC
Termos que explicam o que o LAC é: livro ajustável, conhecimento vivo, patrimônio de conhecimento, infraestrutura de conhecimento.
2. Vocabulário do método LAC
Termos ligados ao modo de transformar uma entrada em conhecimento estruturado: entrada, análise, artefato-base, desdobramento.
2.0. Vocabulário metodológico
Termos que diferenciam abordagem, metodologia, método, processo, pipeline, procedimento, regra, validação e aplicação em domínios concretos.
2.1. Vocabulário de uso do LAC
Termos ligados à aplicação prática do sistema: modelo de uso, jornada, caso de uso, funcionalidade, ator, cenário, artefato produzido, registro, governança e evolução.
3. Vocabulário estrutural
Termos usados para organizar fisicamente e semanticamente o LAC: página, mapa, índice, domínio, subdomínio, fundamentos.
4. Vocabulário de navegação
Termos que ajudam o usuário a se localizar: portal, landing page, breadcrumb, card, chip, modal, índice lateral.
5. Vocabulário de abstração
Termos ligados aos níveis M0, M1, M2 e M3, usados para diferenciar instância, modelo, padrão e princípio.
6. Vocabulário dimensional
Termos ligados às dimensões cognitiva, mental, conceitual, lógica, semântica, representacional, computacional e física.
7. Vocabulário de conhecimento
Termos de modelagem e organização do conhecimento: conceito, relação, tópico, rede, taxonomia, ontologia.
7.1. Vocabulário da Máquina de Conhecimento
Termos que descrevem a especialização do LAC como máquina: máquina, máquina abstrata, computacional, informacional, cognitiva, sociotécnica e de conhecimento; entrada, estado, transição, transformação, saída, controle, feedback, finalidade e ciclo do conhecimento.
8. Vocabulário de aprendizagem
Termos ligados à formação: aprendiz, trilha, objeto de aprendizagem, lacuna, progressão, didática e pedagogia.
9. Vocabulário de artefatos
Termos para produtos gerados ou organizados pelo LAC: página HTML, mapa, README, grafo, prompt, template, plano.
10. Vocabulário dos motores do LAC
Termos ligados aos mecanismos funcionais: motor cognitivo, organização, recomendação, navegação, validação e evolução.
11. Vocabulário de governança
Termos de controle e evolução: regra, critério, padrão, conformidade, versionamento, manutenção e validação.
12. Vocabulário mínimo do LAC
Conjunto essencial de termos necessários para explicar rapidamente o LAC a qualquer pessoa.
13. Vocabulário de visualização e mediação cognitiva
Termos usados para especificar visualizações, simuladores e objetos de aprendizagem: visualização da informação, visualização do conhecimento, modelo mental, ferramenta, interpretação, metacognição e mediação.
14. Vocabulário da natureza do LAC
Termos que explicam a identidade atual do LAC: sistema de conhecimento, sistema sociotécnico, patrimônio vivo, infraestrutura de conhecimento, arquitetura de conhecimento, sistema cognitivo digital, motores e metáforas estruturantes.
15. Vocabulário de jornadas, história e evolução
Termos que organizam experiência, percurso, rotas de leitura, história, sentido, papéis, relacionamentos, follow-up e ciclos de evolução.
16. Vocabulário do ciclo dados–conhecimento–valor
Esta seção consolida os vocábulos usados para explicar como o LAC transforma uma situação e uma necessidade em dados, interpretação, conhecimento, entrega, valor e aprendizagem.
| Vocábulo | Definição no LAC | Pergunta de controle |
|---|---|---|
| Situação | Contexto vivido em que ocorre uma dificuldade, oportunidade, decisão, aprendizagem ou produção. | O que está acontecendo, com quem e em qual contexto? |
| Necessidade de conhecimento | Lacuna entre o que a pessoa compreende ou consegue fazer e o que precisa compreender ou realizar. | O que falta compreender, organizar, preservar, decidir, explicar ou aplicar? |
| Pergunta | Formulação cognitiva que torna a necessidade investigável. | Que pergunta orienta a construção do conhecimento? |
| Dado | Registro codificado de uma observação, medição, ocorrência, atributo ou relação. | O que foi registrado, de onde veio e em qual contexto? |
| Informação | Dado relacionado a contexto, estrutura, pergunta ou finalidade. | Que significado inicial o dado adquire quando contextualizado? |
| Interpretação | Atribuição de sentido orientada por experiência, conceitos, linguagem, modelos e objetivos. | Que leitura está sendo feita e com quais pressupostos? |
| Conhecimento | Compreensão organizada e situada, capaz de orientar interpretação, decisão, ação ou comunicação. | O que a pessoa passa a compreender ou conseguir fazer? |
| Demanda | Compromisso operacional delimitado, com objetivo, usuário, escopo, critérios, limites e entrega possível. | O que o LAC assume fazer neste ciclo? |
| Artefato | Representação material ou digital de parte do conhecimento. | Que forma torna o conhecimento acessível e utilizável? |
| Entrega | Conjunto pactuado de artefatos, limites e orientações colocado à disposição do participante. | O que foi efetivamente entregue? |
| Uso | Aplicação da compreensão em leitura, decisão, ação, explicação, produção ou aprendizagem. | Como a entrega foi utilizada? |
| Valor | Mudança reconhecida na compreensão, ação, decisão, memória, comunicação ou capacidade do usuário. | O que ficou melhor, possível, mais claro ou mais seguro? |
| Aprendizagem | Transformação produzida no participante e no próprio LAC a partir do uso, retorno e interpretação das evidências. | O que foi confirmado, rejeitado, ampliado ou permaneceu incerto? |
Dados não contêm conhecimento pronto; conhecimento emerge da interpretação situada e volta a orientar novos dados, perguntas, decisões e versões do LAC.
