Projeto LAC · MCR-CON-LAC · Proposta v1.3 · 20/10/2026

Modelo Conceitual de Referência do Conhecimento

Conhecer, representar, justificar, compartilhar, aprender, aplicar e revisar.

1. Finalidade e escopo

Oferecer uma base comum para organizar e relacionar o conhecimento no LAC, distinguindo o que é conhecido, quem conhece, como se representa, com que sustentação e em quais condições se utiliza.

Definição operacional: conhecimento é compreensão ou capacidade de interpretar, explicar ou agir em relação a um referente, situada em sujeitos e práticas, cuja sustentação, adequação e limites podem ser examinados.

Proposta para validação humana

O modelo abrange conhecimento conceitual, procedimental, experiencial e tácito. Essas perspectivas podem coexistir. Não exige que todo conhecimento derive de pesquisa formal nem que todo saber seja integralmente verbalizável.

Dois planos complementares: o conhecimento humano envolve compreensão e capacidade; a organização do LAC usa Objetos de Conhecimento identificáveis para estruturar, relacionar e representar conteúdos. O objeto organizado pode conter afirmações provisórias ou contestadas.

Distinção central: um arquivo armazena uma representação. A compreensão do leitor e sua capacidade de agir precisam de evidências próprias. Dados, informação e conhecimento não formam uma escada automática.

Distinções estruturantes do modelo

As definições abaixo harmonizam as fontes anexadas com a primeira versão desta página. A mudança de terminologia é uma decisão proposta para revisão, sem alterar os arquivos-fonte.

ElementoDefinição adotada nesta propostaConsequência
ReferenteEntidade, fenômeno, situação ou processo a que o conteúdo se refere.Pode originar vários recortes e objetos organizados.
Objeto investigado ou conhecidoRecorte do referente adotado para compreender, investigar ou agir.Não confundir com a unidade semântica registrada no LAC.
Objeto de Conhecimento do LACUnidade semântica identificável, estruturada e evolutiva, com identidade própria na Malha.Reúne conceitos, relações, contexto, fontes, evidências e representações.
RepresentaçãoExpressão selecionada do objeto em uma linguagem ou suporte.Alterar o HTML não muda necessariamente a identidade do objeto.
JornadaComposição intencional de objetos, relações, representações e atividades para uma finalidade.Planeja e contextualiza um percurso sem ser proprietária dos objetos.
NavegaçãoPercurso efetivamente realizado pelo participante.Registra escolhas, desvios, retornos e resultados observáveis.
Experiência do participanteVivência cognitiva e prática durante o percurso.Não pode ser reduzida a cliques ou inferida automaticamente dos logs.

Na v1.0, “Objeto de conhecimento” designava somente o recorte do referente e “Jornada” designava a experiência vivida. A v1.1 separa essas acepções e adota as distinções presentes nos anexos específicos do LAC.

2. Knowgrama do Conhecimento no LAC — visão estrutural e complementos v1.3

Visão estrutural do Conhecimento no LAC: Objeto de Conhecimento, Malha, Jornada, Navegação, representações e governança; relações entre sujeito, contexto, referente e objeto, conhecimento, representação, aprendizagem, aplicação, fontes, evidências e avaliação, sob proveniência e governança humana.
Figura 1 — Knowgrama do catálogo de 59 entidades da v1.2, mantido como visão de base. A v1.3 contém 71 entidades; os 12 complementos de gestão e a relação avaliação–decisão–ação estão explicitados no painel explorável e na seção de gestão. A imagem não representa sozinha todo o catálogo v1.3. Clique na imagem para ampliá-la.

Explore os conceitos e relações

Referente: conhecimento e sua organização no LAC. Objetivo: distinguir conhecer, organizar, representar e usar. Contexto: sistema sociotécnico com governança humana.

Selecione um conceito para explorar sua definição.
Método de construção e limites do knowgrama

Persona: aprendiz, autor, curador, pesquisador e projetista. Problema resolvido: distinguir o conhecimento humano da sua organização, representação e circulação no LAC. Modelo mental pretendido: uma rede de objetos reutilizáveis, contextualizados e revisáveis.

Pré-requisitos: conceito, relação e evidência, explicados no glossário. Evidência de compreensão: identificar o mesmo objeto em duas representações e distinguir Jornada de Navegação. Restrição: síntese, sem esgotar epistemologia nem especificar uma tecnologia. Proveniência: oito anexos do autor, MCR-PES-LAC e decisões de harmonização registradas nesta página. Revisão humana pendente.

3. Catálogo de entidades

4. Relações e cardinalidades propostas

Restrições de registros estruturados, sujeitas à validação humana. Mínimos podem depender da etapa do ciclo. Navegação livre é admitida, sem Jornada previamente selecionada.

