1. Finalidade e escopo
O MCR-APR-LAC oferece um vocabulário e uma estrutura de referência para especificar, representar, acompanhar e avaliar situações de aprendizagem no Livro Ajustável de Conhecimento.
Definição operacional: aprendizagem é um processo de transformação de conhecimentos, habilidades e discernimento de um sujeito, situado em um contexto e mediado por experiência, estudo, prática e interação. Sua ocorrência é inferida por evidências interpretadas; acesso ao conteúdo, satisfação e conclusão de atividades são registros de participação que, isoladamente, não demonstram essa transformação.
Compreensão
Relacionar ideias, explicar significados e reconhecer limites.Habilidade
Executar tarefas e procedimentos com critérios de qualidade.Discernimento
Avaliar situações, justificar escolhas e considerar consequências.A aprendizagem pode começar por curiosidade, necessidade, experiência ou desafio, antes de existir um objetivo formal. Na organização didática, objetivos e critérios são explicitados e podem ser revistos. O modelo abrange aprendizagem autônoma, mediada e colaborativa; não prescreve uma única teoria ou sequência.
Proposta v1.0 · 20/10/2026 · Sujeita à validação humana
2. Knowgrama conceitual — visão sistêmica
Referente: aprendizagem humana no LAC. Objetivo: tornar explícitas as relações entre sujeito, objeto, atividades, evidências e transformação. Contexto: ambiente sociotécnico com mediação humana e apoio de IA.
As setas expressam relações e realimentação, sem impor um fluxo linear. Visão sintética: o catálogo e as relações detalham elementos omitidos do desenho. Representação vetorial incorporada ao HTML, sem dependência de imagem externa.
3. Catálogo de entidades
4. Relações e cardinalidades propostas
Cada cardinalidade indica o número de destinos possíveis para uma ocorrência da origem. Zero pode significar ausência de registro ou formalização progressiva, sem negar a existência do fenômeno. Relações compartilhadas podem ser N:N; a tabela não substitui um modelo lógico de dados.
| Origem | Relação | Destino | Destinos por origem |
|---|---|---|---|
| Aprendizagem | tem como sujeito | Sujeito aprendiz | 1..N |
| Aprendizagem | recorta | Objeto de aprendizagem | 1..N |
| Objeto de aprendizagem | refere-se a | Referente | 1..N |
| Aprendizagem | ocorre em | Contexto | 1..N |
| Aprendizagem | pode ser motivada por | Motivação | 0..N |
| Sujeito aprendiz | mobiliza | Conhecimento prévio | 0..N registros |
| Necessidade de aprendizagem | orienta | Objetivo de aprendizagem | 0..N |
| Aprendizagem | explicita progressivamente | Objetivo de aprendizagem | 0..N; ≥1 ao formalizar |
| Aprendizagem | organiza | Processo de aprendizagem | 0..N descrições |
| Processo de aprendizagem | organiza | Atividade | 1..N |
| Jornada de aprendizagem | registra a experiência em | Atividade | 1..N |
| Atividade | mobiliza | Recurso e representação | 0..N |
| Atividade | gera | Produção do aprendiz | 0..N |
| Produção do aprendiz | pode fundamentar | Evidência de aprendizagem | 0..N |
| Evidência de aprendizagem | é interpretada por | Avaliação | 0..N |
| Avaliação | usa | Critério de avaliação | 1..N |
| Objetivo de aprendizagem | é operacionalizado por | Critério de avaliação | 1..N ao avaliar |
| Avaliação | pode gerar | Devolutiva | 0..N |
| Avaliação | fundamenta | Decisão de adaptação | 0..N |
| Decisão de adaptação | ajusta | Atividade | 1..N |
| Evidência de aprendizagem | sustenta ou limita | Resultado de aprendizagem | 0..N |
| Resultado de aprendizagem | pode manifestar-se em | Transferência | 0..N |
| Knowgrama | representa | Objeto de aprendizagem | 1..N |
A participação liga sujeito, papel, situação e período. Evidências devem ligar produção, aprendiz, atividade, objetivo, critério, autoria e data. Adaptações devem ligar avaliação, justificativa, responsável e atividade ajustada.