17. Vocabulário de contribuições, experimentos e devolutivas
O LAC registra como opiniões, necessidades e retornos percorrem um ciclo rastreável de análise, decisão, alteração e aprendizagem.
| Vocábulo | Definição no LAC | Uso recomendado |
|---|---|---|
| Contribuição | Observação, crítica, pergunta, sugestão, experiência ou evidência oferecida por um participante. | Registrar origem, contexto, conteúdo e autorização de uso. |
| Primeira impressão | Reação inicial do participante antes de explicações complementares do autor. | Avaliar clareza, valor percebido, confusão e interesse espontâneo. |
| Experimento | Teste delimitado de uma hipótese, perfil, necessidade, entrega ou modo de uso. | Usar código, objetivo, participante, critérios e estado. |
| Piloto | Primeira execução controlada de um ciclo completo em contexto real. | Registrar necessidade, demanda, jornada, entrega, uso, retorno e aprendizagem. |
| Evidência | Registro que sustenta ou questiona uma interpretação, hipótese ou decisão. | Distinguir evidência, indício, opinião e hipótese do autor. |
| Retorno | Resposta, silêncio, dúvida, ação, uso, abandono ou nova pergunta após o contato com uma entrega. | Interpretar em relação ao contexto e ao experimento. |
| Devolutiva | Entrega ao colaborador que mostra como sua contribuição foi registrada, interpretada e incorporada. | Usar relatório, síntese, mensagem e knowgrama. |
| Relatório de Aprendizagem da Contribuição | Documento que registra contribuição, interpretação, aprendizagem, decisão, alteração e próximos passos. | Identificar por código RAC-NNN. |
| Knowgrama da contribuição | Representação visual do percurso entre contribuição, aprendizagem, decisão e evolução. | Vincular ao relatório correspondente. |
| Validação de nicho | Série de testes para verificar aderência, clareza, utilidade e valor em um público delimitado. | Não confundir com validação universal do LAC. |
18. Vocabulário da natureza do LAC
A página fundamentos/natureza_do_lac.html introduz uma camada conceitual própria
para explicar o que o LAC é em sua essência. Esta seção registra os principais vocábulos
dessa camada para uso consistente nas páginas futuras.
O LAK é um sistema de conhecimento sociotécnico, operacionalizado por software e IA, que transforma experiência, perguntas e demandas em conhecimento estruturado, aprendizagem, decisão, ação e legado.
| Vocábulo | Definição no LAC | Uso recomendado |
|---|---|---|
| Natureza do LAC | Forma essencial de compreender o LAC antes de detalhar arquitetura, governança, domínios ou implementação. | Usar em páginas fundacionais, sínteses e apresentações conceituais. |
| Livro Ajustável de Conhecimento | Nome público do LAC: um livro expandido, navegável, ajustável e orientado à transformação do conhecimento. | Usar como definição institucional curta do LAC. |
| Sistema de Conhecimento | Organização estruturada de conceitos, relações, modelos, artefatos, trilhas, regras, usos e evolução. | Usar quando o foco estiver na organização e evolução do conhecimento. |
| Sistema Sociotécnico | Sistema formado pela integração entre pessoas, conhecimento, processos, tecnologia, artefatos e contexto de uso. | Usar quando o foco estiver na relação entre atores humanos, software, IA e práticas de conhecimento. |
| Patrimônio Vivo | Conhecimento organizado que permanece útil, pode ser reutilizado e continua evoluindo. | Usar para explicar o sentido de legado ativo, não apenas arquivo histórico. |
| Conhecimento Vivo | Conhecimento sujeito a revisão, ampliação, conexão, aplicação e refinamento contínuos. | Usar para diferenciar o LAC de uma coleção estática de páginas. |
| Infraestrutura de Conhecimento | Base estrutural que suporta organização, navegação, aprendizagem, recuperação, aplicação e evolução do conhecimento. | Usar quando o foco estiver no suporte estrutural do LAC. |
| Arquitetura de Conhecimento | Estrutura que organiza conceitos, relações, domínios, páginas, trilhas, modelos, artefatos e critérios de evolução. | Usar em fundamentos, arquitetura e governança. |
| Ambiente de Aprendizagem | Contexto digital e cognitivo no qual o visitante ou aprendiz consulta, navega, compreende, aplica e evolui conhecimento. | Usar em páginas voltadas a aprendizagem e experiência do usuário. |
| Artefato de Conhecimento | Produto materializado a partir de conhecimento estruturado, como página, infograma, grafo, mapa, trilha, modelo ou objeto de aprendizagem. | Usar para nomear entregas concretas do LAC. |
| Sistema Cognitivo Digital | Visão do LAC como extensão digital de processos cognitivos humanos: observar, relacionar, modelar, lembrar, aprender e agir. | Usar quando a análise envolver cognição, aprendizagem, memória, modelagem e IA. |
| Metáfora Estruturante | Metáfora usada para explicar um aspecto do LAC, como livro, organismo, ecossistema ou sistema nervoso digital. | Usar nas páginas de metáforas e na comunicação com públicos não técnicos. |
| Motor Humano | Ciclo de sentido pessoal do LAC: Vida → Conhecimento → Estrutura → Evolução → Legado. | Usar para explicar o propósito humano e autoral do LAC. |
| Motor Operacional | Ciclo funcional do LAC: Entrada → Estruturação → Navegação → Aprendizagem → Aplicação → Evolução. | Usar para explicar como o LAC opera e transforma entradas em resultados. |
| Legado | Conhecimento preservado, estruturado e reutilizável, capaz de orientar novas leituras, produções e decisões. | Usar quando o foco estiver na permanência e reutilização do conhecimento. |
| Conhecimento organizado por demanda | Princípio segundo o qual o conhecimento é estruturado em função de perguntas, necessidades, problemas ou situações concretas. | Usar como princípio de entrada e orientação do LAC. |
18.1. Vocabulário da Máquina de Conhecimento
Esta seção sincroniza os termos especializados usados em
fundacao/teoria_geral_das_maquinas_lac.html e
fundacao/teoria_da_maquina_de_conhecimento_lac.html.
O Vocabulário do LAC passa a ser a referência terminológica normativa;
as páginas teóricas explicam, relacionam e aplicam os conceitos sem criar definições
concorrentes.
O LAC é Livro Ajustável de Conhecimento na forma de apresentação e Máquina de Conhecimento na forma de funcionamento.
Regra de autoridade terminológica
Vocabulário
Registra a definição controlada, o termo preferencial, o escopo e as distinções necessárias.
Teoria
Explica por que o conceito existe, como se relaciona com outros conceitos e quais fenômenos procura compreender.
Arquitetura e operação
Materializam o conceito em componentes, jornadas, estados, regras, interfaces, dados e tecnologias.