OrigemPredicadoDestinoRestrições propostas
Objeto de Conhecimentorefere-se aObjeto investigado ou conhecido1..N recortes por objeto; 0..N objetos por recorte
Objeto investigado ou conhecidorecortaReferente1..N referentes por recorte; 0..N recortes por referente
MalhaintegraObjeto de Conhecimento0..N objetos por Malha; 1 Malha LAC por objeto integrado
Objeto de ConhecimentopossuiRepresentação0..N representações por objeto em elaboração; 1..N ao publicar; 1..N objetos por representação composta
Objeto de ConhecimentoreúneConceitos, relações e contextoAo integrar: pelo menos 1 conceito e 1 contexto; relações revisadas conforme escopo
Jornadareferencia e contextualizaObjeto de Conhecimento1..N objetos por Jornada estruturada; 0..N Jornadas por objeto
Navegaçãopode realizarJornada0..1 Jornada por sessão de navegação; 0..N sessões por Jornada
SujeitorealizaNavegação1..N participantes por sessão; 0..N sessões por sujeito
NavegaçãoproduzRegistro de uso ou resultado0..N registros por sessão; 1 sessão de origem por registro direto
Registroé interpretado comoEvidência0..N usos como evidência por registro; 1..N registros por evidência composta
Afirmaçãoé sustentada ou contestada porEvidência0..N evidências por afirmação; 0..N afirmações por evidência
Evidênciatem origem emFonte1..N fontes por evidência; 0..N evidências por fonte
Conceitoé nomeado porTermo1..N termos por conceito registrado; 1..N conceitos por termo, com sentido contextual
ClassificaçãoassociaObjeto, faceta e categoriaCada atribuição: 1 objeto, 1 faceta e 1 categoria; objeto pode ter 0..N atribuições
Versãoé versão deObjeto, relação ou representação1 entidade por versão; 1..N versões por entidade versionada
AvaliaçãoexaminaAfirmação, relação ou representação1..N alvos por avaliação; 0..N avaliações por alvo
Máquina de Conhecimentoapoia operações sobreMalhaInterface operacional proposta; não implica implementação existente
Knowgramaé um tipo deRepresentaçãoEspecialização conceitual, não cardinalidade
JornadaincluiAtividade1..N atividades por Jornada estruturada; 0..N Jornadas por atividade reutilizável
Sujeitoparticipa deAtividade1..N participantes por execução; 0..N execuções por sujeito
Execução de atividadeproduzResultado observado0..N resultados registrados; 1 execução de origem por registro direto
InferênciautilizaPremissa e procedimento1..N premissas e 1 procedimento ou modelo identificável por inferência registrada
InferênciapropõeAfirmação1..N conclusões por inferência; 0..N inferências por afirmação
ExplicaçãoexplicitaAfirmação, decisão ou resultado1..N alvos por explicação; 0..N explicações por alvo
FeedbackcomparaProdução observada e critério1..N produções e 1..N critérios por retorno avaliativo
Afirmação ou relaçãopode declararIncerteza ou pressuposto0..N registros por alvo; cada registro identifica seu alvo e contexto
Contribuição colaborativaé atribuída aSujeito1..N responsáveis identificados por contribuição
Indicadorexamina aspecto deProcesso, uso, aprendizagem ou aplicação1 finalidade explícita por definição; 0..N observações ao longo do tempo
DemandamotivaObjetivo de uso1..N objetivos por demanda estruturada; 1..N demandas por objetivo compartilhado
Objetivo de usoorienta seleção deObjeto, representação ou Jornada1..N alvos por objetivo aplicado; 0..N objetivos por alvo
ParticipaçãovinculaSujeito e papel em contexto1 sujeito, 1 papel e 1 escopo por participação; sujeito pode ter 0..N participações
Responsabilidadeé atribuída aParticipação1 participação responsável por atribuição; 0..N responsabilidades por participação
Avaliaçãopode fundamentarDecisão0..N decisões por avaliação; 0..N avaliações por decisão; toda decisão tem fundamento registrado
Decisãoé assumida porParticipação humana responsável1 responsável principal por decisão; colaboradores ou aprovadores adicionais identificados
Decisãoautoriza ou propõeAção de gestão0..N ações por decisão; 1 decisão autorizadora por execução formal registrada
Ação de gestãoafetaObjeto, relação, representação ou condição de uso1..N alvos por ação; 0..N ações por alvo
Ação executadageraEvento de transição ou registro de manutenção1..N registros por execução concluída; sem exigir mudança de versão em manutenção sem alteração
CompartilhamentodisponibilizaRepresentação para público e objetivo1..N representações, 1 público definido e 1..N objetivos por registro de compartilhamento
ReutilizaçãoreferenciaObjeto e versão1 objeto e versão identificada por registro; 0..N reutilizações por versão
PreservaçãomantémRegistros da memória de conhecimento1..N registros por ação de preservação; 0..N ações ao longo da vida do registro

As relações devem possuir direção, contexto, justificativa e, quando necessário, validade temporal, fonte e versão. “É tipo de” e “faz parte de” não são intercambiáveis.

Malha, Jornada, Navegação e experiência

Malha

Mantém objetos e relações reutilizáveis, independentemente de um percurso particular.

Jornada

Seleciona um recorte da Malha, objetivos, representações, atividades e evidências esperadas.

Navegação

Registra o percurso real, inclusive desvios, retornos e escolhas.

Experiência

Inclui compreensão, dúvida, esforço e descoberta, examinados com atividades, relatos e resultados adequados.

A Jornada referencia objetos, sem ser proprietária deles. Reutilizar o mesmo objeto em outra Jornada não exige duplicar sua identidade. Logs são registros de uso; sua interpretação como evidência de aprendizagem exige critérios e resultados adicionais.

Rede, grafo e implementação

A rede descreve conexões semânticas. Um grafo as formaliza ou materializa com nós, arestas e propriedades. JSON, RDF, D3.js, banco relacional ou banco de grafos são escolhas de representação e implementação; nenhuma delas é condição para a existência conceitual da Malha.

Máquina de Conhecimento

Apoia captura, transformação, consulta, seleção de subgrafos, composição de Jornadas, registro de Navegação e revisão. Capacidades aqui descritas são interfaces conceituais propostas; esta página não demonstra sua implementação. Julgamento, autoria e autorização permanecem atribuídos a responsáveis humanos.

Tipos de conhecimento como facetas

Um objeto admite múltiplas classificações. Toda atribuição deve declarar a dimensão utilizada, sua finalidade e justificativa. As categorias abaixo são um conjunto inicial, não uma taxonomia universal.

FacetaCategorias ilustrativasUso
ConteúdoFactual, conceitual, procedimental, metacognitivoIdentificar o que deve ser compreendido ou executado.
FinalidadeDeclarativo, procedimental, condicionalDistinguir saber o quê, como, quando e por quê.
Forma de explicitaçãoTácito, explícito, implícitoEscolher estratégias de explicitação, observação e compartilhamento.
Sujeito ou âmbito socialIndividual, coletivo, organizacionalIdentificar quem conhece ou sustenta a prática.
Origem ou modo de produçãoExperiencial, científico, técnico, documentalRegistrar como foi produzido; categorias podem se sobrepor.
AplicaçãoTeórica, prática, normativa, operacional, estratégicaOrientar a seleção de atividades e representações.

“Procedimental” pode aparecer em mais de uma dimensão: a atribuição deve identificar sua faceta. “Contestado”, “histórico” e “publicado” são tratados nesta proposta como estados ou condições do ciclo, não como tipos da mesma hierarquia.

