OLAColuna

Plano da Coluna — Visão do Ortopedista

Formato médico enxuto com apoio OLA: comparação dos laudos, laudos originais, entrada estruturada do paciente, decisão clínica, encaminhamento para fisioterapia, glossário em grafo e próximos passos.

Posição desta versão no OLA

Esta visão apoia a consulta com o ortopedista, apresentando o caso de forma objetiva, rastreável e orientada à decisão clínica.

Entrada

Laudos de 2024, laudo de 2026, sintomas e material estruturado do paciente.

Saída

Resumo comparativo, decisão estruturada, perguntas de consulta e encaminhamento terapêutico.

Limite

Organiza informações; não substitui exame físico, julgamento clínico ou prescrição médica.

Resumo clínico enxuto

Queixa / indicação

Contexto clínico

Em 2024, os exames foram solicitados por cervicalgia e lombalgia recorrentes. Em 2026, o exame conjunto aparece em contexto de cervicobraquialgia e lombociatalgia.

Achado dominante

Padrão degenerativo

Discopatia, osteófitos, artrose interapofisária, abaulamentos/protrusões discais e alterações foraminais mais relevantes em C5-C6.

Ponto favorável

Canal preservado

O laudo de 2026 descreve canal vertebral/raquiano com boa amplitude, sem estenose central importante descrita.

Ponto de atenção

Progressão difusa

Entre 2024 e 2026, há maior caracterização de degeneração cervical e lombar, com envolvimento lombar mais difuso.

Laudos originais para verificação médica

Textos-base usados na comparação. O ortopedista pode conferir a origem da análise diretamente.

2024

Laudo cervical — 2024

LAUDO CERVICAL — 2024 Indicação clínica: Cervicalgia recorrente. Achados principais: - Osteófitos marginais. - Uncoartrose em C5-C6. - Protrusões discais múltiplas de C2-C3 a C6-C7. - Redução do espaço discal em C5-C6. - Protrusão disco-osteofitária posterior em C5-C6. - Redução foraminal bilateral em C5-C6. - Canal vertebral de amplitude normal. Síntese: alterações degenerativas cervicais, mais relevantes em C5-C6, com canal preservado.
2024

Laudo lombar — 2024

LAUDO LOMBAR — 2024 Indicação clínica: Lombalgia recorrente. Achados principais: - Redução discal de L3-L4 a L5-S1. - Abaulamentos discais em L3-L4, L4-L5 e L5-S1. - Discreta redução foraminal bilateral de L3-L4 a L5-S1. - Artrose interapofisária lombar inferior. - Canal vertebral preservado. Síntese: alterações degenerativas lombares inferiores, com abaulamentos discais e discreto estreitamento foraminal, sem estenose central importante descrita.
2026

Laudo cervical/lombar — 2026

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DAS COLUNAS CERVICAL E LOMBAR — 2026 Indicação: Paciente de 75 anos, em investigação de cervicobraquialgia e lombociatalgia. Coluna cervical: - Retificação da lordose cervical fisiológica. - Osteófitos marginais de C4 a C7. - Alterações degenerativas na articulação atlanto-odontoide. - Uncoartrose bilateral em C5-C6, condicionando redução da amplitude dos respectivos forames neurais. - Artrose interapofisária à esquerda em C2-C3 e à direita em C3-C4. - Redução da altura do espaço intersomático C5-C6, com sinais de discopatia degenerativa. - Complexo disco-osteofitário póstero-mediano em C5-C6, indentando a face ventral do saco dural. - Canal vertebral com boa amplitude. Coluna lombar: - Eixo vertebral mantido. - Corpos vertebrais com altura preservada, apresentando osteófitos marginais. - Artrose interapofisária bilateral difusa, com hipertrofia nos níveis inferiores. - Artrose interespinhosa de L3 a L5. - Redução da altura dos espaços intersomáticos de L2-L3 e L4-L5, sugerindo discopatias degenerativas. - Calcificação no espaço intersomático L5-S1. - Abaulamento discal difuso de L1-L2 a L4-L5, indentando a face ventral do saco dural e insinuando-se aos recessos foraminais correspondentes. - Forames neurais de amplitude normal. - Canal raquiano com boa amplitude. - Alterações degenerativas nas articulações sacroilíacas.