Família conceitual de máquinas
| Termo preferencial | Definição controlada no LAC | Distinção e uso recomendado |
|---|---|---|
| Máquina | Sistema organizado que recebe entradas, assume ou modifica estados, executa transformações segundo regras ou mecanismos de controle e produz saídas orientadas por uma finalidade. | Usar como conceito geral. Não restringir máquina a dispositivo físico. |
| Teoria Geral das Máquinas do LAC | Referencial fundacional que identifica propriedades comuns e dimensões de análise aplicáveis a máquinas físicas, abstratas, computacionais, informacionais, cognitivas, organizacionais, sociotécnicas e de conhecimento. | Usar para fundamentar especializações. Não confundir com uma teoria universal destinada a substituir teorias científicas existentes. |
| Máquina física | Máquina cuja transformação predominante incide sobre matéria ou energia por meio de componentes materiais. | Usar quando a constituição e o efeito físico forem centrais. |
| Máquina abstrata | Modelo formal de estados, símbolos, regras e transições definido independentemente de uma implementação física específica. | Usar para autômatos e outros modelos formais. Não tratar como sinônimo de software. |
| Autômato | Máquina abstrata definida por um conjunto de estados, entradas e regras de transição, usada para descrever ou reconhecer comportamentos formais. | Usar para modelar estados e transições de partes operacionais. Não atribuir automaticamente significado, aprendizagem ou governança ao autômato. |
| Máquina computacional | Máquina que executa transformações sobre dados e instruções por meios computacionais. | Usar quando algoritmos, software, hardware e execução forem centrais. |
| Máquina informacional | Máquina dedicada a registrar, organizar, recuperar, transformar e comunicar dados e informações em determinado contexto. | Usar quando o foco estiver nos fluxos de informação. Não assumir que informação organizada já constitui conhecimento. |
| Máquina comunicacional | Máquina orientada à transmissão, recepção e transformação de mensagens, sinais e relações comunicativas. | Usar quando canais, protocolos, emissores, receptores e mensagens forem predominantes. |
| Máquina cognitiva | Sistema que executa, simula ou apoia funções relacionadas à percepção, memória, aprendizagem, inferência, linguagem ou decisão. | Não implica consciência nem compreensão humana equivalente. |
| Máquina organizacional | Organização analisada como sistema de papéis, atividades, decisões, recursos, regras, controles e resultados. | Usar como lente de análise, reconhecendo autonomia, cultura, conflito e aprendizagem das pessoas. |
| Máquina sociotécnica | Sistema cuja capacidade emerge da interação entre pessoas, conhecimento, processos, regras, tecnologias, artefatos e ambiente. | Termo preferencial quando componentes humanos e técnicos são constitutivos e inseparáveis. |
| Máquina de Conhecimento | Sistema sociotécnico, cognitivo, informacional, semântico e computacional que transforma perguntas, demandas, experiências, documentos e evidências em conhecimento estruturado, representado, validado, utilizável e evolutivo. | Usar como classe especializada. Não reduzir a software, repositório, livro digital, sistema de informação ou agente de IA. |
| Máquina de Conhecimento do LAC | Especialização da Máquina de Conhecimento concretizada no LAC por meio de pessoas, papéis, jornadas, modelos, linguagens, representações, governança, tecnologias e mecanismos de evolução. | Usar quando o referente for especificamente o funcionamento do LAC. |
Elementos do funcionamento da máquina
| Termo | Definição controlada no LAC | Uso recomendado |
|---|---|---|
| Entrada | Elemento recebido pela máquina e submetido ao seu funcionamento, como pergunta, demanda, documento, dado, experiência, problema, hipótese ou evidência. | Usar para o ponto de ativação ou material inicial; não confundir com a página de entrada do site. |
| Estado | Condição reconhecível da máquina, de uma jornada, de um objeto ou do conhecimento em determinado momento. | Usar somente quando a condição puder ser descrita ou observada. |
| Estado do conhecimento | Condição em que um objeto de conhecimento se encontra quanto a elaboração, representação, validação, publicação, uso ou revisão. | Exemplos: hipótese, rascunho, em validação, validado, publicado, em revisão e legado. |
| Evento | Ocorrência interna ou externa capaz de ativar uma operação ou provocar mudança de estado. | Usar quando houver algo reconhecível que dispare uma transição. |
| Transição | Mudança de um estado para outro provocada por evento, condição, decisão, regra ou operação. | Usar na modelagem de jornadas, fluxos e ciclos de vida. |
| Transformação | Modificação aplicada a entradas, estados, estruturas, relações, representações ou capacidades da máquina. | Conceito mais amplo que transição: uma transformação pode conter várias operações e transições. |
| Transformação do conhecimento | Mudança no conteúdo, na estrutura, no significado, na representação, na validação ou na possibilidade de uso do conhecimento. | Usar quando a alteração produzir nova compreensão ou capacidade de ação, não apenas mudança de formato. |
| Operação | Ação elementar, humana ou computacional, executada sobre dados, documentos, conceitos, representações ou estados. | Usar como menor unidade operacional identificada no modelo em questão. |
| Controle | Conjunto de regras, mecanismos ou decisões que orienta, limita, coordena ou corrige o funcionamento da máquina. | Não confundir com governança: controle atua sobre a execução; governança define responsabilidades, critérios e decisões sobre o sistema. |
| Feedback | Informação de retorno sobre resultado, efeito ou uso, empregada para avaliação, correção, aprendizagem ou adaptação. | Termo preferencial em explicações técnicas; “retroalimentação” pode ser usado como equivalente em português. |
| Retroalimentação | Equivalente em português de feedback: retorno de informação ao sistema para influenciar seu funcionamento futuro. | Usar preferencialmente em textos conceituais em português; registrar “feedback” como termo associado. |
| Saída | Resultado produzido pela máquina, como decisão, resposta, representação, entrega, ação, registro ou novo estado. | Não pressupõe qualidade ou validade; a saída ainda pode exigir validação. |
| Finalidade | Propósito, função ou valor de uso que orienta a interpretação do funcionamento da máquina. | Usar para responder por que e para que a máquina existe ou é empregada. |
| Ambiente da máquina | Contexto externo com o qual a máquina troca matéria, energia, informação, ações, restrições ou significados. | Distinguir do ambiente técnico de desenvolvimento, homologação ou produção quando necessário. |