Exemplo: OC-PLAC-001 é conceitual quanto às regras, procedimental quanto à implementação e condicional quanto à decisão de aceitar um comando; parte de sua representação é explícita.

Aquisição, transformação e integração

Demanda → aquisição → interpretação → transformação → avaliação → integração → uso → novas evidências → revisão. É uma referência iterativa, com retornos e atividades simultâneas.

OperaçãoRegistro necessárioPossível resultado
Receber entradaOriginal, origem, autoria, data e condiçõesPergunta, fonte, observação ou dado preservado.
InterpretarSentido atribuído, contexto e ambiguidadesConceitos ou afirmações candidatos.
InferirPremissas, método e justificativaConclusão proposta, distinguível do conteúdo da fonte.
TransformarO que mudou e qual significado deve ser preservadoTexto, tabela, modelo, knowgrama ou grafo.
AvaliarCritérios, evidências, limites e responsávelDecisão favorável, objeção ou revisão.
IntegrarIdentidade, relações e versões afetadasNovo objeto, nova versão, relação, representação ou evidência.

Conversões e seus limites

Socialização, externalização, combinação e internalização, presentes nos anexos, descrevem movimentos possíveis entre experiência e explicitação. Não constituem etapas rígidas nem garantem aprendizagem. Externalizar produz uma representação parcial; internalizar exige apropriação por prática e reflexão.

Regra de fidelidade: converter texto em knowgrama, JSON ou grafo requer verificar perdas, simplificações e mudança de contexto. Preservar a distinção entre citação, interpretação, inferência e decisão.

Construção, inferência, explicação e feedback

Uma atividade mobiliza conhecimentos e produz resultados. Esses resultados são interpretados segundo critérios; inferências propõem conclusões; explicações mostram seu encadeamento; feedback orienta o participante e pode provocar revisão. Nenhuma passagem é automática.

Atividade

Definir objetivo, participante, recursos, condições e produção esperada.

Resultado e evidência

Preservar o registro observado; declarar qual afirmação ele sustenta ou contesta e por quais critérios.

Inferência

Indicar premissas, regra ou modelo, conclusão e limites. Distinguir dedução, generalização e hipótese quando necessário.

Explicação

Mostrar por que uma conclusão ou decisão foi proposta, com linguagem adequada ao participante.

Feedback

Comparar produção e critérios e indicar uma próxima ação concreta, sem reduzir o participante a uma pontuação.

Revisão

Decidir se o retorno exige alterar compreensão, atividade, afirmação, objeto, representação ou Jornada.

Explore a suficiência de um registro

Selecione um cenário didático. O painel oferece perguntas de revisão, sem atribuir validade automática.

Incerteza e explicação rastreáveis

CampoO que registrar
AlvoIdentificador da afirmação, relação ou decisão examinada.
Lacuna ou divergênciaO que ainda não foi observado ou por que as fontes divergem.
Premissas e pressupostosCondições admitidas e sua sustentação.
Procedimento de inferênciaRegra, método ou modelo e passos relevantes.
Conclusão e alcanceO que se pode afirmar e para quais condições.
Grau de sustentaçãoDescrição justificada; número apenas quando houver método de estimativa definido.
Próximo exameTeste, fonte ou atividade que pode reduzir a incerteza.

Uma explicação plausível ou fluente não garante uma conclusão correta. Na participação da IA, registrar fontes e justificativas verificáveis; não exigir nem presumir acesso ao raciocínio interno do sistema.

Do registro à aprendizagem

Experiência → reflexão → conceituação → nova experimentação é um percurso possível apresentado pelo anexo. Pode orientar uma atividade, com retornos e outras sequências. Não constitui uma lei universal nem justifica classificar pessoas em estilos fixos de aprendizagem.

Dimensões humanas, colaboração e gestão

Estas perspectivas complementam as facetas de classificação do conteúdo e podem atravessar qualquer objeto, atividade ou Jornada.

DimensãoPergunta orientadoraRegistro ou apoio possível
CognitivaO participante compreende, explica, aplica e reconhece seus limites?Produção, explicação, desempenho em caso novo e reflexão.
SocialQuem contribui, negocia significados e revisa?Autoria das contribuições, decisões e feedback entre participantes.
CulturalQue linguagem, valores e práticas influenciam a interpretação?Termos, pressupostos e condições de tradução ou contextualização.
PráticaEm que situação o conhecimento é mobilizado e com que resultado?Condições da tarefa, observação e lição aprendida.

Métodos de aquisição e registros

Método ou recursoProdução possívelLimite a examinar
EntrevistaRelato, decisões e heurísticas de um participanteMemória seletiva, interpretação e influência das perguntas.
ObservaçãoRegistro da execução, condições e ocorrênciasViés do observador e situações não observadas.
Revisão documentalTrechos, conceitos, versões e posições de fontesAtualidade, contexto e rastreabilidade das referências.
Prototipação e experimentoCasos, medições e resultados de testeRepresentatividade e condições da execução.
Diagramas e mapeamentoRepresentações usadas para elicitar ou conferir relaçõesNão são, por si, fontes independentes nem provas do conteúdo.

Compartilhar e reutilizar

Uma pessoa, comunidade, Jornada ou sistema pode utilizar objetos compartilhados. Reutilização exige identificador, versão, contexto, permissões aplicáveis e condições de interpretação. Disponibilizar uma representação não garante transferir integralmente o conhecimento tácito nem a compreensão.

Gestão do conhecimento: objetivos orientam prioridades; competências indicam capacidades necessárias; comunidades de prática apoiam colaboração; lições aprendidas preservam experiências; governança define responsabilidade. Essas são interfaces do modelo, sem impor uma estrutura organizacional única ao LAC.

Métricas: processo, uso, aprendizagem e aplicação

Todo indicador requer finalidade, unidade, período, método, responsável e limites. As famílias abaixo não são equivalentes e devem permanecer separadas na avaliação.