Comparação dos laudos — 2024 × 2026

Região20242026Interpretação objetiva
Cervical — alinhamentoSem destaque para retificação.Retificação da lordose cervical fisiológica.Ponto novo/relevante, possivelmente associado a componente postural, muscular ou dor.
Cervical — C5-C6Uncoartrose bilateral, redução de espaço discal, protrusão disco-osteofitária e redução foraminal bilateral.Uncoartrose bilateral C5-C6 com redução foraminal, discopatia degenerativa e complexo disco-osteofitário.Achado persistente e central do quadro cervical; mais caracterizado em 2026.
Cervical — canalCanal vertebral de amplitude normal.Canal vertebral com boa amplitude.Estável/favorável, sem estenose central importante descrita.
Lombar — discosRedução discal de L3-L4 a L5-S1; abaulamentos L3-L4, L4-L5 e L5-S1.Redução discal L2-L3 e L4-L5; abaulamentos de L1-L2 a L4-L5; calcificação L5-S1.Degeneração lombar mais difusa ou melhor descrita, com extensão para níveis mais altos.
Lombar — articulaçõesArtrose interapofisária lombar inferior.Artrose interapofisária bilateral difusa e artrose interespinhosa L3-L5.Componente artrósico posterior mais difuso.
Lombar — forames/canalDiscreta redução foraminal bilateral; canal preservado.Forames neurais normais; canal raquiano com boa amplitude.Ponto favorável em 2026; sem piora foraminal relevante descrita.

Entrada adicional: material estruturado trazido pelo paciente

O paciente pode trazer material OLA com mapa, exercícios sugeridos, escala de dor e registro de evolução. Esse material é apoio de comunicação, não prescrição.

Origem OLA

Visão do paciente, guia de exercícios, orientações ergonômicas, mapa e registro.

Uso clínico

Ajuda a identificar evolução dos sintomas, adesão, dúvidas e resposta funcional.

Limite

A conduta depende de anamnese, exame físico, correlação clínica e julgamento médico.

Impressão clínica estruturada

Provável caminho

Conduta conservadora

Pela ausência de estenose central importante descrita e preservação do canal, manejo conservador com fisioterapia, ergonomia, controle de dor e acompanhamento parece razoável para discussão.

A confirmar

Correlação clínica

Confirmar sintomas radiculares, déficit neurológico, limitação funcional e necessidade de exames/medicação/infiltração.

Prevenção

Postura + força + mobilidade

Priorizar controle postural, pausas, fortalecimento de core/escápulas, mobilidade segura e redução de sobrecarga mecânica.

Mapa OLA de decisão para consulta ortopédica

O mapa organiza sintomas, laudos, material OLA, exame físico, risco, conduta, fisioterapia e reavaliação. Clique nos nós.

Selecione um nó.

A explicação aparecerá aqui.

Encaminhamento sugerido para fisioterapia — para validação médica

Importante

Proposta de organização para discussão com o ortopedista; a prescrição formal deve ser feita pelo profissional responsável.

Foco fisioterapêuticoObjetivoObservação clínica
Controle de dor e irritabilidadeReduzir sintomas e melhorar tolerância ao movimento.Usar escala de dor 0–10; adaptar se dor > 4–5.
Mobilidade cervical e lombar seguraReduzir rigidez sem provocar irradiação.Evitar movimentos bruscos, tração não orientada e amplitude excessiva.
Estabilização lombopélvicaFortalecer core, glúteos e controle motor.Progressão lenta e guiada por sintomas.
Estabilização cervicotorácicaTrabalhar escápulas, postura, suporte cervical e ergonomia.Importante em C5-C6 e retificação cervical.
Correção postural funcional e reeducação posturalMelhorar controle em atividades reais: sentar, levantar, caminhar, computador, celular e TV.Útil para sobrecarga mecânica e prevenção.
Terapia manual / massoterapia terapêuticaControle de dor, mobilidade e relaxamento paravertebral.Quando indicado pelo fisioterapeuta; associar a exercício ativo e educação.
Tração suave quando indicadaRecurso para casos selecionados, conforme avaliação e tolerância.Evitar uso não supervisionado; suspender se houver piora neurológica ou dor irradiada.
Integração com material do pacienteAproveitar registros, escala de dor e guia OLA como apoio à comunicação.Fisioterapeuta valida, adapta ou retira orientações/exercícios.

Perguntas objetivas para a consulta

1. A comparação entre 2024 e 2026 muda a conduta?
2. Há sinais clínicos de radiculopatia relevante?
3. Canal preservado e forames lombares normais permitem fisioterapia com segurança?
4. Há restrições específicas para cervical, lombar, caminhada, fortalecimento ou alongamento?
5. Qual critério de retorno?
6. Há necessidade de ressonância, medicação, infiltração ou avaliação neurológica?
7. O material OLA trazido pelo paciente é coerente com o quadro clínico e pode apoiar o acompanhamento?

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