Funcionamento especializado da Máquina de Conhecimento
| Termo | Definição controlada no LAC | Relação principal |
|---|---|---|
| Ciclo do conhecimento | Encadeamento recorrente pelo qual uma entrada é contextualizada, transformada, representada, validada, utilizada, observada e reinserida no sistema como aprendizagem ou nova demanda. | Entrada → Contexto → Transformação → Representação → Validação → Uso → Retroalimentação → Evolução. |
| Representação do conhecimento | Forma textual, visual, simbólica, lógica ou computacional pela qual o conhecimento é exteriorizado, comunicado, armazenado ou processado. | Texto, tabela, knowgrama, HTML, JSON, grafo, banco de dados e interface. |
| Validação do conhecimento | Avaliação da coerência, evidência, completude suficiente, rastreabilidade, aplicabilidade e adequação contextual de um objeto de conhecimento. | Não significa verdade definitiva; registra o atendimento a critérios declarados. |
| Conhecimento utilizável | Conhecimento representado e contextualizado de modo suficiente para orientar compreensão, decisão, aprendizagem ou ação. | É uma saída qualificada da Máquina de Conhecimento. |
| Aprendizagem da máquina | Alteração das capacidades futuras do sistema pela incorporação governada de conceitos, relações, regras, representações, exemplos, critérios ou automações resultantes do uso e do feedback. | Não usar como sinônimo automático de aprendizado de máquina estatístico. |
| Autotransformação do LAC | Capacidade governada de reconhecer lacunas, abrir demandas internas, revisar componentes e consolidar melhorias em seu próprio modelo ou funcionamento. | Não significa autonomia irrestrita nem ausência de responsabilidade humana. |
| Integridade evolutiva | Princípio segundo o qual mudanças locais devem preservar ou melhorar a coerência do LAC como sistema. | Orienta revisão de páginas, termos, relações, arquitetura e governança. |
Distinções obrigatórias
| Não confundir | Distinção controlada |
|---|---|
| Máquina de Conhecimento × livro digital | O livro digital é uma representação publicada; a máquina inclui entradas, transformação, papéis, validação, governança, uso e evolução. |
| Máquina de Conhecimento × repositório documental | O repositório armazena e recupera documentos; a máquina também interpreta, relaciona, representa, valida e produz novos objetos de conhecimento. |
| Máquina de Conhecimento × sistema de informação | O sistema de informação prioriza dados e informação; a máquina enfatiza significado, conhecimento, aprendizagem, aplicação e evolução. |
| Máquina de Conhecimento × autômato | O autômato descreve estados e transições formais; a máquina inclui semântica, contexto, cognição, pessoas e governança. |
| Máquina de Conhecimento × agente de IA | O agente de IA é um componente com capacidades específicas; não constitui sozinho a máquina completa. |
| Transição × transformação | Transição é mudança entre estados; transformação é mudança mais ampla de conteúdo, estrutura, relação, representação ou capacidade. |
| Controle × governança | Controle orienta ou corrige a execução; governança define papéis, autoridade, critérios, decisões, responsabilidades e evolução. |
| Aprendizagem da máquina × aprendizado de máquina | Aprendizagem da máquina, no LAC, é evolução sistêmica governada; aprendizado de máquina é uma família específica de técnicas computacionais baseadas em dados. |
Regra terminológica: usar Máquina de Conhecimento para a classe geral e Máquina de Conhecimento do LAC quando o referente for a concretização específica no LAC. Usar LAC quando o foco estiver no sistema completo ou em sua identidade pública, explicitando a perspectiva quando necessário.
Páginas normativas e explicativas
fundamentos/vocabulario_lac.html— autoridade terminológica e definições controladas.fundacao/teoria_geral_das_maquinas_lac.html— fundamento geral do conceito de máquina.fundacao/teoria_da_maquina_de_conhecimento_lac.html— especialização teórica aplicada ao LAC.fundamentos/modelo_conceitual_referencia_lac.html— posicionamento dos conceitos e relações no modelo de referência.arquitetura/arquitetura_maquina_de_conhecimento_lac.html— futura materialização arquitetural.arquitetura/sistema_operacional_conhecimento_lac.html— funcionamento operacional do conhecimento.
18.2. Vocabulário de jornadas
A partir da evolução recente do LAC, jornada passa a ser uma unidade central de organização da experiência, da aprendizagem e da produção de conhecimento. A jornada nasce de uma pergunta, envolve um papel, organiza um percurso, produz ou transforma artefatos e abre novas possibilidades de continuidade.
Jornada é a unidade de experiência do LAC: uma pergunta ativa um percurso que organiza conhecimento, produz sentido, gera artefatos e prepara a próxima jornada.
| Termo | Definição no LAC | Uso recomendado |
|---|---|---|
| Jornada | Unidade de organização do LAC ativada por uma pergunta e orientada para uma transformação de compreensão, ação ou autoria. | Usar quando o foco estiver no percurso completo da pessoa, e não apenas em uma página, seção ou funcionalidade. |
| Pergunta ativadora | Pergunta, dúvida, necessidade ou inquietação que inicia uma jornada. | Usar na entrada pública, nos exemplos, nas jornadas do visitante e nas jornadas do autor. |
| Percurso | Sequência de etapas, seções, rotas ou estados percorridos durante uma jornada. | Usar para diferenciar a experiência de leitura da simples lista de conteúdos. |
| Rota de leitura | Caminho clicável que orienta o leitor por uma profundidade específica de leitura. | Usar em páginas-jornada com opções como rota rápida, rota de estudo e rota de aprofundamento. |
| Rota rápida | Percurso resumido para compreensão inicial do problema, da ideia-síntese e do próximo passo. | Usar para visitantes com pouco tempo ou em primeiro contato com o tema. |
| Rota de estudo | Percurso intermediário para compreender conceitos, relações, exemplos e aplicação. | Usar para aprendizes, professores, pesquisadores e visitantes que desejam estudar o tema. |
| Rota de aprofundamento | Percurso mais completo, incluindo arquitetura, critérios, governança, relações sistêmicas e páginas derivadas. | Usar para autor, curador, pesquisador ou visitante avançado. |
| Conclusão da jornada | Critério que indica que a necessidade inicial foi atendida ou que um ciclo de compreensão foi concluído. | Usar para orientar fechamento, próximos passos e transição para outra jornada. |
| Próxima jornada | Jornada sugerida após o término da jornada atual. | Usar para manter continuidade sem transformar a página em leitura infinita. |
18.3. História, narrativa e sentido
A história é a camada que dá sentido à jornada. Enquanto a jornada organiza o percurso operacional, a história organiza a transformação percebida ao longo do tempo.