5. Distinções que orientam o uso
Processo e jornada
O processo organiza atividades e responsabilidades. A jornada registra como o sujeito efetivamente as vivencia, incluindo retornos e mudanças de direção.Objeto e recurso
O objeto delimita o que se aprende. Texto, áudio, vídeo, simulação e knowgrama são recursos para trabalhar esse objeto.Produção e evidência
Um artefato torna-se evidência ao ser relacionado a um objetivo e interpretado por critérios. Sua existência, por si só, não prova aprendizagem.Resultado e produto
Um programa executável é um produto. Saber explicá-lo, depurá-lo e adaptá-lo pode fundamentar a inferência de um resultado de aprendizagem.Aprendizagem significativa e conhecimentos prévios
O modelo prevê registrar relações construídas entre o novo conteúdo e o que o aprendiz já conhece. Uma atividade pode solicitar explicação dessas relações e identificação de uma concepção revista; o rótulo “significativa” não substitui a análise das evidências.
Modalidades, preferências e estratégias
Áudio, imagens, leitura, escrita e ação prática são tratados como modalidades de representação e participação. Neste modelo, a escolha de recursos considera objetivo, acessibilidade, contexto, preferência manifestada e resultados observados, sem classificar o sujeito em um estilo fixo nem diagnosticar inteligência.
6. Papéis e participação da IA
| Papel | Responsabilidade no modelo | Registro observável |
|---|---|---|
| Aprendiz | Explorar, produzir, explicar, pedir apoio e autorregular sua participação. | Tentativas, explicações, dúvidas e autoavaliação. |
| Professor | Planejar situações didáticas, definir critérios, mediar e avaliar. | Plano, avaliações e devolutivas justificadas. |
| Mentor | Apoiar o planejamento, a reflexão e a revisão do percurso. | Perguntas orientadoras e propostas de estratégia. |
| Colaborador | Compartilhar perspectivas e revisar produções entre pares. | Contribuições e comentários com autoria. |
| IA — apoio tecnológico | Sugerir explicações, exemplos, perguntas e análises, conforme escopo definido. | Função, entradas, saídas, limites e revisão humana. |
A mesma pessoa pode assumir mais de um papel. Professor e mentor podem colaborar no desenho das estratégias. A IA é registrada como sistema de apoio; decisões pedagógicas e juízos de validação têm responsabilidade humana identificada.
7. Exemplo explorável — Algoritmos 01
Referente: algoritmos. Objeto: entrada, processamento, saída e atribuição. Necessidade: distinguir dado, operação e resultado. Objetivo: executar e explicar um algoritmo de soma e adaptá-lo a uma variação.
Atividade: receber dois valores, calcular a soma, produzir pseudocódigo e tabela de execução, explicar cada passo. Critérios: entradas identificadas; atribuições rastreadas; saída correta; explicação coerente; revisão de uma variação.
Exemplos de decisões pedagógicas propostas, sem diagnóstico automático. A escolha ilustra relações do modelo; não mede a aprendizagem do visitante.
8. Regras de integridade e governança
- Uma situação formalizada identifica aprendiz, objeto, contexto, objetivos, responsável e versão. Registros exploratórios podem permanecer provisórios.
- Cada objetivo avaliado possui atividade e critérios explícitos; critérios devem ser compreensíveis ao aprendiz.
- Uma evidência identifica a produção ou desempenho observado, sua autoria, data, atividade, objetivo e critério de interpretação.
- Resultados são registrados como esperados, em análise ou sustentados por evidências, com limites. Ausência de evidência não equivale automaticamente à ausência de aprendizagem.