FamíliaExemplo de indicadorO que permite examinarO que não demonstra isoladamente
ProcessoTempo entre submissão e revisão, com datas definidasFuncionamento do fluxo editorial ou de curadoria.Qualidade conceitual ou aprendizagem.
Uso e participaçãoSessões, atividades realizadas e contribuições identificadasAdoção e padrões de interação.Compreensão ou competência.
AprendizagemResolução de casos novos, explicação e comparação com critérioDesempenho e possíveis mudanças na compreensão.Transferência universal ou retenção de longo prazo.
Aplicação e impactoErros ou retrabalho em tarefas comparáveis, antes e depoisUtilidade em um contexto e sob condições registradas.Causalidade atribuível apenas ao LAC, sem desenho de avaliação adequado.
PercepçãoSatisfação e dificuldade relatadasExperiência declarada pelo participante.Desempenho ou aprendizagem comprovados.

O anexo menciona aumento de retenção de “até 60%”, mas não identifica o estudo correspondente no trecho. Esse número não foi adotado como evidência ou meta nesta página.

Gestão: da demanda à decisão e à continuidade

O modelo organiza entidades e restrições; a gestão utiliza essas estruturas para priorizar necessidades, orientar uso, avaliar resultados e decidir intervenções. A decisão pode determinar manutenção, nova revisão, publicação, substituição ou preservação.

Relação central: evidência pode motivar avaliação → avaliação fundamenta decisão → participação humana responsável assume a decisão → ação autorizada é executada → evento registra efeitos e proveniência. Nem toda avaliação exige mudança e nem toda mudança gera uma nova identidade.
EtapaRegistro mínimoLimite
Demanda e objetivoOrigem, participante, necessidade, contexto e resultado pretendidoNão organizar conteúdo sem finalidade identificável.
Participação e responsabilidadeSujeito, papel, escopo, período e atribuiçõesUma pessoa pode acumular papéis; distinguir suas atuações.
AvaliaçãoAlvo e versão, critérios, evidências, limites e conclusãoA avaliação não equivale automaticamente a aprovação editorial.
DecisãoResponsável humano, data, alternativas, fundamento, resultado e alcanceUma recomendação da IA não autoriza a execução por si só.
AçãoTipo, alvo, autorização e situação: proposta ou executadaRegistrar decisão não executa publicação nem substituição.
Evento e memóriaAntes e depois, execução, data, responsável, justificativa e sucessor quando houverPreservar rastreabilidade e sinalizar vigência.

Explore uma decisão possível

Compartilhamento, reutilização e memória

Compartilhar torna uma representação ou experiência acessível para um público e finalidade. Reutilizar mobiliza um objeto existente em outra situação, preservando identidade, versão e contexto. Preservar mantém registros e vínculos necessários à continuidade, sem confundir arquivo histórico com orientação vigente.

Não se exige extrair integralmente o conhecimento tácito de uma pessoa. Prática acompanhada, mediação e experiência continuam relevantes. Indicadores de rastreabilidade, busca e retrabalho devem declarar método e condições, sem se tornarem medidas automáticas de aprendizagem.

Consultar Gestão do Conhecimento no LAC — nome canônico definido por Walter. O link pressupõe a página em /conhecimento/gestao_conhecimento_lac.html.

5. Ciclo de vida, estados e transições

O Objeto de Conhecimento pode manter sua identidade enquanto conteúdos, relações, representações e versões evoluem. O modelo separa atividade de trabalho, avaliação, publicação e vigência para evitar um único campo de status ambíguo.

DimensãoValores ilustrativosPergunta
TrabalhoIdentificado, em elaboração, em revisãoQue atividade está ocorrendo?
AvaliaçãoProposta, em avaliação, validada no escopo, contestada, rejeitada no escopoCom que sustentação e critérios?
DisponibilizaçãoRascunho, publicada, acesso restrito, retiradaOnde e para quem a versão está disponível?
VigênciaAtual, substituída, descontinuadaEsta versão deve orientar o uso atual?
Uso e preservaçãoEm uso: registros de ativação; histórica: finalidade de preservaçãoComo é utilizada ou conservada?

Estado da avaliação de uma afirmação

“Substituída” pertence à vigência e não aparece entre os estados de avaliação.

Eventos e condições propostas

EventoCondiçãoRegistro resultante
Submeter à avaliaçãoVersão candidata identificada, com contexto e critériosAvaliação iniciada e responsável identificado.
Validar no escopoCritérios atendidos e justificativa registradaDecisão datada, escopo e evidências vinculados.
PublicarVersão aprovada conforme política aplicável e autorização humanaCanal, público, versão e data de publicação.
RevisarMudança, erro, contraexemplo ou retorno de uso identificadoMotivo e impacto; versão de trabalho sem apagar a anterior.
SubstituirSucessor identificado e decisão justificadaVínculo entre versões, recomendação atual e histórico.
Descontinuar e preservarUso atual não recomendado; decisão e condições explicitadasSinalização de descontinuação e preservação histórica quando necessária.

Todo evento relevante registra origem, destino, responsável, data, justificativa, evidências e versões. Publicação não prova validade permanente; contestação pode coexistir com disponibilidade, exigindo sinalização e decisão responsável.