A jornada mostra como percorrer; a história mostra por que o percurso importa.
| Termo | Definição no LAC | Evita confundir com |
|---|---|---|
| História | Narrativa que dá sentido ao percurso realizado em uma jornada, mostrando situação inicial, tensão, descoberta, transformação e continuidade. | Jornada, que é a estrutura operacional do percurso. |
| Narrativa | Forma de organizar acontecimentos, decisões, descobertas e mudanças em uma sequência compreensível. | Descrição estática ou lista de fatos. |
| Sentido | Significado atribuído a uma experiência, página, jornada, artefato ou relação dentro do LAC. | Informação isolada ou dado sem contexto. |
| Contexto narrativo | Situação humana, técnica, educacional, profissional ou institucional que torna a jornada compreensível. | Contexto técnico restrito. |
| Transformação narrativa | Mudança percebida entre o início e o final da história: de dúvida para compreensão, de problema para artefato, de visitante para autor. | Entrega técnica sem mudança de entendimento. |
| Fio condutor | Elemento que mantém coerência entre as partes de uma jornada ou página. | Índice, menu ou sequência arbitrária de seções. |
18.4. Vocabulário arquitetural das jornadas
A Arquitetura Orientada por Jornadas transforma a jornada em unidade arquitetural. Assim, menus, páginas, hashes, artefatos e interações passam a existir para apoiar percursos significativos.
| Termo | Definição no LAC | Onde se materializa |
|---|---|---|
| Arquitetura Orientada por Jornadas | Modelo arquitetural que organiza o LAC a partir de jornadas ativadas por perguntas e percorridas por papéis. | fundamentos/arquitetura_orientada_por_jornadas_lac.html |
| Subsistema de Jornadas | Subsistema responsável por definir, organizar, executar, relacionar, registrar e evoluir jornadas no Sistema LAC. | arquitetura/subsistema_jornadas_lac.html |
| Estado da jornada | Situação atual de uma jornada: iniciada, em percurso, pausada, concluída, derivada ou revisada. | Painel do autor, rotas SPA, registros de evolução e memória de relacionamento. |
| SPA por jornada | Uso de navegação por hash para representar estados, etapas e rotas internas de uma jornada. | #/inicio, #/contexto, #/knowgrama, #/proximo-passo. |
| Template de jornada | Estrutura reutilizável para criar páginas-jornada com cabeçalho, rotas, problema, ideia-síntese, knowgrama, artefatos e próximas jornadas. | Páginas de fundamentos, visitante, autor, aprendizagem e domínios. |
Regra semântica: a jornada não substitui a página, o menu ou a SPA. Ela organiza o sentido do percurso; a página e a SPA materializam esse percurso na interface.
18.5. Papéis nas jornadas
No LAC, uma pessoa não é fixada em um único tipo de usuário. Ela assume papéis conforme a pergunta, a maturidade, o contexto e a jornada que está percorrendo.
| Papel | Definição no LAC | Jornada típica |
|---|---|---|
| Visitante | Pessoa que chega ao LAC com uma pergunta, curiosidade, necessidade ou estranhamento inicial. | Entrar por uma pergunta e reconhecer um caminho de compreensão. |
| Aprendiz | Pessoa que deseja aprender sistematicamente um conceito, domínio, método ou prática. | Percorrer trilhas, exemplos e objetos de aprendizagem. |
| Colaborador | Pessoa que contribui com feedback, caso real, pergunta, crítica, exemplo, validação ou material. | Transformar retorno em melhoria do conhecimento. |
| Autor | Pessoa responsável por criar, integrar, revisar, publicar e evoluir artefatos do LAC. | Jornada do Autor, laboratório, pendências, memória relacional e governança. |
| Curador | Papel dedicado à qualidade, coerência, relação entre páginas, vocabulário, versões e critérios de manutenção. | Revisar, consolidar e integrar conhecimento. |
| Mentor | Papel que apoia outras pessoas a percorrerem jornadas e evoluírem de visitante para autor ou curador. | Acompanhar aprendizagem, autoria e evolução de papéis. |
18.6. Vocabulário de relacionamentos e follow-up
As relações com visitantes, colaboradores e parceiros de validação também fazem parte da evolução do LAC. Elas geram perguntas, evidências, aprendizados, artefatos e novos ciclos de contato.
| Termo | Definição no LAC | Uso recomendado |
|---|---|---|
| Memória de Relacionamentos | Registro estruturado das pessoas, contextos, necessidades, retornos, aprendizados e próximos contatos que influenciam o LAC. | Usar na área privada do autor. |
| Parceiro de evolução | Pessoa que contribui para o amadurecimento do LAC por meio de uma necessidade real, crítica, uso, validação ou exemplo. | Usar em visão institucional ou histórica sem expor dados sensíveis. |
| Contato | Interação registrada com uma pessoa relacionada à construção, validação, uso ou divulgação do LAC. | Usar no acompanhamento operacional do autor. |
| Último contato | Registro cronológico mais recente de uma interação relevante. | Usar para apoiar continuidade e evitar perda de memória operacional. |
| Follow-up | Acompanhamento planejado após um contato, retorno, envio de artefato ou promessa de continuidade. | Usar para planejar próximo envio, conversa ou validação. |
| Aprendizado relacional | Conhecimento gerado a partir de uma interação com outra pessoa. | Usar para transformar conversas em evidências de evolução do LAC. |
Critério de proteção: registros com nomes, datas, contatos, retornos pessoais e promessas de follow-up pertencem à área privada do autor. Versões públicas devem usar descrições gerais e sem dados pessoais.