- Tempo de tela, cliques, conclusão e satisfação não são usados isoladamente para declarar um objetivo atingido.
- Decisões de adaptação registram evidência considerada, justificativa, mudança proposta, responsável e revisão posterior.
- Conhecimentos prévios e necessidades são revisáveis; preferências de formato não se tornam categorias fixas do aprendiz.
- Processo planejado e jornada vivida permanecem distinguíveis e relacionados por atividades e registros.
- Intervenções de IA identificam função, insumos relevantes, saída utilizada e revisão humana; produções assistidas preservam a proveniência.
- Coletar somente dados necessários ao acompanhamento; explicitar acesso, finalidade e conservação segundo as regras aplicáveis do LAC.
- Knowgramas identificam referente, objetivo, contexto, fontes, autoria, versão e estado de validação.
9. Integração com conhecimento, pesquisa e organização do LAC
| Interface | Articulação proposta |
|---|---|
| Modelo do conhecimento | Aprender transforma a relação do sujeito com objetos e representações; o resultado pode ser representado e compartilhado como conhecimento. |
| Modelo da pesquisa | Investigar pode integrar uma atividade de aprendizagem. A pesquisa busca conhecimento justificável; a avaliação da aprendizagem examina a transformação do aprendiz. |
| Knowgramas | Podem ser recursos, produções do aprendiz e representações revisáveis dos resultados. |
| Sistema de aprendizagem ajustável | Relaciona papéis, atividades, evidências, avaliação e decisões de adaptação. |
| Governança | Define responsabilidade, validação, proveniência, uso de IA e tratamento dos registros. |
Nome do arquivo: modelo_conceitual_referencia_aprendizagem_lac.html. Localização candidata: fundamentos/modelo_conceitual_referencia_aprendizagem_lac.html, a confirmar pelas regras vigentes de organização física. O caráter transversal do modelo não determina sozinho sua pasta.
Esta entrega define interfaces conceituais; a integração dos links com as demais páginas depende da confirmação dos caminhos canônicos.
10. Fontes, proveniência e decisões editoriais
Fonte principal efetivamente examinada: anexo aprendizagem(20261020-143940).html, “Aprendizagem — O Livro que Aprende”, de Walter Dominguez. Foram aproveitados: compreensão, habilidade, discernimento, aprender a aprender, processo sistêmico, participação ativa, prática, mediação e construção interativa.
Referência de estrutura examinada: modelo_conceitual_referencia_pesquisa_lac.html, MCR-PES-LAC v1.1, de 20/10/2026: finalidade, visão sistêmica, entidades, relações, regras, instância e validação.
Elaboração desta proposta: catálogo, cardinalidades, regras, papéis, exemplo e decisões de adaptação são uma síntese de modelagem produzida com apoio de IA, pendente de revisão de Walter Dominguez. Não constituem transcrição do anexo.
O que foi revisto na fonte
- Os formatos auditivo, visual, leitura/escrita e prática passaram a ser recursos e modalidades, sem teste de estilo predominante.
- Não foram reproduzidos os links de índice sem seção correspondente nem o teste apenas anunciado no anexo.
- As imagens externas não fornecidas foram substituídas pelo diagrama vetorial incorporado.
- Foram acrescentados objetivos verificáveis, evidências, avaliação, proveniência, autorregulação e adaptação.
Referências citadas pelo anexo — não verificadas nesta elaboração
O anexo menciona “O que é afinal Aprendizagem Significativa?”, atribuído a Moreira (2012), e “Aprender a Aprender”, atribuído a Oakley (2020). São pistas bibliográficas herdadas, não fontes diretamente consultadas nem validação científica desta proposta. Conferir dados bibliográficos e textos antes de homologar a fundamentação teórica.
11. Critérios de aceitação
Checklist de revisão desta proposta. As marcações valem nesta sessão da página e não registram uma homologação permanente.