6. Regras de integridade e governança

  1. Identificar referente, objeto, finalidade, contexto e responsável por cada representação publicada.
  2. Distinguir registro disponível, afirmação documentada e conhecimento demonstrado pelo sujeito.
  3. Não inferir aprendizagem apenas por acesso, leitura, tempo de permanência ou conclusão de uma atividade.
  4. Cada afirmação avaliada deve ter identificador, escopo, estado, critérios e justificativa; afirmações ainda sem avaliação permanecem identificadas como tais.
  5. Fontes e evidências não são sinônimos: registrar como um conteúdo foi usado para sustentar ou contestar uma afirmação.
  6. Toda validação tem escopo e data: ela não garante verdade absoluta nem adequação a qualquer situação.
  7. Preservar contraexemplos, divergências, incertezas e limitações relevantes. Não apagá-los para simplificar o modelo.
  8. Versionar alterações relevantes e registrar autoria, motivo, impacto e relações afetadas.
  9. Explicitar conceitos e relações: similaridade visual, proximidade ou associação automática não substituem significado definido.
  10. Conhecimento tácito pode ser descrito por práticas e desempenho sem exigir sua explicitação integral.
  11. Registrar a participação da IA, seus insumos e saídas pertinentes e a revisão do responsável humano; não promover uma saída automaticamente a conhecimento validado.
  12. Processos organizam atividades; Jornadas compõem percursos intencionais; Navegação registra sua realização. A experiência do participante requer interpretação situada.
  13. Manter identificador estável do objeto, independente do nome do arquivo e das representações.
  14. Distinguir referente, recorte investigado e Objeto de Conhecimento do LAC.
  15. Jornadas referenciam objetos compartilhados; não devem duplicá-los apenas para reutilização.
  16. Governar relações com predicado, direção, domínio, alcance, contexto e validade quando pertinentes.
  17. Classificações devem declarar faceta; não misturar tipo, avaliação, publicação e vigência.
  18. Preservar original, interpretação, inferência e decisão como registros distinguíveis.
  19. Registrar sucessor ao substituir uma versão e sinalizar claramente versões descontinuadas.
  20. Vincular cada inferência registrada a premissas, procedimento, conclusão e limites; distinguir hipótese e evidência.
  21. Oferecer explicações adequadas ao participante e rastreáveis a fontes, regras e resultados verificáveis.
  22. Registrar incertezas e pressupostos sem converter rótulos subjetivos em probabilidades sem método.
  23. Relacionar feedback a objetivo, produção e critérios, com autoria e próxima ação quando pertinente.
  24. Separar indicadores de processo, participação, aprendizagem, percepção e impacto.
  25. Preservar autoria das contribuições colaborativas e justificar a resolução de divergências.
  26. Relacionar demandas, objetivos de uso e critérios, registrando a finalidade de organizar ou reutilizar conhecimento.
  27. Identificar o responsável humano de cada decisão, seu papel e escopo de responsabilidade.
  28. Distinguir proposta de ação, autorização e execução; a exportação de um registro não executa a ação.
  29. Registrar alvo, versão, fundamento e efeitos de decisões; indicar sucessor ao substituir.
  30. Compartilhamento e reutilização devem preservar identidade, versão, contexto e condições de acesso aplicáveis.
  31. Preservar registros necessários à memória e sinalizar que versões históricas não são automaticamente orientações atuais.

7. Instância ilustrativa: conhecimento sobre o placar

Exemplo didático. Os resultados abaixo são hipotéticos; nenhum teste físico foi executado para esta página.

Referente / objetoPlacar eletrônico / recorte: validação do comando antes da atualização do estado. Objeto de Conhecimento do LAC: OC-PLAC-001, identidade ilustrativa estável.
Sujeito e finalidadeAprendiz que precisa explicar e implementar uma atualização consistente.
ContextoProtótipo com Arduino UNO R3; contrato de comando a especificar.
Dado e informaçãoRegistro “3:1”; interpretado, conforme contrato, como pontuação de duas equipes.
Afirmação A-001Um comando fora do formato aceito deve ser rejeitado, preservando o placar atual.
Fonte e representaçãoEspecificação do protocolo e código versionado; regra descrita em texto e tabela de decisão.
Evidência esperadaRegistro de entrada inválida, resposta de rejeição e estado anterior e posterior iguais.
JustificativaComparar o comportamento registrado com o critério de preservação do estado.
Aprendizagem observávelO aprendiz explica o motivo da validação e resolve um caso novo sem copiar o exemplo.
Aplicação e revisãoUsar a regra no firmware; se um caso inválido alterar o estado, registrar a divergência e revisar a implementação ou a especificação.
Jornada e NavegaçãoJornada planejada: compreender a regra, comparar comandos e executar um teste. Navegação hipotética: consultar a tabela, retornar ao protocolo e refazer o caso. Compreensão deve ser examinada pela explicação e pelo desempenho.
Representações do mesmo objetoEspecificação textual, tabela de decisão, knowgrama e registro JSON, relacionados ao identificador OC-PLAC-001.
Atividade e resultado hipotéticoEnviar um comando inválido e comparar estado anterior e posterior. Resultado ilustrativo: placar preservado em 3:1.
Inferência e limiteO registro sustenta a preservação no caso examinado, nas condições do teste. Não demonstra todos os comandos, todas as versões ou todas as falhas do canal.
Explicação e feedbackExplicar a relação entre formato, rejeição e estado preservado. Retorno ao aprendiz: a regra foi descrita; acrescente sua justificativa e um contraexemplo possível.
Incerteza e próximo exameComandos truncados ainda não examinados. Definir casos adicionais e registrar condições, resultados e versões.
EstadoTrabalho: em elaboração; avaliação: proposta; disponibilização: rascunho do exemplo; vigência: candidata. Nenhum teste físico realizado.

Segunda instância ilustrativa: fábrica de doces

Exemplo de modelagem proveniente da página de gestão. Não são apresentados testes empíricos, resultados de produção ou parâmetros técnicos validados.

ElementoInstância proposta
Demanda e objetivoPreparar outro participante para executar e explicar etapas de uma receita em condições definidas.
Referente e recortePrática de produção; recorte: organização e aprendizagem de um procedimento.
Objeto de ConhecimentoOC-DOC-001 — procedimento da receita, com identidade ilustrativa estável.
RepresentaçõesFicha técnica, procedimento, demonstração e registro de observação vinculados ao objeto.
Jornada e NavegaçãoPlanejar leitura, demonstração, prática e explicação; registrar a execução real e seus retornos.
ParticipaçõesPessoa experiente como autora; participante como aprendiz; responsável identificado para revisão e autorização.
AvaliaçãoExaminar produção e explicação conforme critérios previamente definidos, com registro das condições.
Decisão hipotéticaSe a instrução for ambígua, propor revisão, com fundamento e responsável; não concluir que houve falha de aprendizagem apenas por essa ambiguidade.
Ação e versãoRevisar a representação; criar nova versão se houver alteração relevante; manter a identidade quando o objeto permanecer o mesmo.
Memória e reutilizaçãoPreservar histórico e lição aprendida; outra Jornada pode referenciar o mesmo objeto e a versão adequada.
IndicadorExaminar tarefas comparáveis e critérios de formação; acesso à ficha não demonstra competência.

Teste conceitual de adequação: o exemplo do placar enfatiza regras e testes; este enfatiza experiência, explicitação parcial e mediação. Ambos exigem contexto, evidência e governança.