18.7. Vocabulário de evolução e ciclos
O LAK não é apenas um conjunto de páginas publicadas. Ele evolui por ciclos de pergunta, produção, validação, retorno, revisão, governança e nova publicação.
| Termo | Definição no LAC | Relação com jornada |
|---|---|---|
| Evolução | Mudança planejada ou aprendida no conhecimento, na arquitetura, na interface, no vocabulário ou nos artefatos do LAC. | Toda jornada pode produzir evolução. |
| Ciclo | Sequência completa de trabalho, uso ou aprendizagem que vai da pergunta à revisão ou nova versão. | A jornada pode ser vista como um ciclo de experiência. |
| Próximo salto | Objetivo evolutivo imediatamente posterior ao estado atual do LAC. | Indica a próxima transformação relevante. |
| Marco | Conquista ou decisão relevante que registra mudança de maturidade no LAC. | Ajuda a contar a história da construção do sistema. |
| Versão | Estado consolidado de uma página, artefato, jornada ou subsistema em determinado momento. | Permite comparar evolução entre ciclos. |
| Memória operacional | Registro que ajuda o autor a saber onde parou, o que foi feito, o que falta e qual é o próximo passo. | Ajuda a retomar a jornada sem depender apenas da memória pessoal ou do chat. |
19. Vocabulário mínimo do LAC
O vocabulário mínimo é o núcleo de termos que permite explicar o LAC de forma simples, sem perder sua estrutura conceitual.
| Termo essencial | Por que é essencial |
|---|---|
| LAC | Livro Ajustável de Conhecimento: nome público atual do sistema de conhecimento antes denominado LAC. |
| Patrimônio vivo | Conhecimento organizado, reutilizável e evolutivo, capaz de permanecer útil ao longo do tempo. |
| Sistema sociotécnico | Integração entre pessoas, processos, conhecimento, tecnologia, artefatos e contexto de uso. |
| Metáfora estruturante | Recurso conceitual para explicar o LAC por analogias como livro, organismo, ecossistema ou sistema nervoso digital. |
| Sistema | Vocábulo integrador do LAC: designa o todo organizado, relacional, operacional e evolutivo. |
| Objeto | Unidade de interesse do LAC sobre a qual se aplica leitura, análise, modelagem, projeto, operação, avaliação ou evolução. Pode ser página, conceito, entidade, processo, artefato, dado, sistema, domínio, regra, decisão ou experiência. |
| Lente | Forma controlada de observar, analisar ou agir sobre um mesmo objeto por um aspecto específico, sem misturar todas as dimensões ao mesmo tempo. |
| Ecossistema | Contexto ampliado de atores, tecnologias, conhecimentos e práticas com os quais o LAC interage. |
| Ambiente | Condições físicas, digitais, cognitivas, sociais e operacionais nas quais o LAC é usado e desenvolvido. |
| Projeto | Esforço organizado para conceber, construir, revisar, publicar, manter e evoluir o LAC. |
| Método | Caminho recorrente para transformar entrada em análise, estrutura, artefatos e evolução. |
| Metodologia | Abordagem geral que articula princípios, etapas, critérios, métodos, processos e aplicações em domínios. |
| Metodologia de desenvolvimento de sistemas de conhecimento | Abordagem canônica para transformar entradas de conhecimento em sistemas organizados, aplicáveis, governados e evolutivos. |
| Modelo | Abstração estruturada e simplificada de uma estrutura, relação, funcionamento, objeto ou situação do LAC, construída para compreender, explicar, analisar, prever ou orientar uma ação. |
| Modelo de uso | Representação de uma forma recorrente de aplicar o LAC conforme finalidade, ator, jornada, caso de uso, funcionalidade e artefato produzido. |
| Modelo de desenvolvimento | Abstração estruturada de como o LAC é construído, mantido, refatorado, governado e evoluído. |
| Modelo Relacional de Uso e Evolução do LAC | Representa como uma jornada de uso aciona casos de uso, funcionalidades e artefatos, produzindo registros que alimentam a governança e a evolução do sistema. |
| Dimensão | Recorte analítico usado para observar o sistema por um aspecto específico. |
| Camada | Nível de composição, dependência ou organização arquitetural do sistema. |
| Eixo | Direção de leitura, progressão, variação ou transformação do sistema. |
| Nível | Grau de abstração, profundidade, maturidade ou detalhamento. |
| Entrada | Tudo começa por uma pergunta, texto, problema, imagem, arquivo ou necessidade. |
| Análise | Processo de interpretar a entrada para encontrar conceitos, relações, contexto e estrutura. |
| Conceito | Unidade básica de significado. |
| Relação | Ligação entre conceitos, páginas, áreas, trilhas ou artefatos. |
| Estrutura | Forma organizada que permite compreender, navegar e reutilizar o conhecimento. |
| Página | Unidade concreta de publicação e materialização do conhecimento. |
| Mapa | Representação analítica de uma área, domínio ou tema. |
| Trilha | Caminho orientado de aprendizagem. |
| Domínio | Área de conhecimento organizada pelo LAC. |
| Fundamento | Conceito transversal que sustenta o sistema. |
| Governança | Conjunto de regras e critérios para orientar evolução e coerência. |
| Patrimônio de conhecimento | Conhecimento acumulado que ganha valor por ser preservado, estruturado e reutilizável. |
| Conhecimento vivo | Conhecimento que pode ser revisado, conectado, ampliado e melhorado. |
| Linguagem do LAC | Modo próprio de usar os termos para explicar, estruturar, navegar e orientar ações. |
| Entidade | Tudo aquilo que pode ser distinguido no universo conceitual do LAC. |
| Representação | Forma pela qual um modelo ou conhecimento é expresso: texto, tabela, grafo, Knowgrama, diagrama, notação formal ou outra forma simbólica. |
| Artefato | Materialização concreta de uma representação, como página HTML, arquivo SVG, PNG, PDF, tabela, relatório ou objeto de aprendizagem. |
| Papel | Função desempenhada por uma Pessoa ou agente em determinado contexto, como Autor, Aprendiz, Curador ou Mentor. |
| Estado | Condição temporalmente situada de uma entidade, artefato, processo ou conhecimento. |
19.1. Objeto e lente no LAC
Os termos objeto e lente ajudam o LAC a separar o foco observado do modo de observação. O objeto responde “sobre o que estamos falando?”. A lente responde “por qual aspecto estamos olhando ou agindo?”.
Objeto
É a unidade de interesse do LAC. Pode ser uma página, conceito, entidade, processo, artefato, dado, sistema, domínio, regra, decisão ou experiência. O objeto é aquilo que o LAC observa, descreve, organiza, modela, relaciona, constrói, usa ou transforma.
Lente
É o modo controlado de observar ou agir sobre um objeto. A lente seleciona um aspecto específico — conhecimento, dado, processo, arquitetura, UX, governança, tecnologia, operação ou evolução — para evitar mistura de interpretações.
Objeto é o foco; lente é o modo de olhar, analisar, projetar, operar ou evoluir esse foco.
Exemplo aplicado
| Objeto observado | Lente aplicada | Pergunta orientadora |
|---|---|---|
ficha_tecnica_beijinho.html |
Conhecimento | Que conceitos, critérios e explicações essa ficha explicita? |
ficha_tecnica_beijinho.html |
Transacional | Que dados concretos ela registra? |
ficha_tecnica_beijinho.html |
Informação | Que informações ela apresenta para consulta, controle ou decisão? |
ficha_tecnica_beijinho.html |
UX/UI | A usuária entende, preenche e usa a ficha com clareza? |
ficha_tecnica_beijinho.html |
Governança | Que regra, padrão, versão ou critério essa ficha deve seguir? |
Regra semântica: não confundir objeto com objeto de aprendizagem. Objeto é termo amplo. Objeto de aprendizagem é um tipo específico de objeto educacional usado para apoiar aprendizagem.
20. Relação com áreas de conhecimento humano
No contexto das áreas de conhecimento humano, o vocabulário faz parte principalmente da Ciência da Informação, especialmente da Organização do Conhecimento.
Também se relaciona fortemente com Linguística, Terminologia, Ontologia, Engenharia do Conhecimento e Educação.
| Área de conhecimento | Como trata o vocabulário |
|---|---|
| Linguística | Estuda palavras, significados, usos, linguagem e comunicação. |
| Terminologia | Organiza termos técnicos de uma área especializada. |
| Ciência da Informação | Usa vocabulários para indexar, classificar, recuperar e organizar informação. |
| Organização do Conhecimento | Estrutura conceitos, termos, relações, categorias, taxonomias e ontologias. |
| Engenharia do Conhecimento | Usa vocabulários para modelar conhecimento, regras, conceitos e sistemas inteligentes. |
| Ontologia | Formaliza conceitos, entidades, relações e significados de um domínio. |
| Educação / Didática | Usa vocabulário para orientar aprendizagem e compreensão progressiva. |
Posição mais precisa no LAC: o vocabulário pertence à Organização do Conhecimento e funciona como camada semântica de padronização, explicação e conexão.
21. Vocabulário como Sistema de Organização do Conhecimento
O vocabulário do LAC não deve ser tratado apenas como lista de palavras. Ele faz parte de uma estrutura maior: um Sistema de Organização do Conhecimento.
| Elemento | Função | Possível aplicação no LAC |
|---|---|---|
| Glossário | Explica termos. | Ajuda visitantes, aprendizes e autores a compreenderem palavras usadas no LAC. |
| Vocabulário controlado | Padroniza os termos aceitos. | Evita duplicidade e inconsistência na nomeação de páginas, seções, áreas e conceitos. |
| Taxonomia | Organiza termos em hierarquias. | Ajuda a estruturar domínios, subdomínios, tópicos e categorias. |
| Tesauro | Relaciona termos mais amplos, específicos e associados. | Melhora navegação semântica, busca, conexão entre páginas e rede de tópicos. |
| Ontologia | Define conceitos, entidades, relações e regras de significado. | Apoia modelagem de conhecimento, grafos, motores cognitivos e validação conceitual. |
| Modelo conceitual | Representa a estrutura de conhecimento de um domínio. | Ajuda a transformar temas em mapas, trilhas, páginas e artefatos derivados. |
22. Critérios de uso do vocabulário
O vocabulário deve orientar a criação e revisão de páginas do LAC. Para isso, cada termo importante precisa ser avaliado antes de virar padrão.
Quando criar um termo novo?
Quando o conceito ainda não estiver bem representado pelo vocabulário existente, ou quando uma nova área, domínio, artefato ou função do LAC precisar ser nomeada com precisão. Antes disso, verificar se o termo já pode ser tratado como entidade, relação, critério, processo, camada, eixo, nível, área ou domínio.
Quando padronizar um termo?
Quando o mesmo conceito aparecer em várias páginas com nomes diferentes, ou quando um termo começar a ter papel estrutural, técnico ou institucional.
Quando ajustar a linguagem?
Quando a explicação estiver tecnicamente correta, mas difícil de entender; quando um texto precisar ser adaptado para visitante, aprendiz, autor, governança ou domínio; ou quando a forma de explicar não estiver coerente com o método do LAC.
Quando evitar um termo?
Quando ele gerar ambiguidade, conflito com outro termo já adotado, excesso de tecnicismo para o público-alvo ou desalinhamento com a arquitetura do LAC.
Quando levar um termo para a Governança?
Quando o termo afetar padrões de nomeação, estrutura de pastas, navegação, classificação de domínios, arquitetura do sistema ou critérios de evolução.
Um termo pode começar como hipótese no espaço do Autor, ser testado em páginas ou artigos, amadurecer em Fundamentos e depois ser regulado pela Governança como vocabulário controlado.
23. Visualização da informação, visualização do conhecimento e mediação cognitiva
As páginas especificacao_visualizacao_conhecimento.html e
simulador_nervo_eletrônico_Interativo.html acrescentam ao vocabulário do LAC
um conjunto de termos ligados à transformação de fenômenos, dados e sinais visuais em conhecimento interpretável.