8. Laboratório de registro de uma afirmação

Preencha um pequeno registro e exporte em JSON. Os campos permanecem apenas nesta página enquanto ela estiver aberta; use a exportação para conservá-los.

Registro complementar: construção e avaliação

Campos opcionais. Ao registrar uma inferência, declare também suas premissas e seus limites.

Registro de gestão e decisão — v1.3

Campos opcionais para o registro básico. Se registrar uma decisão, identifique seu responsável, data, fundamento e alvo. A página somente exporta o registro.

Preenchimento não equivale a validação. A decisão cabe ao responsável, com exame das evidências.

9. Integração com conhecimento, pesquisa, aprendizagem e gestão

Pesquisa

Investiga um objeto e produz resultados que podem ampliar, contestar ou reorganizar conhecimentos. Seus resultados precisam de avaliação.

Abrir modelo de referência da pesquisa

Link relativo: requer o arquivo de pesquisa na mesma pasta.

Aprendizagem e uso

A aprendizagem transforma a compreensão e a capacidade do sujeito; Jornadas organizam percursos; Navegação registra sua realização; aplicação produz retorno para revisão.

Organização e representação

Vocabulário define termos; ontologia explicita tipos e relações; banco de conhecimento organiza registros; knowgramas oferecem representações exploráveis.

Gestão do conhecimento: gestao_conhecimento_lac.html utiliza as entidades e regras deste modelo para organizar, compartilhar, preservar e orientar decisões.

Localização definida para esta página: /fundamentos/modelo_conceitual_referencia_conhecimento_lac.html. Imagem: assets/img/knowgrama_conhecimento_lac.png, relativa à pasta da página, correspondendo a /fundamentos/assets/img/knowgrama_conhecimento_lac.png.

Critérios para homologação

Checklist de revisão nesta sessão, sem persistência automática.

10. Fontes, proveniência e decisões de harmonização

Consolidação v1.3: versão de trabalho v1.2 desenvolvida nesta conversa, cotejada com o modelo v1.0 reenviado como modelo_conceitual_referencia_conhecimento_lac(1).html e com gestao_conhecimento_lac.html. As fontes anteriores continuam listadas para preservar a proveniência. Os nomes identificam as cópias analisadas; não pressupõem publicação ou homologação de seu conteúdo.

Arquivo consultadoContribuiçãoTratamento no MCR-CON-LAC
Conhecimento(20261020-140251).htmlDimensões cognitivas, sociais, culturais e práticas; fatos, regras, heurísticas e metaconhecimento.Síntese ampla; generalizações sobre independência de contexto não foram adotadas.
objeto_de_conhecimento_lac(1).htmlObjeto como unidade semântica identificável, reutilização e identidade na Malha.Origem da distinção entre recorte investigado e objeto estruturado do LAC.
componentes_conhecimento_lac(1).htmlConceito, termo, significado, definição, metadados e temporalidade.Base para ampliar catálogo e ficha.
tipos_conhecimento_lac(1).htmlClassificações complementares por critérios.Facetas mantidas distintas de estados de avaliação e vigência.
aquisicao_transformacao_conhecimento_lac(1).htmlDemanda, captura, interpretação, transformação, validação e integração.Original, interpretação, inferência e decisão explicitados.
ciclo_vida_conhecimento_lac(1).htmlEtapas, eventos, versões, substituição e preservação.Status único desdobrado em dimensões propostas nesta página.
representacoes_conhecimento_lac(1).htmlIdentidade semântica e múltiplas formas de expressão.Conversão exige examinar fidelidade, contexto e perdas.
redes_grafos_conhecimento_lac(1).htmlMalha, predicados, subgrafos, Jornada, Navegação e operação.Tecnologias tratadas como escolhas de implementação, não como requisitos conceituais.
Conhecimento(20261020-141428).htmlDimensões humanas, métodos de aquisição, aprendizagem experiencial, colaboração, inferência, explicação, gestão e métricas.Complementos v1.2 com distinções entre conteúdo, método, evidência, técnica de processamento e indicador.
modelo_conceitual_referencia_conhecimento_lac(1).htmlCópia v1.0 reenviada pelo autor; definição operacional, estrutura e registro de afirmações.Cotejada; preservados fundamentos e recuperados complementos já desenvolvidos na v1.2.
gestao_conhecimento_lac.htmlDemanda, uso, papéis, decisão, memória, compartilhamento e fábrica de doces.Fonte direta dos complementos de gestão. Nome canônico confirmado por Walter.

Base estrutural anterior: Modelo Conceitual de Referência da Pesquisa — MCR-PES-LAC v1.1, utilizado para a organização inicial desta página.

Decisões de harmonização mantidas e ampliadas

  1. Reservar “Objeto de Conhecimento do LAC” para a unidade semântica e “objeto investigado ou conhecido” para o recorte do referente.
  2. Distinguir Jornada planejada, Navegação realizada e experiência do participante.
  3. Separar avaliação, trabalho, disponibilização e vigência, refinando a lista de estados do anexo de ciclo de vida.
  4. Não adotar as generalizações do anexo amplo que descrevem fatos e conhecimento explícito como independentes de contexto.
  5. Não interpretar regra condicional como causalidade demonstrada nem acesso como aprendizagem comprovada.

Responsabilidade: síntese e implementação com apoio de IA, solicitadas por Walter; autoria das decisões finais e homologação dependem de revisão humana. Os arquivos-fonte foram consultados; o modelo reenviado é o alvo desta consolidação. A página de gestão foi utilizada como fonte, sem modificação de seu conteúdo nesta entrega.

Bibliografia indicada pelo novo anexo — consulta indireta

O anexo indica Akerkar e Sajja, Knowledge-Based Systems; Nonaka e Takeuchi, Criação de Conhecimento na Empresa; Davenport e Prusak, Working Knowledge; Polanyi, The Tacit Dimension; e leituras de Senge, Wiig, Brown e Duguid e Stewart.

Essas obras não foram diretamente consultadas nesta atualização. Edições, dados bibliográficos e correspondência entre cada obra e cada afirmação devem ser verificados antes de tratá-las como sustentação direta.

Tratamento crítico do novo anexo
  • A sequência dados, informação, conhecimento e sabedoria é apresentada como perspectiva histórica possível, sem escada automática ou obrigatória.
  • Aprendizagem experiencial é um recurso de planejamento, sem impor etapas universais nem tipologias fixas de aprendiz.
  • Interatividade, satisfação e tempo de uso não são provas de aprendizagem.
  • Algoritmos genéticos e técnicas de processamento não são equiparados a representações como regras, frames ou ontologias.
  • Comparações filosóficas, sociais e educacionais permanecem temas de aprofundamento, sem simplificações incorporadas ao núcleo como verdades universais.

Limites: sem revisão bibliográfica externa nesta versão; vocabulário, ontologia e regras físicas gerais não foram reavaliados. Cardinalidades e harmonizações permanecem propostas. O modelo não mede diretamente estados mentais nem demonstra uma Máquina de Conhecimento já implementada.

Histórico v1.2 → v1.3 — consolidação

Preservados os 59 conceitos anteriores e incluídos 12 complementos de gestão, totalizando 71 entidades. Acrescentadas relações de participação, responsabilidade, decisão, ação, compartilhamento, reutilização e preservação; segunda instância da fábrica de doces; painel de decisões; campos e verificações no JSON. Nome canônico da página de gestão: conhecimento/gestao_conhecimento_lac.html.

O anexo reenviado estava em v1.0; a consolidação recupera o conteúdo de trabalho da v1.2 para evitar regressão. A imagem disponível é a síntese v1.2 de 59 entidades, identificada como visão de base; as relações novas estão na página.

Histórico v1.1 → v1.2

Incluídos 15 conceitos, painel de suficiência de registros, dimensões humanas, métodos de aquisição, inferência, explicação, feedback, incerteza e métricas. Ampliados relações, exemplo, regras, formulário e glossário. A imagem estrutural v1.1 foi mantida e identificada como visão geral; os novos elementos são explorados no painel conceitual e nas seções complementares.

Histórico v1.0 → v1.1

Incluídos Objeto de Conhecimento do LAC, Malha, Jornada, Navegação, facetas, núcleo semântico, aquisição, ciclo de vida, eventos e fontes. Atualizados knowgrama, catálogo, relações, exemplo, glossário e formulário JSON. Mantida a localização em /fundamentos/ e a referência relativa da imagem.

Como usar

Comece por algo que deseja compreender ou realizar. Identifique o referente e seu recorte. Organize um Objeto de Conhecimento com identidade e contexto; examine sua integração à Malha e os percursos que o reutilizam. Explore os conceitos, formule uma afirmação e examine suas fontes, evidências e limites. Compare os exemplos do placar e da fábrica de doces. Explore o painel de decisões de gestão e o painel de suficiência de registros para examinar inferências. No formulário, registre atividade, premissas, limites e feedback quando pertinentes e exporte seu registro.

Você não precisa conhecer previamente o LAC. O glossário apresenta os termos necessários. A página e a imagem funcionam sem conexão quando mantidas na estrutura de pastas indicada; o link da pesquisa depende de seu arquivo companheiro.

Conhecimentos prévios

É suficiente distinguir uma coisa ou situação de sua descrição. Os conceitos de afirmação, evidência, fonte e contexto podem ser aprendidos nesta página.

Para revisar o modelo, ajudam noções de modelagem conceitual, cardinalidades e proveniência. 0..N significa zero ou mais; 1..N significa um ou mais.

Glossário em ordem alfabética

Afirmação: Proposição formulada sobre um objeto e que pode ser examinada; registrá-la não a torna verdadeira.

Aplicação: Mobilização de conhecimento para interpretar, decidir, projetar ou agir em uma situação.

Aprendizagem: Processo de transformação de compreensão ou capacidade, inferido por evidências adequadas e situadas.

Aquisição: Localização, recepção, observação, registro ou extração de conteúdo potencialmente relevante de fontes identificadas.

Atividade: Unidade de ação intencional, com objetivo, participante, condições, recursos, produção esperada e critérios de avaliação.

Avaliação: Exame de consistência, sustentação, pertinência, limites e adequação ao uso, conforme critérios explícitos.

Ação de gestão: Intervenção proposta ou realizada sobre objeto, relação, representação ou condição de uso, vinculada a uma decisão e a um responsável.

Colaboração: Construção ou revisão compartilhada com contribuições identificáveis, negociação de significados e responsabilidades explícitas.

Compartilhamento: Disponibilização contextualizada de representações ou experiências para participantes e finalidades, conforme condições de acesso e interpretação.

Competência: Capacidade de mobilizar conhecimentos, habilidades e julgamento em situações, examinada por desempenho e critérios contextualizados.

Comunidade de prática: Grupo que aprende e compartilha experiência em torno de uma prática, com participação e responsabilidades situadas.

Conceito: Unidade de significação usada para distinguir e relacionar elementos de um domínio.

Conhecimento: Compreensão ou capacidade de interpretar, explicar ou agir em relação a um referente, situada em sujeitos e práticas e passível de revisão. No LAC, esta é uma definição operacional proposta, não uma solução universal para o problema filosófico do conhecimento.

Contexto: Condições de produção, interpretação e aplicação, incluindo tempo, finalidade, pressupostos e limites.

Dado: Registro de observação, medição, evento ou símbolo, cuja interpretação depende de convenções e contexto.

Decisão: Escolha registrada entre alternativas, com fundamento, responsável humano, data, alvo e limites, decorrente de avaliação ou de outra justificativa explícita.

Definição: Enunciado que delimita um conceito e explicita suas características relevantes.

Demanda: Necessidade, pergunta, problema, oportunidade ou lacuna que motiva organizar, investigar, compartilhar ou utilizar conhecimento, com origem e contexto identificados.

Dimensão do conhecimento: Perspectiva de análise da experiência de conhecer, como cognitiva, social, cultural ou prática; não equivale automaticamente a um tipo de conteúdo.

Entrada de conhecimento: Pergunta, documento, experiência, observação, dado ou necessidade recebido para análise; não é automaticamente conhecimento validado.

Evento de transição: Registro da mudança de estado, com responsável, data, justificativa, evidência e versões envolvidas.

Evidência: Registro interpretado por um método e critério para sustentar ou contestar uma afirmação.