A visualização mostra informação; o conhecimento surge quando essa informação é interpretada em relação a uma intenção, um modelo mental e um contexto de aprendizagem.
| Termo | Definição no LAC | Exemplo aplicado |
|---|---|---|
| Visualização da informação | Representação visível de dados, sinais, componentes, cores, gráficos, fluxos, mapas ou relações. | No simulador do nervo: circuito, corrente, cores e gráfico. |
| Visualização do conhecimento | Visualização orientada à compreensão de padrões, relações, ciclos, estruturas, causas e princípios. | Compreender o ciclo estímulo → resposta → recuperação → repetição. |
| Especificação da visualização | Registro explícito da intenção, fenômeno, modelo mental, ferramenta, elementos visuais, interação, interpretação e conhecimento esperado. | fundamentos/especificacao_visualizacao_conhecimento.html. |
| Modelo mental | Estrutura interna que orienta como um fenômeno será pensado, representado e interpretado. | Transformar algo invisível em algo visível. |
| Fenômeno invisível | Fenômeno que não pode ser observado diretamente na situação comum de aprendizagem, mas pode ser representado por modelo, simulação ou visualização. | O disparo elétrico de um nervo dentro do corpo. |
| Representação observável | Forma visível, manipulável ou navegável usada para tornar um fenômeno compreensível. | Circuito eletrônico, gráfico, mapa, grafo, tabela ou painel. |
| Interpretação | Leitura orientada que transforma o que aparece na tela em significado. | Reconhecer repouso, estímulo, disparo e recuperação nos ciclos do gráfico. |
| Mediação cognitiva | Uso de ferramentas, modelos, linguagem, simulações e visualizações para apoiar a construção de compreensão. | IA + Falstad + HTML como instrumentos para construir o objeto de aprendizagem. |
| Ferramenta cognitiva | Recurso usado para pensar, modelar, visualizar, testar ou explicar uma ideia. | IA, simulador Falstad, D3.js, HTML, tabelas, mapas e grafos. |
| Reflexão metacognitiva | Reflexão sobre o próprio processo de aprender, modelar, representar, interpretar e construir conhecimento. | Perceber que o aprendizado não foi apenas sobre nervos, mas sobre transformar intenção em representação interpretável. |
Cadeia canônica da visualização no LAC
Página de fundamento
especificacao_visualizacao_conhecimento.html define o vocabulário e o modelo de especificação para visualizações do LAC.
Página aplicada
simulador_nervo_eletrônico_Interativo.html aplica esse vocabulário a um objeto de aprendizagem baseado em modelo e simulação.
Regra semântica: não tratar visualização como sinônimo de conhecimento. A visualização apresenta informação organizada; o conhecimento é construído pela interpretação orientada, pela relação com o modelo mental e pela aplicação em um contexto.
24. Páginas derivadas recomendadas
A família da Máquina de Conhecimento usa este vocabulário como fonte terminológica normativa. As páginas abaixo devem apontar para os verbetes desta página em vez de manter glossários independentes.
Esta página é a página conceitual principal. Depois dela, o LAC pode criar páginas derivadas para aprofundar partes específicas do vocabulário e da linguagem.
| Página sugerida | Papel | Prioridade |
|---|---|---|
fundacao/teoria_geral_das_maquinas_lac.html |
Fundamentar o conceito geral de máquina e suas principais especializações. | Alta — página canônica já criada |
fundacao/teoria_da_maquina_de_conhecimento_lac.html |
Especializar a teoria geral para a Máquina de Conhecimento do LAC, usando as definições normativas desta página. | Alta — página canônica já criada e sincronizada |
arquitetura/arquitetura_maquina_de_conhecimento_lac.html |
Materializar componentes, interfaces, estados, fluxos, controles, agentes e repositórios da máquina. | Alta — próxima derivação arquitetural |
fundamentos/glossario_ola.html |
Explicar termos em ordem alfabética. | Alta |
fundamentos/vocabulario_controlado_ola.html |
Registrar termos aceitos, termos preferenciais e termos a evitar. | Alta |
fundamentos/linguagem_lac.html |
Aprofundar a forma de comunicação, explicação e orientação usada pelo LAC. | Média, quando a linguagem ganhar autonomia como tema |
fundamentos/metodologia_desenvolvimento_sistemas_conhecimento.html |
Registrar a página canônica da metodologia de desenvolvimento de sistemas de conhecimento, diferenciando metodologia, método, processo, pipeline, regra e aplicação em domínios. | Alta — página canônica já criada |
fundamentos/especificacao_visualizacao_conhecimento.html |
Registrar a especificação das visualizações da informação e do conhecimento: intenção, modelo mental, ferramentas, elementos visuais, interpretação e conhecimento esperado. | Alta — página canônica já criada |
fundamentos/simulador_nervo_eletrônico_Interativo.html |
Aplicar o vocabulário de visualização e mediação cognitiva em um objeto de aprendizagem sobre modelo, simulação e conhecimento. | Alta — aplicação concreta já criada |
fundamentos/taxonomia_ola.html |
Organizar termos em hierarquias e categorias. | Média |
fundamentos/tesauro_ola.html |
Relacionar termos amplos, específicos e associados. | Média |
fundamentos/ontologia_ola.html |
Formalizar conceitos, entidades, relações e regras de significado. | Alta, se o foco for grafo e motores cognitivos |
arquitetura/modelo_relacional_uso_e_evolucao_ola.html |
Representar a cadeia Jornada → Caso de uso → Funcionalidade → Artefato → Governança e Evolução, deixando claro que ela não substitui o processo completo de desenvolvimento do LAC. | Alta |
governanca/regras_vocabulario_lac.html |
Definir regras para criação, alteração e padronização de termos. | Alta, quando o vocabulário começar a orientar manutenção |
governanca/controle_conceitual_vocabulario_lac.html |
Registrar a regra de controle para diferenciar dimensão, camada, eixo, nível, área, domínio, processo e sistema. | Alta, se o crescimento do vocabulário passar a impactar arquitetura e governança |
fundamentos/vocabulario_e_organizacao_conhecimento.html |
Aprofundar a relação entre vocabulário, glossário, taxonomia, tesauro e ontologia. | Média |
25. Síntese atual do vocabulário do LAC
O Vocabulário do LAC é o léxico controlado da Base Semântica do LAC: nomeia e define os elementos que a Ontologia classifica e relaciona, enquanto a Linguagem do LAC estabelece como esses termos são combinados para produzir sentido, navegação, aprendizagem, decisão e evolução rastreável.
Esta página funciona como vocabulário controlado alinhado à Ontologia do LAC v1.1 e como ponto de articulação entre terminologia, linguagem, taxonomia, tesauro, organização do conhecimento e governança semântica.