Experiência do participante: Vivência situada de interpretação, dúvida, tentativa e mudança de compreensão; não equivale ao registro de acesso.

Explicação: Apresentação compreensível dos elementos e do encadeamento que fundamentam uma afirmação, decisão ou resultado, adequada ao participante.

Faceta de classificação: Dimensão explícita segundo a qual se atribui uma categoria a um objeto; dimensões podem coexistir.

Feedback: Retorno relacionado a objetivo, produção observada e critérios, que ajuda a decidir o próximo passo; pode provocar revisão, sem garantir aprendizagem.

Fonte: Origem identificável de um conteúdo ou registro; sua existência não garante qualidade.

Governança: Conjunto de papéis, regras, critérios, responsabilidades, decisões e controles que orientam integridade, acesso, publicação e evolução do conhecimento no LAC.

Grafo de conhecimento: Representação estruturada de entidades e relações por nós, arestas e propriedades; uma possível formalização ou materialização da rede.

Heurística: Orientação prática baseada em experiência, útil em certas condições e sujeita a exceções.

Incerteza: Condição em que a sustentação ou a aplicabilidade de uma afirmação é limitada por falta de dados, ambiguidade, variabilidade ou divergência.

Indicador: Medida definida por propósito, método de cálculo ou observação, unidade, período e limites de interpretação.

Inferência: Derivação de uma conclusão a partir de premissas, regras, modelos ou padrões, com pressupostos e limites explicitados. Não garante verdade nem dispensa avaliação.

Informação: Conteúdo interpretado em um contexto, capaz de descrever estados ou reduzir uma incerteza para um sujeito.

Integração: Incorporação governada de objeto, relação, representação ou evidência à Malha, preservando identidade e proveniência.

Jornada: Composição intencional que seleciona, ordena e contextualiza objetos, relações, representações e atividades para uma pergunta ou objetivo.

Justificativa: Argumentação que liga afirmação, evidências, pressupostos e critérios.

Knowgrama: Representação estruturada e explorável, organizada por referente, objetivo, contexto, relações, proveniência e uso pretendido.

Lição aprendida: Registro contextualizado de uma experiência examinada, com resultado, interpretação, condições de reutilização e limites.

Malha de Conhecimento: Infraestrutura semântica compartilhada de objetos, conceitos, relações, contextos, metadados, representações, evidências e versões.

Mediação: Apoio humano ou instrumental à interpretação e à atividade, ajustado ao objetivo e às necessidades observadas.

Memória de conhecimento: Conjunto organizado de registros, decisões, versões e experiências preservados para continuidade, recuperação e interpretação histórica, sem esgotar o saber tácito.

Metaconhecimento: Conhecimento sobre a estrutura, origem, organização, qualidade e uso do conhecimento.

Metadado: Informação descritiva, administrativa, estrutural ou técnica de um objeto ou representação.

Máquina de Conhecimento: Componente operacional proposto para apoiar aquisição, transformação, consultas, composição de jornadas, registros e revisão da Malha, sob governança humana.

Método de aquisição: Procedimento para localizar, elicitar, observar ou registrar conteúdo relevante, com limites e condições próprios.

Navegação: Percurso efetivamente realizado pelo participante entre objetos, relações, representações e atividades, com registros de uso e resultados.

Objetivo de uso: Resultado pretendido ao mobilizar um objeto ou representação, declarado para um participante e contexto e acompanhado de critérios de verificação.

Objeto de Conhecimento do LAC: Unidade semântica identificável, estruturada e evolutiva, que integra a Malha e mantém identidade entre representações e jornadas.

Objeto investigado ou conhecido: Recorte do referente adotado para compreender, investigar ou agir. É distinto do Objeto de Conhecimento estruturado no LAC.

Papel: Conjunto de atribuições assumidas em uma situação, distinto da identidade da pessoa.

Participação: Vínculo situado entre sujeito, papel, atividade ou decisão, com período e escopo.

Participação de IA: Atuação instrumental de um sistema de IA, com função e revisão humana explícitas; uma saída é uma proposta a avaliar.

Predicado: Expressão que nomeia o significado e a direção de uma relação.

Preservação: Atividade governada de manter registros, vínculos e condições de acesso e interpretação pelo tempo necessário à continuidade e à memória.

Pressuposto: Condição admitida como base de uma análise, inferência ou aplicação, que deve ser declarada e examinada quando relevante.

Processo de conhecimento: Organização de atividades de aquisição, explicitação, representação, avaliação, organização, compartilhamento, aplicação e revisão.

Proveniência: Registro de origens, transformações, autoria, métodos, versões e decisões.

Rede de conhecimento: Estrutura semântica de elementos e relações que pode ser descrita independentemente de uma tecnologia.

Referente: Aquilo a que se refere o conhecimento: entidade, fenômeno, situação, processo ou relação, inclusive abstrata.

Regra: Enunciado de condição, restrição ou procedimento cujo escopo e natureza devem ser declarados.

Relação conceitual: Vínculo com significado explícito entre conceitos ou afirmações.

Representação de conhecimento: Artefato que explicita uma seleção de conceitos, afirmações, relações, procedimentos ou modelos. Não equivale automaticamente ao conhecimento do leitor.

Responsabilidade: Atribuição explícita de dever e âmbito de atuação a um sujeito em determinado papel, incluindo o que deve propor, examinar, decidir ou executar.

Resultado observado: Registro do que ocorreu em uma atividade, medição ou interação, com condições de observação. Sua interpretação como evidência depende do alvo e dos critérios.

Reutilização: Mobilização de objeto, relação ou representação já existente em novo uso ou Jornada, com referência à identidade, versão e condições aplicáveis.

Significado: Sentido atribuído a um termo ou conteúdo em determinado contexto.

Sujeito: Pessoa ou coletivo que conhece, interpreta, aprende, produz ou mobiliza conhecimento. Um coletivo requer explicitar seus mecanismos de compartilhamento.

Termo: Palavra, expressão, símbolo ou rótulo que nomeia um conceito em um vocabulário.

Transformação: Mudança de forma, estrutura, contexto ou significado, com rastreabilidade e avaliação de fidelidade.

Versão: Estado identificável de um objeto, relação, modelo ou representação em determinado momento, preservando histórico e justificativa da mudança.